quinta-feira, 18 de abril de 2013

Deus Não Desperdiça Sofrimento







(Transcrito)

“... alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo...”.       I Pedro 4.13


Davi foi um homem forjado na bigorna do sofrimento. Por isso, disse: “Foi-me bom ter passado pelo sofrimento para que aprendesse os teus decretos”. Deus não permite que sejamos provados além de nossas forças nem que sejamos afligidos sem um bendito propósito. Todas as coisas cooperam para o nosso bem.

O sofrimento não vem para nos destruir, mas para fortalecer as fibras da nossa alma. O sofrimento do presente redunda em glória no futuro. O sofrimento é pedagógico, pois o próprio Filho de Deus aprendeu pelas coisas que sofreu. Logo, quando Deus nos permite passar pelo vale da dor, Ele esculpe em nós o caráter de Cristo e nos capacita a sermos consoladores. O sofrimento é a academia de Deus onde somos treinados para os grandes embates da vida.

Com o sofrimento vem o aprendizado, o aprendizado dos decretos divinos. Os tolos buscam apenas o alívio da dor. Querem apenas os prazeres. Tapam os ouvidos ao aprendizado. Mas, os sábios ao passarem pelo Getsêmani da dor, alegram-se não porque têm prazer no sofrimento, mas porque o sofrimento é o portal do aprendizado!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sistema de Honra


Por

Cindy Hess Kasper


LEIA Lucas 16.1-10


"Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito". —Lucas 16:10

Muitas casas próximas à nossa vendem hortaliças e sempre-verdes à beira da estrada. Às vezes, nos dirigimos a uma banca sem ninguém cuidando, que opera segundo o “sistema de honra”. Ao escolhermos o que desejamos comprar, colocamos o dinheiro numa caixa ou numa velha lata de café. Então, vamos para casa saborear as frutas e os vegetais recém-colhidos.

Mas, nem sempre esse sistema de honra funciona. Minha amiga Jaqueline tem uma banca de flores em frente à sua casa. Um dia, ao olhar para fora, pela janela, viu uma mulher bem vestida e com um grande chapéu colocando vasos de sempre-verdes no porta-malas de seu carro. Jaqueline sorriu ao calcular mentalmente um lucro de $50 por seus trabalhos no jardim. Mas, ao verificar a caixa de dinheiro mais tarde, ela estava vazia! O sistema de honra revelara que aquela mulher não era merecedora de honra.

Talvez, para ela, levar as flores parecesse algo pequeno. Mas, ser honesto nas pequenas coisas indica como reagiremos nas grandes (Lucas 16:10). A honestidade em todas as áreas de nossas vidas é uma maneira de darmos honra a Jesus Cristo, nosso Salvador.

O melhor sistema de honra para um seguidor de Cristo é Colossenses 3:17: “…tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus…”


PENSE: "Honestidade significa nunca se preocupar se você está sendo observado".

sexta-feira, 8 de março de 2013

Filhos, herança do Senhor





Por Angela Vauthier



Salmo 127.3-5

Herança é o conjunto dos bens, dos direitos e das obrigações que, à morte de uma pessoa, são transmitidos aos respectivos herdeiros ou legatários, isto é, pela via da sucessão. Herança é, portanto, o direito de herdar (receber algo de uma situação anterior).
Para a Biologia, a herança é composta pelos caracteres fenotípicos e do genoma que os seres vivos recebem dos seus progenitores. Este tipo de herança transmite-se através do material genético que se encontra no núcleo celular e que supõe que o descendente terá características genéticas de um dos parentes (os pais) ou de ambos.
Outro uso do termo herança diz respeito aos hábitos culturais, sociais ou econômicos influentes num momento histórico e que têm origem em etapas prévias.
Por outro lado, a herança também é composta pelas características morais, ideológicas ou de outro tipo que, pelo facto de caracterizarem uma pessoa, é possível constatá-los nos descendentes.

A mulher foi dotada por Deus de um grande privilégio: o de ser mãe! Quando ela descobre que está grávida, ela passa por momentos de preocupação, pois esse novo ser que está se formando em seu ventre depende dela para se alimentar, ter um bom desenvolvimento físico e emocional. Mas também, ela tem momentos de muita felicidade, como: ouvir pela primeira vez as batidas do coraçãozinho dele; sentir seus primeiros chutes; ele se mexer em seu ventre mudando de posição para melhor se acomodar. Mãe e filho têm uma relação forte de amor e carinho que será marcado para toda a vida.

