sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Abençoados e Abençoadores



(Transcrito)


“Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão.” Sl 67.7


Deus é a fonte de todo o bem. Toda a boa dádiva procede de Suas mãos. Ele dá a chuva e o sol, o frio e o calor aos maus e aos bons. Toda a terra está cheia de Sua bondade. Deus é o abençoador e nós somos os abençoados. Mas a bênção de Deus não deve ser retida. Não temos o direito de privar as nações das glórias do Evangelho. 

Com respeito ao Evangelho, o apóstolo Paulo, disse: Eu sou devedor (Rm 1.14), eu estou pronto (Rm 1.15), eu não me envergonho (Rm 1.16). A mensagem é recebida para ser transmitida. O Evangelho é um legado divino recebido que precisa ser passado para todos os povos, de todos os lugares, de todos os tempos. 

Não podemos ser como o Mar Morto que retém as águas que recebe; devemos ser como o Mar da Galiléia, que ao receber as águas do rio Jordão, as distribui, espalhando vida. O salmista está pedindo a bênção para que toda a terra conheça o caminho de Deus e todas as nações conheçam a salvação de Deus (Sl 67.1,2).

O propósito de Deus é que todos os povos se alegrem nEle e para que isso aconteça, nós, que fomos abençoados, temos de levar a mensagem de salvação aos fins da terra, para que os povos conheçam a Deus e se alegrem nEle. A oração do escritor sagrado deve ser a nossa também: “Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão”.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Deus a Nossa Esperança



(Transcrito)


“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dEle vem a minha esperança.” Sl 62.5


Uma canção popular diz: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber; quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Esperar não é coisa fácil. Mais fácil é estar no controle, determinar o rumo, acelerar o passo e chegar no destino. Porém, há momentos em que o melhor não é ficar agitado, mas esperar, ainda que contra a esperança. O melhor não é assentar na cadeira de comando, mas pegar carona na soberana providência divina.

Não poucas vezes, os problemas se agigantam e nós nos apequenamos: é uma doença grave, um divórcio doloroso, um luto traumático. Nessas horas precisamos esperar e esperar não cheios de inquietude, mas esperar silenciosamente, confiante-mente no Deus que intervém. Quando ficamos pressionados por essas situações adversas, queremos gritar para o mundo, botar a boca no trombone e dizer que estamos sofrendo.

Mas, em vez de embocar a trombeta para fora, Davi nos ensina a gritar para dentro de nossa própria alma, exortando-a a esperar silenciosamente em Deus. Nossa esperança não está em nossas estratégias nem em nossos recursos, mas em Deus. Dele vem o socorro e o escape. Dele vem a força e a graça para triunfarmos na adversidade. É Deus quem converte nosso pranto em alegria, nossas lágrimas em júbilo e nossa tristeza em celebração.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Deus Escuta as Orações



(Transcrito)


“Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a Sua graça.” 

Sl 66.20


A oração é a força mais poderosa na terra. Uma Igreja que ora tem em suas mãos uma usina de poder. Tocamos o mundo inteiro com nossas orações. Um crente de joelhos é mais poderoso que um exército. Quando a oração sobe, a graça desce. Quando Deus escuta a voz da oração, Ele dispensa favor. Porque Deus escuta as orações, a Ele se achegam todos os homens e os milagres acontecem na história. Os tremendos feitos de Deus na terra são resultado das orações do Seu povo.

Porque o povo de Deus orou no cativeiro, Deus viu, ouviu e desceu para livrá-lo. Porque o povo de Deus orou no deserto, Deus converteu o mar em terra seca. Porque o povo de Deus orou, os inimigos foram desbaratados. O altar está conectado com o trono. Pela oração, a fraqueza humana é ligada à onipotência divina. E as mesmas orações que sobem do altar para o trono, descem do trono para a terra, traduzidas em intervenções soberanas de Deus na história.

