segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A Dor do Adeus...


“É difícil suportar, a dor da despedida. Principalmente quando a partida, é para nunca mais voltar. (Jair de Assis)


Ultimamente tenho refletido muito nesse tema: despedida. Seja uma despedida breve, por uma viagem a passeio; longa, por uma mudança de vida; ou eterna, por morte. E esse ano, fiz algumas despedidas eternas. É uma situação que ninguém consegue evitar, mas que podemos, enquanto temos vida, escrever a nossa história da melhor maneira possível.

Ao longo de nossa vida, além de nossa família, aumentamos o nosso círculo de amizades. Alguns amigos nós conquistamos, outros, nos conquistam. Em minha vida fui conquistada por pessoas especiais que me marcaram de alguma maneira. Algumas pelo exemplo, outras pela alma sensível, outras ainda pela força e garra para enfrentar os obstáculos que a vida impõe sem se intimidar.

O tempo passa, nos afeiçoamos as pessoas, nos divertimos, conversamos, planejamos tanta coisa juntos, mas de repente é chegado o momento da despedida e aí nos damos conta que não fizemos ainda o suficiente por elas. Então começamos a pensar quanto tempo perdemos com aborrecimentos bobos, com a famosa “falta de tempo” por estar tão ocupado com “nossas coisas”, quando podíamos ter dedicado um pouco mais de atenção as pessoas que amamos. Mas aí é tarde demais, o tempo acabou! Sei que algumas pessoas das quais me despedi esse ano, eu não dediquei o tempo necessário, até por razões alheias a minha vontade, mas elas com certeza partiram deixando uma marca especial em minha vida. Numa de minhas despedidas esse ano deixei escrito para meu amigo:
“Os céus se alegram com tua chegada e nós choramos com a tua partida; não porque estás indo para o céu, mas porque estás nos deixando na terra”.

Tenho procurado tentar também marcar a vida das pessoas que me cercam, não sei se tenho conseguido, mas tenho me esforçado. Não quero me tornar mártir ou heroína, só não quero que a minha existência passe em branco.
Angela Vauthier

6 comentários:

nilton disse...

a palavra adeus já fala por si seu nobre significado, deixamos a gosto ou na vontade de Deus aquele reencontro;sendo assim para o cristão o adeus na morte é perspectiva certa da ressureição, portanto o adeus prenuncia que haverá um reencontro(joão 5:28,29).

Anônimo disse...

Você nem precisa se preocupar em marcar a vida de ninguém, pori, VOCÊ Já É uma marca preciosa da graça de Deus por onde passa.
Você é preciosa , Angela!

Anônimo disse...

Prezada Ângela,

Sempre encarei a morte como Albert Camus a descreve em sua obra "O Estrangeiro". Talvez porque, ao longo dos meus 38 anos, as perdas que sofri, serviram como um aprendizado. Sofremos mais por nos mesmo do que por quem está partindo. Ou bem ou mal, quem partiu cumpriu a sua missão. Acho que devemos servir ao outro enquanto ele está presente, vivo, entre nós... Por isso, gosto de ver e rever as pessoas que fazem parte da minha vida, ligar, mandar e-mails, ouví-los e, o mais importante, falar o quanto são importantes para mim e como sou abençoada por tê-los comigo. Quero lembrar e ser lembrada como alguém que faz diferença e não com indiferença.
Parabéns pelo artigo tão sensível e belo.
Um abraço, Nalva Mesquita

Gonza disse...

Oi Angela!
adorei seu Blog!
suas palavras referindo-se "A DESPEDIDA" é realmente algo que ninguém pode evitar... por isso devemos aproveitar os melhores momentos de nossas vidas e compartilhar com os nossos familíáres e amigos... enquanto estivermos aqui e dar o melhor! uns aos outros... e sua amizade é muito preciosa, agradeço a Deus por tela.!
Um forte abraço!!! Gonzaga.

Gersonita Paula disse...

Querida Angela...vc tocou agora num dos mais profundos sentir da alma humana: a ausência do outro, seja por um adeus transitório, eterno, negligenciado. Dói. Terrivelmente dói, e o pior de tudo isso é que temos "corrido" tanto em prol da vida, do termos determinadas coisas e estamos esquecendo de "sermos" e assim tornar esse momento ímpar como um memorial de que mesmo consciente de que nada dura para sempre,"seja eterno enquanto dure", como nos escreveu nosso poeta (Que gafe!!! esqueci o nome do mesmo...rsrsrs. Desculpas). Acho que o olhar nos olhos do outro, o tocar, a palavra dita com carinho e ternura,e até a bronca consciente, deveria sair de cada um de nós como se aquele instante fosse o último a ser vivido... Se nos fosse possível agir assim, o adeus e a dor que ele encerra traria aquele gosto doce do algodão "devorado" numa pracinha de nossa infância. Um sentir que dói sem machucar, deixando atras o gosto de um querer, de um bem-querer cumprido... Vou mergulhar nos teus olhos quando te encontrar, me molhar no mar da tua alma e me aquecer com o sol do teu espírito. Vou de verdade. Quero um amor sem dor, sem adeus... um amor continuação...

Lenise disse...

Amiga querida!

Lindo seu texto. Vc falou tudo mesmo!
Infelizmente as vezes perdemos tempo com bobagens e deixamos de aproveitar a vida e a companhia das pessoas. E é certo que não sabemos até quando estaremos aqui e até quando as outras pessoas estarão.
Existem ocasiões que magoamos e outras que somos magoados, onde é difícil superar certos tipos de ressentimentos, mas pelo menos devemos tentar fazer o possível para consertar a situação, pois pelo menos se não obtermos êxito, não ficamos com aquele remorso e sensação de culpa.
Enfim amiga, mais uma vez vc arrasou! Que Deus te abençõe hj e sempre!
Bjs!