O momento do nascimento é o mais marcante, é quando eles, que já se amam há meses, vão se ver pela primeira vez. É um momento sublime e inesquecível quando sentem o calor um do outro, o cheiro do bebê com “aroma de vida” invade as narinas da mãe e as lágrimas de alegria dela consagram aquele momento tão aguardado. O pai também ama o filho, mas foi com a mãe que ele teve uma ligação intensa durante toda a gestação.

E o que dizer dos pais adotivos? Embora não tenham passado pelo processo de uma gestação real, em seus corações a gravidez aconteceu, pois durante o tempo de espera para receber em seus braços a criança tão desejada, o amor era tão intenso que não importava se ela iria ter o sangue ou as características deles, mas sim, que iria ser amada incondicionalmente, pois mais que um filho biológico é um filho do coração.

Os filhos são herança do Senhor, são dádivas que o Senhor nos dá para que cuidemos com carinho e zelo em todas as áreas de sua vida: moral, emocional e espiritual. É dever dos pais prover o sustento dos filhos, cuidar de sua educação e saúde, afinal, a criança não tem independência para guiar a sua vida. Além de todo o cuidado com o desenvolvimento intelectual e físico da criança, os pais têm uma responsabilidade de peso incalculável: encaminhá-lo na vida espiritual (Pv 22.6; Dt 6.5-9).

Deus não lhe deu filhos como posse, mas como um presente dEle que você vai cuidar por um tempo, devolvê-lo depois, pois não é seu; assim como Ana que entendeu que Samuel não era seu e o entregou ao Sacerdote Eli para ser criado no templo ( I Sm 1.21-28) e Abraão que levou o seu filho Isaque para o sacrifício (Gn 22.6-8).

A Bíblia nos mostra exemplos de pais, alguns que erraram na educação de seus filhos e outros que acertaram. Vejamos:

·         Isaque e Rebeca (Gn 25.27,28) – Apesar da promessa do Senhor feita a Rebeca que de seus filhos sairiam duas nações e que o mais velho serviria ao mais novo, ambos escolheram o filho favorito para si e isso foi tão claro que Isaque quando sentiu que estava próximo de morrer, chamou apenas Esaú para pedir-lhe que caçasse e fizesse sua comida favorita para depois o abençoar. E Rebeca ao ouvir aquilo, resolveu fazer justiça, pois Esaú havia vendido o seu direito de primogenitura para Jacó. O resultado dessa maneira desastrosa de preferir um filho mais que ao outro, foi a separação dos irmãos antes que houvesse uma tragédia maior.

·         Jacó, agora Israel, cometeu o mesmo erro de sua mãe Rebeca na criação de seus filhos (Gn 37.3). Mesmo sendo um plano de Deus levar José a ocupar o posto de Governador no Egito para que sua família e os povos daquele lugar não perecessem de fome (Gn 45.5,7), Jacó contribuiu para que os seus filhos cultivassem ódio em seus corações e por pouco não matassem José. Deus foi tão misericordioso que todos tiveram a chance de se arrepender e pedir perdão a José pelo que tinham feito. “Fazer comparação entre filhos ou ter predileção por algum, trará consequências amargas” (Transcrito).    

·         Anrão e Joquebede ensinaram aos seus filhos o valor de uma família e o temor ao Deus Todo-Poderoso, pois não permitiram que o seu filho fosse morto, escondendo-o em casa o máximo que puderam; e quando Joquebede preparou o cesto para por Moisés no rio, ela demonstrou todo amor e cuidado com a criança, pois protegeu o cesto para que a água não entrasse nele e o bebê não se afogasse. O mais importante é que Miriam, sua irmã mais velha, ficou vigiando o cesto para protegê-lo e quando a filha do Faraó o tirou do rio, ela com toda esperteza se ofereceu para ir buscar uma hebréia para cuidar dele, e claro que levou a própria mãe na intenção de ter o seu irmãozinho por perto e não ver sua mãe triste por perder o filho (Êx 2.7,8).

·         Eli mesmo sendo um sacerdote e estar constantemente na presença do Senhor, não tinha o controle de sua própria casa, pois os seus filhos eram ímpios (I Sm 2.12;13a;22-24). Quando ele soube o que os seus filhos faziam, os repreendeu, mas de nada adiantou (I Sm 2.25b).

·         Mardoqueu, embora solteiro, criou sozinho a Ester como sua própria filha (Et 2.7). Ele passou para ela todos os valores morais e espirituais de seu povo e ela o obedecia como a um pai (Et 2.10,20). E foi por obedecê-lo, que conseguiu salvar a si mesmo e ao seu povo das mãos de Hamã.