Deus escolheu agir por intermédio das orações da Igreja. Porque Deus escuta as orações, coisa nenhuma é impossível para nós, pois nada é impossível para Deus. Tudo quanto Deus quer fazer, Ele pode fazer em resposta às orações. Pode fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos conforme o Seu poder que opera em nós.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Deus, o Antídoto Contra o Medo



(Transcrito)


“...Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal?” Sl 56.3,4


O medo é um carrasco impiedoso. Castiga com intenso rigor suas vítimas. Atormenta com pavores horríveis seus escravos. O medo não escolhe idade nem posição social. É um sentimento comum a todos os homens. Temos medo de tudo aquilo que escapa ao nosso controle, de tudo aquilo que nos ameaça. Davi havia sido preso pelos filisteus em Gate. Sua vida corria sério risco e sua morte parecia inevitável. Humanamente falando, não havia nenhum recurso capaz de livrá-lo do opressor.

Mesmo sendo um guerreiro experiente, Davi não vislumbrava nenhum socorro oriundo do braço humano para libertá-lo. Por isso, combateu o medo com a confiança em Deus. A fé triunfa sobre o medo e ri das impossibilidades. Não porque a fé seja poderosa, mas porque o objeto dela é o Deus onipotente. Para Deus não há impossíveis. Quando Ele está do nosso lado, somos mais que vencedores. Quando Ele luta as nossas guerras, saímos sempre vitoriosos.

Davi não confia nos deuses pagãos; confia no Deus onipotente, criador, libertador e redentor do Seu povo. Embora os homens estivessem armados para matá-lo, Davi sabia que sua vida estava nas mãos de Deus. Um mortal não pode nos fazer nenhum mal se estamos debaixo das asas do Deus Onipotente. A confiança em Deus nos ajuda a vencer o medo.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Oração, Terapia Divina



(Transcrito)


“Invoca-Me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu Me glorificarás” Sl 50.15


A vida não é uma viagem lúdica nem um passeio turístico, mas uma luta renhida. Aqui atravessamos desertos esbraseantes, entramos em vales escuros e pisamos estradas crivadas de espinhos. Aqui nossa alma geme de dor e nosso peito é fustigado por angústias do inferno. O que fazer nesse tempo de dor, quando a angústia enfia em nós seus tentáculos? Três verdades são apresentadas no texto acima.

Primeira, uma ordem expressa: “Invoca-Me no dia da angústia...”. Devemos invocar a Deus. A oração não é apenas um privilégio, mas também uma ordenança, um recurso divino para nos libertar da angústia. Oração é terapia divina para debelar esse mal que nos atormenta. 

Segunda, uma promessa clara: “... Eu te livrarei....”. O mesmo Deus que nos ordena a invocá-Lo, também nos promete livramento. O nosso socorro vem do alto, vem do céu, vem de Deus. Nossos problemas se tornam pequenos quando colocados na presença do grande Deus.

Terceira, um resultado bendito: “... e tu Me glorificarás”. Quando invocamos a Deus, Ele nos tira do miolo da tempestade, firma nossos pés sobre uma rocha e coloca um novo cântico em nossos lábios. Orar, portanto, é falar com Deus e falar com Deus faz bem à alma, alivia o coração e nos abre as portas do livramento. É tempo de orar!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Deus no Banco dos Réus

(Transcrito)


“Esmigalham-se-me os ossos, quando os meus adversários me insultam, dizendo e dizendo: O teu Deus, onde está?” Sl 42.10


Muitos homens insolentes, besuntados de orgulho, arrogantemente colocam Deus no banco dos réus. Quando os filhos de Coré escreveram este salmo estavam encurralados por circunstâncias medonhas e adversários cruéis. A providência era carrancuda. Os inimigos eram muitos. Os perigos ameaçadores. O livramento parecia impossível. Para agravar a situação, os adversários ainda os insultavam com uma pergunta perturbadora: Onde está o seu Deus? Por que Ele não age? Por que não vem em seu socorro?

