quarta-feira, 23 de abril de 2008

A SUNAMITA, MULHER DE CORAGEM


Em II Reis 4:8-35 encontramos a história da mulher Sunamita. Uma mulher abastada, tinha um marido que era bom para ela, que lhe ouvia, e ela era temente ao Senhor. Só que lhe faltava algo que talvez ela já tivesse até aceitado em seu coração: ela não tinha filhos e seu marido já era idoso. O profeta Eliseu sempre que passava em sua cidade ficava em sua casa, pois ela de bom coração fez um quarto de hóspedes para que ele pudesse descansar da caminhada. Como o profeta queria recompensá-la por esta boa ação começou a pensar o que poderia dar a ela. Perguntando a ela o que desejava, ela respondeu que estava muito bem entre a sua gente. Porém Geazi, seu ajudante, observou que ela já possuía tudo, mas que lhe faltava algo: um filho. Era apenas isso que lhe faltava!

O Senhor, através do profeta, lhe determinou o tempo dela estar com o filho nos braços. A princípio ela não deu muito crédito e pediu ao profeta que não a iludisse. Mas quando Deus fala, Ele cumpre. E no tempo determinado a criança nasceu e um ano após essa palavra, de fato Eliseu pode contemplá-la com o seu filho nos braços. Como aquela mulher deve ter ficado feliz, e o seu esposo como não se sentiu?! Deve ter ficado muito orgulhoso, seus empregados devem ter passado a lhe respeitar mais, pois agora seu patrão era pai. E os familiares como não ficaram?! A alegria agora era completa naquele lar.

Mas certo dia, quando o menino já estava crescido foi ao encontro do pai em seu serviço e começou a se sentir mal, com dor de cabeça, e foi levado para casa e ficou no colo de sua mãe até o meio-dia e morreu. Como não ficou aquele coração de mãe? Ela que nunca tinha sentido a sensação de ter um filho nos braços antes, agora estava com o seu filho no colo, morto. Creio que deve ter passado um filme em sua mente naquele momento: o dia da promessa feita pelo profeta, a gravidez, o nascimento do bebê, seus primeiros balbucios, seus primeiros passinhos, suas primeiras palavras, suas primeiras travessuras, ela deve ter chorado e sorrido ao mesmo tempo com essas lembranças. Mas agora, aquele brilho todo tinha se apagado, ela não ouviria mais ele lhe chamar de “mamãe”, não iria mais correr dentro de casa ou pelos campos onde seu pai trabalhava. Talvez ela naquele momento começasse a pensar como seria o seu futuro sem o seu filhinho e começasse a se entregar à depressão e a tristeza. Mas não, ela não fez isso. Sem fazer escândalos, sem preocupar seu marido foi em busca de quem podia resolver seu problema: o profeta, afinal foi ele quem disse que ela seria mãe. E com muita determinação foi ao seu encontro. O mais importante é que ela não demonstrou a ninguém o que estava passando naquele momento e ao ser indagada por 03 vezes respondeu que estava “tudo bem”, com ela, com seu esposo e com seu filho. O Senhor lhe deu vitória ressuscitando o seu filho com saúde e a felicidade voltou a reinar em seu lar.

A lição que aprendemos com essa passagem bíblica é que em meio aos problemas, não devemos perder a razão e nem sair contando tudo o que acontece conosco e em nosso lar a quem não pode nos ajudar em oração ou nos dar uma palavra amiga. E ainda que a situação pareça irreversível, Deus muda o quadro, pois Ele É o dono da vida!

Que a cada dia possamos confiar mais no Senhor e descansar nEle, como diz em I Pedro 5:7: "Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós".

Angela Vauthier


2 comentários:

Cleia Katiucya disse...

Não é fácil entregar. É preciso depender inteiramente do Senhor e só depende de Deus quem tem intimidade com ELe.
Preciso estar atento à sua doce e poderosa voz e decidir obedecer....crer ainda que pareça loucura.

clemilda disse...

Devemos confiar inteiramente no senhor e crermos que só ele tem a direção da nossa vida!!!!!!!!!!!!!!!