·         Jó, considerado por Deus como um homem incomparável em integridade e conduta cristã, exercia o papel de um verdadeiro sacerdote do lar (Jó 1.5). É dever do pai, ensinar aos seus filhos a caminhar na presença de Deus, e claro, ser exemplo em casa, para que os filhos possam se espelhar nele, afinal, ele é o cabeça do lar (Ef 5.23).

Se os filhos são herança do Senhor, não podemos criá-los de qualquer maneira (Ef 6.4). Porém, da mesma forma que os pais têm a responsabilidade com os filhos de cuidar, proteger e prover o sustento, e o conforto, os filhos também têm o dever de honrá-los (Ef 6.1-3), afinal de contas, se hoje existimos, foi porque os nossos pais nos deram essa oportunidade.

E como filhos de Deus, estamos nos portando como filhos mimados, rebeldes, querendo ter o favoritismo, chamar a atenção do nosso Pai apenas para nós e ter todos os nossos caprichos satisfeitos, ou estamos mostrando ao mundo que herdamos de nosso Pai o amor, carinho e compreensão que Ele tem por todos e os trata da mesma maneira e os perdoa sem fazer acepção? Temos evidenciado ao mundo as características do nosso Pai ou temos vivido de acordo com a nossa própria vontade?  

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um Chamado Que Mudou a História





Por Angela Vauthier

I Samuel 20:13b, 14, 15, 23

Todo casal quando descobre que vai ganhar um bebê, principalmente quando é o primeiro filho, fica encantado com a notícia; e a partir daí começam os sonhos e planos para o futuro membro da família: imaginam como será a carinha dele, a cor dos olhos, do cabelo, com quem vai se parecer se com o pai ou com a mãe, se vai ser muito peralta, se vai ser dedicado aos estudos, escolhem o nome e idealizam um futuro brilhante e promissor para a criança. Ah! E o desejo principal de todo casal é que o filho nasça com saúde.

A chegada de um filho traz alegria para toda a família, não apenas para o casal, pois todos passam a sonhar juntos com esse serzinho que durante 09 meses está se desenvolvendo na barriga da mãe e quando nasce já é tão amado que todos querem dividir com os pais alguns momentos de mimo com o bebê.

Com o passar do tempo, a alegria das primeiras palavras, dos primeiros passos, das primeiras gracinhas vão fazendo parte do dia-a-dia da família e sendo compartilhada com parentes e amigos.

Com Mefibosete não foi diferente. Filho único de Jônatas, neto do rei Saul, desfrutava de todo luxo e conforto que uma família de linhagem real pode proporcionar. Jônatas e sua esposa devem ter feito muitos planos para Mefibosete, afinal era uma criança saudável e como homem, deveria seguir os passos do pai: ser um guerreiro valente e destemido do Exército de Israel.

Mas nem sempre os nossos planos dão certo. Circunstâncias alheias à nossa vontade impedem que coloquemos em prática os nossos projetos.

No caso de Mefibosete, a sua vida iria passar por uma grande transformação. Todos os planos que seus pais e familiares tiveram para a sua vida caíram por terra no dia da morte de seu pai e do seu avô. Apesar de todo o cuidado e carinho que sua ama tinha por ele, infelizmente ela não conseguiu protegê-lo devidamente. Em seu desespero, deixou a criança cair e isso resultou numa marca fatal e eterna para Mefibosete: uma deficiência em seus pés (II Samuel 4.4).

Acredito que sua ama se sentiu culpada para sempre por ter causado essa deformidade em seus pés. Quantas vezes ela não o ouviu chorar ou lamentar por causa de sua limitação motora? Quantas vezes ele não desejou voltar a ser saudável e ela não chorou amargamente desejando se possível, trocar de lugar com ele?! Como explicar para uma criança que ela nunca mais voltará a andar como antes? Como se sentir em paz, sabendo que por sua culpa essa criança cresceria aleijada e não poderia ser um guerreiro valente do Exército de Israel?

Claro que a história de Mefibosete poderia ter um desfecho pior, caso a sua ama não tivesse fugido com ele: a morte lhe esperava.

Talvez Mefibosete tenha se tornado uma criança introspectiva, sem alegria para brincar com as outras crianças. Enfrentou a adolescência com seus traumas e os olhares piedosos ou até mesmo de rejeição de alguns. Talvez tenha se perguntado inúmeras vezes porquê tinha recebido esse castigo tão grande!