Esta é a pergunta que os ímpios ainda fazem para nos acuar: Onde está Deus num mundo onde prevalece a mentira, a falsidade, a injustiça, a violência, a opressão, a maldade, a promiscuidade e a falência dos valores morais? Se Deus existe, por que Ele não se manifesta? Se Ele é Todo-poderoso por que não prevalece contra essa torrente de maldade que assola a humanidade? Se Ele é amor, por que permite que os justos sofram? 

O salmista responde a essas afrontas afirmando que sua alma tem sede de Deus (v 1), que Deus é seu auxílio (v 5), que Deus é misericordioso (v 8), que Deus é sua rocha (v 9), que Deus é digno de seu louvor (v 11). Os ímpios que escapam dos tribunais da terra terão de comparecer perante o tribunal de Deus, onde serão julgados retamente.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Não Há Gaveta em Caixão



(Transcrito)


“Não temas, quando alguém se enriquecer, quando avultar a glória de sua casa; pois, em morrendo, nada levará consigo...” Sl 49.16,17



Quando John Rockfeller, o primeiro bilionário do mundo, morreu, alguém perguntou, no cemitério para seu contador: “Quanto John Rockfeller deixou? O contador respondeu: “Ele deixou tudo, não levou sequer um centavo”. Não há bolso em mortalha. Por isso, a busca desenfreada por bens materiais é uma consumada insensatez. Acumular tesouros, ajuntar riquezas, entesourar apenas para esta vida é um péssimo investimento.

Confiar nos bens como se eles pudessem nos dar segurança e felicidade é ledo engano. Acreditar que nossas casas serão perpétuas e nossas moradas serão por todas as gerações, imprimindo o nosso próprio nome em nossas terras, é esquecer- se que somos peregrinos e não temos casa permanente neste mundo. A ostentação da riqueza, portanto, é tolice. A Palavra de Deus diz que nada trouxemos para este mundo nem nada dele levaremos. Não há caminhão de mudança em enterro, nem gaveta em caixão.

Devemos viver neste mundo sem ostentação, vestidos com o manto da humildade, da gratidão e da generosidade, usando os bens que temos não apenas para o nosso deleite, mas também, e sobretudo, para socorrer os necessitados. As pessoas mais felizes não são aquelas que mais ajuntam, mas aquelas que mais distribuem. Mais bem-aventurado é dar do que receber.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Quando a Alma Se Aquieta



(Transcrito)


“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra...” Sl 46.10,11


A inquietude e o desassossego são marcas da nossa geração. As pessoas vivem atormentadas por muitos temores e perturbadas por muitas tragédias. É bem verdade que há momentos de calamidade, quando a terra se transtorna, as águas tumultuam, os montes se estremecem, as nações bramam e os reinos se abalam. 

As guerras encarniçadas com suas armas de morte e seus carros invasores enchem a terra de pavor. Nessas horas, nossa alma se enche de medo e nosso coração de ansiedade. O que fazer? A única saída é voltarmo-nos para o Senhor e aquietar nossa alma, sabendo que Ele é Deus. Ele põe um ponto final na guerra. Quebra o arco, despedaça a lança e queima os carros no fogo. Ele é o Senhor dos Exércitos, o Deus da Aliança. Está conosco e por isso não precisamos temer. Ele é o nosso refúgio e fortaleza. 

A quietude da alma na tempestade é um ato de fé. E fé não é fruto da meditação transcendental. Fé não é sugestionamento psicológico, truque religioso nem mecanismo místico. Fé não é confissão positiva nem assentimento intelectual. Fé é confiança inabalável em Deus, o Todo-poderoso criador e sustentador da vida. Fé é reconhecer que, embora sejamos fracos, podemos nos agasalhar debaixo das asas de Deus e saber que a tempestade com seus horrores vai passar.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A História, Nossa Pedagoga



(Transcrito)


“Ouvimos, ó Deus, com os próprios ouvidos; nossos pais nos têm contado o que outrora fizeste, em seus dias.” Sl 44.1


A história é nossa pedagoga ou nossa coveira. Aprendemos com ela, ou repetiremos os erros cometidos no passado. Os pais têm o compromisso de ensinar à geração presente os feitos de Deus no passado. Um povo sem memória é um povo sem futuro. Firmamos nossas raízes no passado para termos estabilidade no presente e esperança no futuro. Quando olhamos pelas lentes do retrovisor temos a garantia de que o mesmo Deus que fez maravilhas ontem, faz coisas extraordinárias hoje e fará prodígios colossais amanhã.