Além de ter perdido os pais e a mobilidade, Mefibosete também perdeu a sua identidade. Sem os pais, avós, irmãos ou qualquer outro parente, passou a viver de favor na casa de Maquir quando na verdade era herdeiro de seu avô, das suas terras, e através delas poderia prover o seu sustento (II Samuel 9.3,4). Aquela criança que antes era o neto do rei, que vivia cercado de luxo e de empregados, agora era um homem como outro qualquer em Israel.

Mas em nossa vida tudo tem um propósito e nós não temos o poder de saber o que o futuro nos reserva. E chega na vida de Mefibosete o grande dia em que a sua história ganharia um novo capítulo: o rei Davi, que não esqueceu do pacto feito com Jônatas, descobre que Mefibosete está vivo e manda chamá-lo à sua presença.

Quantas perguntas não devem ter passado na cabeça de Mefibosete até chegar à presença do rei Davi? Seu coração deve ter batido mais apressado, o temor deve ter se apoderado dele, afinal, a fama de Davi e tudo o que ele passou nas mãos do avô de Mefibosete devem ter chegado ao seu conhecimento e ele devia estar temendo por sua vida nesse .momento (II Samuel 9.6, 7a).

Mas quando Deus traça um plano para a vida de alguém nada O impede de cumpri-lo (Jó 42.2); e o que Ele tinha traçado para Mefibosete era muito maior do que todo o sofrimento que ele já tinha passado até aquele dia (II Samuel 9.7).

Mefibosete deve ter ficado surpreso, seu coração deve ter acelerado muito mais, a alegria deve ter invadido a sua alma, agora ele teria uma nova vida; mas imediatamente todo esse misto de surpresa e felicidade deu lugar a tristeza, ao complexo de inferioridade, ao sentimento de que não é merecedor de boas dádivas (II Samuel 9.8).

Deus tinha reservado para Mefibosete um outro destino, quando ele pensava que iria viver de favor para sempre, como órfão, defeituoso, o Senhor como num piscar de olhos, muda completamente o seu estado. De órfão, ele passa a ter um pai e irmãos; de um israelita comum, passa a ser filho de rei; resgata a sua identidade; de morador de favor ele passa a sentar-se na mesa do rei e circular livremente pelo palácio; de desprovido de um futuro próspero, passa a ter servos e renda própria para o seu sustento (II Samuel 9.9-13).

Deus também sonhou com o nosso nascimento, planejou a nossa vida, nossa trajetória (Salmo 139.13-16), mas assim como foi com Mefibosete, na nossa vida também acontecem fatos que nos deixam marcados.

Decepções, traumas e problemas difíceis de resolver, nos aleijam os pés e nos impedem de caminhar perfeitamente. Nos sentimos sozinhos, sem identidade e nos questionamos se somos merecedores de tanta humilhação. Muitas vezes o diabo tenta nos influenciar, nos levando a pensar que somos órfãos, que Deus nosso Pai nos abandonou e que a nossa condição de "deficiência" é permanente. Nos instalamos na "Lo-debar emocional", como se fosse uma morada eterna de uma tal maneira, que afeta a vida espiritual. Passamos a viver "de favor" das orações dos outros, dos testemunhos e milagres dos outros, das experiências de fé dos outros, pois nos sentimos como um cão morto e indignos do direito de viver a nossa própria experiência.

Mas chega o dia em de que o Rei Jesus que não esqueceu da aliança feita com o Pai (João 14.18) nos manda chamar da terra de Lo-debar até à Sua presença, e a partir daí muda toda a nossa história. Passamos a viver em família, a ter direitos como filho do Rei, de sentar à Sua mesa e desfrutar do banquete que Ele tem preparado para nós (Salmo 23.5).

Jesus o Rei, não permite que continuemos vivendo em humilhação, o Seu chamado nos dá uma nova vida, nos transforma em príncipes e princesas com livre acesso ao Palácio Real.

O chamado do Rei sempre traz uma mudança para a vida daquele que O atende (Mateus 11.28-30):
* Mateus deixou de ser coletor de impostos para se tornar um Evangelista (Mateus 9.9);
* Pedro andou sobre as águas (Mateus 14. 28,29);
*Bartimeu recebeu a visão (Marcos 10:46-52);
* Zaqueu ganhou a salvação ao ouvir o chamado para descer da árvore (Lucas 19.1-10);
* A Samaritana ganhou respeito e credibilidade na sociedade após ouvir o chamado de Jesus para matar a Sua sede (João.4.7-26; 28-30; 39-42);
* O paralítico no Tanque de Betesda recebeu a cura (João 5.1-9);
* Lázaro tornou a viver após ouvir o chamado para sair do túmulo (João 11.38-44);
* Saulo de Tarso passou de perseguidor dos cristãos a perseguido após ouvir o chamado do Senhor na estrada de Damasco (Atos 9.1-16).

Não importa qual a condição que você esteja: de tristeza, humilhação, pobreza, morte; ao ouvir o chamado do Rei a sua história vai tomar um novo rumo e a partir desse momento, todos verão que você tem uma identidade real.

Por mais que você demore em Lo-debar, o momento do Rei mandar lhe chamar à Sua presença chegará em sua vida e quando isso acontecer, será tão marcante e maravilhoso, que todo o sofrimento não será nada, comparado ao que você passará a viver.

I Samuel 2.2,8

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Derrubando Muralhas



Por Angela Vauthier



O que são muralhas? São edificações reais construídas para a proteção de uma cidade ou patrimônio, seja ele público ou particular. Mas também podem ser barreiras, visíveis ou não, fruto de circunstâncias criadas por nós, ou impostas a nós por terceiros.



Na Bíblia Sagrada temos vários exemplos de personagens que com fé e determinação, derrubaram as muralhas que lhes impediam de receber a vitória. Dentre esses personagens, hoje vamos falar um pouco sobre Noemi e Rute.



Duas mulheres com muitas diferenças de idade, fé, nacionalidade, que em comum só tinham mesmo o amor por um homem: Malom (filho de Noemi e marido de Rute). Ao ficarem viúvas, Noemi decide voltar para sua terra, afinal era estrangeira em Moabe. Mas como seria a sua vida a partir de agora? Viúva, sem filhos, velha, como sobreviver?



Suas noras começaram a segui-la na viagem de volta a Belém, mas Noemi começa a refletir nas dificuldades que elas iriam passar juntas e decide “liberá-las” do compromisso familiar. Para Noemi o seu futuro estava repleto de muralhas que para ela eram impossíveis de ser derrubadas (Rt 1.7-13).



Para Noemi, não existia perspectiva de um futuro seguro, confortável, para ela não tinha como existir um recomeço. Noemi, inconscientemente ergueu a “muralha do pessimismo”, da falta de expectativa. Muitas vezes passamos por momentos assim em nossas vidas, o erro não está em se sentir desanimado momentaneamente, mas acreditar que essa situação é permanente.



Mas quando Deus tem um plano para cumprir, Ele não permite que muralha alguma impeça o Seu agir. Rute, mesmo sofrendo com a dor do seu luto, não se deixou contagiar com o desânimo de Noemi. Se pararmos para analisar, a sua situação ainda era mais complicada que a de Noemi, pois agora os papéis haviam se invertido e Rute passaria a ser estrangeira em Belém e com algumas desvantagens: jovem, viúva e idólatra.



Quem do povo de Israel se atreveria a casar-se com alguém que não pertencesse à linhagem do povo de Deus? Malom e Quiliom se casaram com as moabitas pois ficaram sem pai e eram estrangeiros por lá, porém não tiveram filhos e nem deixaram nenhuma herança para suas esposas e sua mãe. Sua árvore genealógica foi cortada e suas raízes arrancadas da história do povo de Israel. Não puderam perpetuar seu sangue, seu nome, sua geração.



Rute, mulher corajosa e determinada, resolveu derrubar a muralha que a impedia de ter um futuro melhor (Rt 1.14-17). Interessante é perceber que mesmo com toda a idolatria de sua terra, Rute tinha mais ânimo e vivacidade que Noemi.



Agora era chegada a hora de derrubar outra muralha: a do “desemprego”. Rute não era uma mulher preguiçosa, ela bem que podia ficar em casa, fazendo apenas os serviços domésticos, pois ela não conhecia ninguém naquele lugar e nem os costumes. Mas mesmo assim, teve disposição para buscar o alimento para ela e sua sogra. (Rt 2.2).



Quantas vezes queremos melhorar de vida, mas ficamos de braços cruzados e não vamos à luta?! É necessário fazermos a nossa parte, dar o primeiro passo, ir em busca de nossas realizações. E aí sim, Deus nos surpreende e recompensa nossos esforços (Rt 2.12).



Quando saímos do comodismo e partimos para realizar nossos planos com a direção do Senhor, o resultado é surpreendente! (Rt 2.19,20).



Rute também derrubou uma outra muralha: a “do orgulho”! Com o final da colheita, ela e sua sogra não tinham mais de onde tirar o sustento.