Porque Deus não muda não precisamos ter medo do futuro, pois Ele é Deus de eternidade a eternidade. Deus está no futuro como esteve no passado. Porque Ele fez maravilhas ontem, fará maravilhas hoje. Porque foi fiel ontem, será fiel hoje. Porque cuidou de nossos pais ontem, cuida de nós hoje e cuidará dos nossos filhos amanhã. Conhecer os feitos de Deus na história é encher o tanque do nosso coração de esperança e robustecer nossa fé para a jornada da vida.

Somos sustentados pelos braços onipotentes daquEle que era, que é, e que há de vir. Nosso compromisso é contar às vindouras gerações os grandes feitos de Deus para que O conheçam e vivam para Sua glória. As obras de Deus no passado alimentam a fé hoje e avivam a esperança para o amanhã.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Amor Traduzido Em Obras



(Transcrito)


“Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o Senhor o livra no dia do mal” 

Sl 41.1


James Hunter, em seu livro “O Monge e o Executivo” diz que você não é o que fala, mas o que faz. O mundo está farto de palavras de amor e vazio de atitudes que demonstram amor. Não basta amar apenas de palavras. Ter belos discursos, mas nenhuma ação; abundantes palavras, mas obras escassas. Não é feliz aquele que cobre o necessitado de esperanças vazias e de promessas mirabolantes, mas aquele que acode ao necessitado.

Jesus foi enfático em ensinar: “Mais bem-aventurado é dar do que receber”. O amor precisa ser traduzido em ação. O necessitado precisa ser assistido. Precisamos dar pão ao faminto, água ao sedento, roupa ao nu, abrigo ao sem teto. Precisamos visitar o enfermo e acolher o desamparado. Cuidar dos órfãos e das viúvas é evidência de uma religião verdadeira. Aqueles que assim procedem são bem-aventurados na vida. E mais, recebem a promessa do livramento de Deus no dia mal.

Felicidade e livramento são as características dos misericordiosos. Eles têm alegria interior e livramento exterior. Têm a alegria e a proteção de Deus. Então, quando chegar o temido dia mal, dia de sombras e escuridão, dor e aflição, choro e dolorosas perdas, Deus se levantará para livrá-los. Não é feliz o que acumula com avareza, mas aquele que distribui com generosidade.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O Cuidado Divino



(Transcrito)


“Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim...” 

Sl 40.17


Nenhum homem, por mais rico e saudável que seja, é autossuficiente. Temos necessidades que não podemos suprir. Temos lacunas em nossa vida que não podemos preencher. Fazemos coro com Davi e reconhecemos que também somos pobres e necessitados. Não podemos ficar de pé escorados em nosso próprio bordão. Não temos poder para preservar nossa vida. Não produzimos o oxigênio que rega nossos pulmões.

Não temos capacidade de evitar que bactérias e vírus mortais nos atinjam. Somos totalmente dependentes, vulneráveis e necessitados. Porém, a despeito de sermos pobres, temos a convicção de que Deus cuida de nós. Ele é o nosso criador e provedor. Deus é o nosso Salvador, protetor e galardoador. É a fonte de todo bem. Nele vivemos, nos movemos e existimos. Quando a crise nos mostra sua carranca, Deus sai em nossa defesa, pois é o nosso amparo.