Foi aí que Noemi teve a ideia de casá-la com Boaz, pois ele era o parente próximo, o resgatador (Rt 3.1-5). Ela podia muito bem casar-se com quem desejasse, afinal era estrangeira, era ela quem estava mantendo a casa e não era obrigada a ouvir Noemi. Mas quando se dá ouvidos a quem tem experiência e se quando se porta com dignidade, as pessoas observam e reconhecem o valor devido (Rt 3.10,11).



Rute foi recompensada por seu amor à sua sogra, seu respeito e obediência em tudo o que Noemi instruiu. Ela também derrubou a muralha do preconceito de que não se pode mudar, deixar as velhas práticas, pois a bênção do Senhor estava sobre ela desde que ela abriu de tudo e declarou que o Deus de Noemi também seria o seu Deus.



Deus mudou a sua história e de sua sogra. Rute com sua simplicidade e virtude, ganhou a admiração e o amor de Boaz. Se ele não a amasse, teria dito logo de início ao outro resgatador que Rute fazia parte do negócio (Rt 4.1-11a).



O nosso Deus é o Deus das coisas e causas impossíveis. Ele faz como quer, muda histórias, quebra barreiras e derruba muralhas (Rt 4.13-22).



Ele é o Autor da História, o Protagonista que não precisa de dublê para realizar as cenas mais difíceis e arriscadas. No Seu script, o destino dos personagens foi alterado por Sua própria vontade: Noemi voltou a se sentir viva e feliz, e foi amparada em sua velhice, ganhou um lar; Rute teve uma experiência de fé com o Deus Vivo e como resultado teve uma mudança radical em sua vida, ganhou uma nova chance de escrever sua história, casou, tornou-se mãe e por incrível que pareça entrou para a história da família de Jesus; e Boaz, que cumpriu o seu papel de resgatador com humildade e obediência a Deus, teve o seu nome perpetuado por gerações.



“Não esqueça que a grande arma para derrubar qualquer muralha é a fé, que mesmo sendo pequena, quando colocada em prática, tem um poder maior que um míssil”. (Angela Vauthier)



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A Amizade na Vida do Pastor





Por
 
Angela Vauthier

 

Quem nunca se sentiu sozinho mesmo estando em família ou entre amigos? Quem nunca se sentiu o menor diante de um grupo de pessoas capacitadas? Quem nunca se viu precisando de um ombro amigo pra chorar e dividir as tristezas e frustrações e muitas vezes teve que chorar sozinho porque não encontrou ninguém que pudesse ajudar?
Fomos criados para vivermos em sociedade e uma das coisas que nos alegra e complementa a vida é a amizade. De acordo com o dicionário, Amizade – s. f.Afeição, estima, dedicação recíproca entre pessoas do mesmo sexo ou de sexo diferente: laços de amizade. Sentimento de quem é amigo. Amor. Dedicação. Benevolência.
Estamos vivendo num mundo globalizado, onde o avanço da internet tem facilitado a comunicação entre as pessoas que estão distantes geograficamente aproximando-as cada vez mais, porém ironicamente também tem afastado as que estão próximas já que se perde tanto tempo conectado conversando. O resultado disso tem sido a mudança de comportamento das pessoas, alguns passaram a se isolar no mundo real para viver apenas no virtual; outros querem trazer do mundo virtual vocabulários e comportamentos para o mundo real; alguns se tornaram tão fissurados que tudo o que pensam ou fazem tem como finalidade expor na internet; há ainda aqueles que passam uma imagem de superioridade no mundo virtual, de muita ostentação, mas que não passa de utopia para impressionar a quem tiver acesso; e também existem aqueles dramáticos, que adoram chamar atenção, fazendo-se de coitadinho para que a sua carência afetiva possa ser suprida.
 