Quando os inimigos nos oprimem e nos cercam por todos os lados, Deus desnuda o Seu braço onipotente e luta as nossas batalhas, pois é o nosso libertador. Embora sejamos pobres e necessitados, temos socorro certo e seguro. Com Deus ao nosso lado, somos fortes. Com Deus segurando a nossa mão, caminhamos em segurança rumo à glória. Com Deus como nosso defensor, somos mais do que vencedores. Deus é o nosso suficiente provedor.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A Música Que Agrada a Deus



(Transcrito)


“E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus...” 

Sl 40.3


A música, com seus diversos gêneros, é uma dádiva de Deus à humanidade. É arte sublime, ciência encantadora, inspiração para a alma, deleite para o coração, tônico para a mente. Há quatro verdades no texto acima.

Primeira, a origem da música. A música que agrada a Deus procede do próprio Deus: “E me pôs nos lábios...”. Essa música não brota da terra, vem do céu; não é inspiração humana, mas dádiva divina.

Segunda, a natureza da música: O texto fala de “... um novo cântico”. Não é novo de edição, mas de natureza. Embora velha, torna-se sempre nova, viva e deleitosa para a alma. Sua mensagem é sempre atual, oportuna e poderosa. 

Terceira, o propósito da música. Vem de Deus e volta para Deus: “... um hino de louvor ao nosso Deus”. Não é música para entreter os homens, mas agradar a Deus. Não objetiva agradar o gosto dos ouvintes, mas adorar a Deus, a razão da nossa vida.

Quarta, o resultado da música. A música que vem de Deus e volta para Deus também impacta os homens: “... muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor”. Agrada a Deus e toca o coração dos homens. Chega aos céus e vai aos confins da terra. Alcança os ouvidos de Deus e os corações dos homens. Atinge o propósito da adoração a Deus e da evangelização dos pecadores.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Deus, o Terapeuta da Alma



(Transcrito)


“Na Tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não Te é oculta.” Sl 38.9


Desejos não cumpridos geram ansiedade e a ansiedade é uma estranguladora da alma. A ansiedade tira o oxigênio, sufoca. Há pessoas com o coração entupido de preocupações. O nosso coração é uma fonte de onde jorram muitos desejos. Borbulham desse poço uma torrente de anelos profundos. Davi, inundado pelas torrentes de seus muitos desejos, corre para o divã de Deus e despeja seu coração. Abre as comportas de sua alma.

Destranca todos os arquivos secretos do seu coração e põe para fora todos os seus desejos. A ansiedade, com seus terrores e tormentos, alojada nos lugares mais sombrios da alma, é trazida à luz e exposta diante de Deus. Davi faz de Deus seu psicólogo. Corre para a presença do Altíssimo como seu terapeuta. Não guarda em arquivos secretos seus desejos nem empurra para debaixo do tapete os sentimentos que emanam do seu interior.

Põe tudo sobre a mesa. Confessa cada pecado. Expõe cada ferida. Não deixa nada escondido. Não encobre nenhuma transgressão. Traz tudo para a luz da verdade e busca em Deus a cura, a libertação e o perdão. Embora Davi estivesse enfrentando inimigos por fora e temores por dentro, encontrou em Deus, seu confidente, a assepsia para a sua alma, a faxina para sua mente e a cura para suas memórias.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Deus, o Amparo do Justo



(Transcrito)


“Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.” Sl 37.25


Davi não é mais um jovem pastor, mas um rei veterano. As cãs cobrem de branco a cumieira de sua cabeça. Mas, à medida que caminha rumo à velhice, sua percepção espiritual fica mais aguçada. Seu testemunho é eloquente. Dois testemunhos são dados. 

Primeiro, o justo é amparado por Deus. Davi abre os arquivos do passado e não encontra sequer um exemplo que pudesse enfraquecer a confiança do justo. Deus hipotecou Sua honra quando nos deu Suas promessas. Deus é o próprio avalista de Suas palavras. O justo passa por lutas e tribulações, mas não por desamparo. O justo enfrenta caminhada difícil, mas tem a promessa de uma chegada certa. 