 Não podemos esquecer de falar de como hoje está tão vulgar o verdadeiro valor e sentido do que é ser amigo. Com as redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter e etc.), a facilidade de se fazer amizade é enorme. Para alguns quanto maior o número de “amigos” em seu perfil, melhor, como se isso fosse um troféu, pois mostra o quanto essa pessoa é popular.  
Há aqueles que se comunicam todos os dias com os amigos na internet e quando os encontra pessoalmente nem sabe quem são, não dá atenção, para eles o amigo é um estranho. Há outros que mal foram aceitos num perfil de rede social já se acham íntimos o suficiente para proclamar aos quatro ventos que é amigo daquela pessoa e até se acham no direito de invadir a privacidade alheia. E há ainda aqueles que só procuram ter e/ou manter uma amizade quando o outro tem algo que ele possa usufruir: dinheiro, status, amigos influentes, etc. E quando isso se acaba a amizade vai junto.
Bem diferente da maneira simples e pura que as amizades nasciam antigamente: vizinhos que cresciam juntos e praticamente se tornavam uma família; colegas de classe que ao longo dos anos a amizade ia se fortalecendo e em alguns casos terminava até em casamento; colegas de trabalho que a amizade ultrapassava os limites da empresa...
Enfim, quando alguém abria a boca para dizer que era amigo de alguém é porque tinha intimidade tamanha a ponto de conhecer gostos, costumes, partilhar momentos bons e maus e o mais importante, estar à disposição para ouvir e ajudar quando um amigo estivesse passando por problemas.
A Bíblia nos fala a respeito de um jovem que sofria rejeição em seu lar por seu pai e seus irmãos. Não era tido como forte, valente ou formoso aos olhos, não tinha perspectiva de no futuro se tornar um soldado do rei, já que a sua função era cuidar das ovelhas da família para delas trazer o sustento de casa. Assim era a vida de Davi.
Em I Samuel 16, vemos o relato de como o Senhor direcionou o profeta Samuel até a casa de Jessé para que lá ele pudesse consagrar o novo rei de Israel. Com o olhar estratégico de que a nação necessitava de um rei que defendesse o seu povo dos inimigos que guerreavam contra eles, qualquer um aceitaria a ideia de consagrar um dos filhos de Jessé que eram soldados do rei Saul, inclusive o próprio Jessé fez questão de apresentá-los ao profeta por acreditar que eram capazes de assumir tal posição. Mas como o Senhor mesmo falou ao profeta: “... Não considere sua aparência nem sua altura, pois Eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem, o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”.
Ao ver que todos os filhos de Jessé haviam sido apresentados e reprovados pelo Senhor, Samuel procura ver se ainda restava uma chance de encontrar naquela casa o escolhido pelo Senhor, afinal, ele estava ali porque tinha certeza da determinação do Senhor. É quando se fala de maneira tão desprezível que ainda tinha o caçula mas que estava cuidando das ovelhas. Lógico que essa atividade não poderia ser comparada com a de seus irmãos.  Como um pastor de ovelhas poderia conhecer os armamentos de guerra e suas utilidades? Qual o preparo físico e tático Davi tinha para entrar numa batalha e como reconhecer as estratégias do inimigo se o seu mundo se resumia apenas ao balido das ovelhas, o barulho das correntezas das águas, o aroma das plantas e a sabedoria de guiar o seu rebanho para lugares seguros?
E o que tinha de interessante para contar ao chegar em casa depois de um dia de trabalho? Que salvou uma ovelha de cair no abismo, ou a livrou de um animal feroz, ou ainda que a limpou dos carrapichos que estavam agarrados em seu corpo? Bem diferente de ouvir as grandes aventuras que seus irmãos tinham para contar ao voltar das vitoriosas batalhas com o rei Saul.
Com certeza Davi conseguia superar essa rejeição e encontrava refúgio quando em seu labor com as ovelhas sentava-se na relva e começava a tocar a sua harpa e compor suas belas canções de exaltação ao Senhor. Ali ele podia ter a certeza que era amado, compreendido, aceito e não precisava se sentir inferior. E era ali que Davi tinha o seu momento de comunhão com Deus.
Porém o Senhor em tudo tem um propósito em nossas vidas. Davi passou por tudo isso porque um rei não precisa ter apenas o conhecimento tático para defender seu povo, um rei precisa ter um coração amável para saber cuidar de seu povo de maneira justa e agradável. E Davi enquanto cuidava das ovelhas passou por esse aprendizado, pois ele precisava trazer para o seu reinado o mesmo cuidado que ele tinha com as suas ovelhas.     
Embora ele não fosse querido entre os seus irmãos, e com certeza perseguido, sem direito de se expressar ou opinar, a prova está em I Samuel 17: 28-29 onde lemos: “Quando Eliabe, o irmão mais velho, ouviu Davi falando com os soldados, ficou muito irritado com ele e perguntou: ‘Por que você veio até aqui? Com quem deixou aquelas poucas ovelhas no deserto? Sei  que você é presunçoso e que seu coração é mau; você veio  só para ver a batalha’. E disse Davi: ‘O que eu fiz agora? Será que não posso nem mesmo conversar?’ ”; Deus lhe deu um grande presente: a amizade de Jônatas.
Em I Samuel 18:1-4 A Bíblia nos diz: “Depois dessa conversa de Davi com Saul, surgiu tão grande amizade entre Jônatas e Davi que Jônatas tornou-se o seu melhor amigo. Daquele dia em diante, Saul manteve Davi consigo e não o deixou voltar à casa de seu pai. E Jônatas fez um acordo de amizade com Davi, pois se tornara o seu melhor amigo. E Jônatas tirou o manto que estava vestindo e o deu a Davi, com sua túnica, e até sua espada, seu arco e seu cinturão”.
Com certeza os irmãos de Davi deviam se questionar por que Jônatas agia assim com Davi e nunca agiu com eles antes. A inveja devia estar pairando em seus corações, afinal, Davi sempre foi um simples pastor de ovelhas, qual tipo de vivência ele tinha em comum com Jônatas para ter uma amizade tão sólida como essa?
Mas os planos de Deus não são os nossos. Como Davi poderia se familiarizar com os costumes e rituais de um palácio real se ele não tivesse livre acesso ao ambiente? Como poderia saber se portar à mesa, na sala real, no trato com os empregados e até mesmo nas decisões que eram julgadas ao serem trazidas ao rei se ele estivesse apenas limitado ao convívio dos soldados treinando para as guerras? Todo o tempo que Davi passou entre a sua consagração até assumir de fato e de direito o trono de Israel foi um preparo do Senhor em sua vida, como um diamante sendo lapidado, ele esperou pacientemente e enquanto esperava não perdia a oportunidade de aprender tudo o que iria precisar para ter um reinado bem sucedido. E claro que tudo isso lhe foi permitido por causa de sua amizade com Jônatas.
  Esse é um exemplo belíssimo de amizade sincera e que se manteve a lealdade, mesmo quando um deles já havia partido. Davi e Jônatas eram amigos leais e firmaram um compromisso de se protegerem bem como aos seus familiares mesmo se um deles morresse. Em I Samuel 20:23 nos diz: “Quanto ao nosso acordo, o Senhor é testemunha entre mim e você para sempre”. Jônatas morreu numa batalha e o seu filho Mefibosete ficou órfão e foi criado por sua ama que fugiu com ele ao saber da morte do rei Saul . Quando Davi finalmente assumiu o trono não demorou muito para por em prática o que havia prometido: procurou saber se ainda restava vivo alguém da casa de Jônatas e não apenas devolveu toda a propriedade que era de direito de Mefibosete, como o fez sentar-se à sua mesa tornando-o membro da família real. Talvez algumas pessoas atualmente não tomassem essa mesma atitude, afinal, só quem sabia desse pacto eram eles dois e Jônatas estava morto, mas Davi era íntegro e temente a Deus e tinha certeza que o Senhor tinha visto quando ambos fizeram o juramento, pois de Deus ninguém se esconde e nada fica oculto.
Essa é a prova de que um amigo não é apenas para estar presente nos momentos de alegria, de festa, mas amigo é para socorrer nos momentos de tristeza, necessidade e sufoco. Ser amigo é não olhar posição, mas a real necessidade do outro.
 