Segundo, a descendência do justo é próspera. Davi nunca viu a descendência do justo mendigando o pão. Na casa do justo há prosperidade e riqueza (Sl 112.3). O justo, além de ter para si, ainda “distribui e dá aos pobres” (Sl 112.9). Sua descendência não mendiga o pão, mas dá pão ao que tem fome. Aqueles que honram a Deus são prósperos, pois trabalham com dignidade, vivem com disciplina, economizam com consciência e investem com sabedoria. Na casa do justo há prosperidade e riqueza. No coração do justo há altruísmo e generosidade. Nas mãos do justo há ricos atos de bondade. No caminho do justo há recompensas eternas.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Deus, Nosso Maior Prazer



(Transcrito)


“Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração.” 

Sl 37.4


De todas as dádivas de Deus, a melhor é Ele mesmo. O Abençoador é melhor do que Suas bênçãos, o Doador é melhor do que Suas dádivas. Poderíamos ter todas as bênçãos, mas sem o Deus das bênçãos ficaríamos vazios e insatisfeitos. Deus é insubstituível, indispensável, infinitamente necessário. Nossa alma não encontra pouso seguro noutro ninho. Nosso coração não tem outro refúgio. 

Duas verdades são destacadas. A primeira é uma ordem clara: “Agrada-te do Senhor”. Deus é o deleite da nossa vida. É mais necessário do que o oxigênio que respiramos, a Água que bebemos e o Pão que nos nutre. Deus é o sumo bem, o doador e a melhor das dádivas. Devemos, portanto, amá-Lo e honrá-Lo com o nosso viver. Glorificar a Deus é o fim principal da nossa existência. A segunda verdade é uma promessa segura: “... e Ele satisfará os desejos do teu coração”. A satisfação do coração é a consequência imediata de nos agradarmos de Deus.

Quando honramos a Deus, Ele nos honra. Quando buscamos a Deus, Ele satisfaz o nosso coração. Quanto mais glorificamos a Deus, mais deleite Ele tem em nós e mais prazer nós temos nEle. Desejar que Deus satisfaça os desejos do nosso coração sem nos agradarmos dEle é inverter o processo e laborar em erro. Deus, e não nós, é o centro de todas as coisas.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Criador Onipotente



(Transcrito)


“Os céus por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles.” 

Sl 33.6


O universo não é infinito. A infinitude é um atributo exclusivo de Deus. É sabido, porém, que o universo é majestoso tanto em seu colossal tamanho como em sua complexidade. Qual é a origem do universo? Para os evolucionistas o universo é fruto de uma geração espontânea. Outros dizem que o universo é resultado de uma megaexplosão. Há aqueles que pregam que o universo surgiu de uma evolução de bilhões e bilhões de anos. O universo tem em torno de noventa e dois bilhões de anos-luz de diâmetro.

Demorar-se-ia noventa e dois bilhões de anos, numa velocidade de trezentos mil quilômetros por segundo, para ir de uma extremidade à outra do universo. Teria o universo, com toda essa complexidade, sido fruto do acaso? Sabemos que o universo é composto de matéria e energia. Sabemos, ainda, que o universo é governado por leis. Matéria e energia não criam leis.

Logo, alguém fora do universo criou esses leis, uma vez que leis não criam a si mesmas. Só nos resta uma alternativa plausível: o universo foi criado. O rei Davi, há cerca de três mil anos, fez uma declaração estupenda: O universo foi feito por Deus! Diz a Palavra: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hb 11.3).

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Coração Tagarela


Por


David C. McCasland


LEIA I João 3:16-24


"…pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas". — I João 3:20

Recentemente, li sobre um investigador particular nos Estados Unidos que batia numa porta, mostrava seu distintivo para quem a abrisse e dizia: “Acredito que não precisamos dizer a você porque estamos aqui.” Muitas vezes a pessoa ficava perplexa e dizia: “Como você descobriu?” E então descrevia um ato criminoso não descoberto, cometido há muito tempo. Ao escrever para uma revista, o jornalista Ron Rosenbaum descreveu a reação como “uma abertura para a força primitiva da consciência, o monólogo interno do coração tagarela.”

Todos nós sabemos coisas sobre nós mesmos que ninguém mais sabe — falhas, defeitos, pecados — que apesar de terem sido confessados a Deus e perdoados por Ele podem voltar para nos acusar vez após vez. João, um dos seguidores mui próximos de Jesus, escreveu sobre o amor de Deus por nós e sobre o chamado para seguir Suas ordenanças, dizendo: “E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante Ele, tranquilizaremos o nosso coração; pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas” (I João 3:19-20).

A nossa confiança em Deus cresce a partir do Seu amor e perdão em Cristo, não do nosso desempenho na vida. “…E nisto conhecemos que Ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” (v.24).

Deus, que sabe tudo sobre nós, é maior do que a nossa auto-condenação.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pecado Confessado Está Perdoado



(Transcrito)


“…confessarei… as minhas transgressões; e Tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” Sl 32.5


O sucesso pode ser sua maior ameaça. Enquanto Davi fugia de seu sogro, escondendo-se por cavernas e desertos, lutava por sua família. Porém, depois que se tornou rei, afrouxou a vigilância espiritual e acabou adulterando com Bate-Seba, a mulher de Urias, homem de confiança de seu exército. Mandou matar Urias e casou-se com Bate-Seba. Isso, porém, foi mau aos olhos do Senhor.

Enquanto escondeu esse pecado, Davi definhou. Não havia mais paz em seu coração. As lágrimas eram seu alimento. Os gemidos pungentes brotavam de sua alma aflita. Seus ossos ardiam. Seu coração disparava numa agitação sem fim. A mão de Deus pesava sobre ele, de dia e de noite. O pecado é assim: um carrasco cruel, uma prisão insalubre, uma tortura insuportável. Até que Davi foi confrontado e reconheceu seu pecado. Caiu em si, confessou o seu pecado e espremeu todo o pus da ferida.

O resultado foi o pleno perdão de Deus, o alívio da culpa e a absolvição da condenação. Não viva como prisioneiro do pecado. Confesse-o, deixe-o e receba o bendito perdão de Deus. Pecado escondido é tormento constante; pecado confessado é alívio garantido. A Palavra de Deus diz: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ouvido Por Deus





Por

Jennifer Benson Schuldt

LEIA I Samuel 1.9-20



"…Ana só no coração falava […] não se lhe ouvia voz nenhuma…" .
 I Samuel 1.13

Após ler muitos livros infantis com minha filha, eu lhe disse que leria um livro para adultos por um tempo e em seguida leríamos novamente juntas. Abri a capa do livro e comecei a ler em silêncio. Alguns minutos depois, ela me olhou com dúvida e disse: “Mamãe, você não está lendo de verdade.” Ela presumiu que como eu não estava pronunciando nada, não estava processando as palavras.

Assim como a leitura, a oração pode ser silenciosa. Ana, que ansiava por gerar um filho, visitou o templo e enquanto orava “…só no coração falava…”. Seus lábios se moviam, mas “…não se lhe ouvia voz nenhuma…” ( I Samuel 1.13). Eli, o sacerdote, viu, mas não compreendeu o que estava acontecendo. Ela explicou: “…venho derramando a minha alma perante o Senhor” (v.15). Deus ouviu a oração silenciosa de Ana e lhe deu um filho (v.20).

Já que Deus sonda os nossos corações e mentes (Jeremias 17:10), Ele vê e ouve todas as orações — mesmo aquelas que nunca escapam de nossos lábios. Sua natureza onisciente nos possibilita orar com total confiança de que Ele vai ouvir e responder (Mateus 6:8,32). Por isso, podemos louvar a Deus continuamente, pedindo ajuda e agradecendo-lhe pelas bênçãos — mesmo quando ninguém mais consegue nos ouvir.

PENSE: 

"Deus enche o nosso coração de paz, quando nós o derramamos diante dEle".