Não podemos esquecer  da atitude de Jônatas ao trocar suas vestes com Davi, foi a prova de que diante do Senhor somos todos iguais e que ninguém é superior, mas principalmente que não devemos deixar que barreiras nos separem, e nosso caso, as denominacionais.
 A vida de um Pastor não é fácil, ele tem que ser um pouco psicólogo, socorrista, advogado, pai, amigo, conselheiro, muitas vezes incompreendido e poucas vezes reconhecido o seu esforço pelas almas que o Senhor lhe confiou.  Assim como Davi, o Pastor precisa saber conduzir suas ovelhas a lugares seguros e defendê-las dos perigos que lhes cercam, lhes dar o alimento saudável para que tenham o crescimento espiritual correto. O Pastor se dedica ao seu rebanho e muitas vezes abre mão de seus próprios interesses para que eles não se percam.
 
E quem vai cuidar do Pastor?  Quem pode lhe dar atenção, chorar com ele, ouvir seus problemas e suas queixas? Quem pode dividir com o pastor as suas cargas? Quem poderá lhe oferecer um ombro amigo? Da mesma maneira que Davi encontrou em Jônatas um amigo leal que lhe proporcionou crescimento para a sua vida como rei, espero que cada Pastor, cada Davi espalhado nesse mundo, encontre o seu Jônatas para que no decorrer de sua caminhada espiritual e pastoral, possa ter o apoio necessário, uma amizade leal, não levantando a bandeira de sua denominação, mas entendendo que como Corpo de Cristo precisamos viver a unidade que o Senhor Jesus pediu em Sua oração sacerdotal: “... para que sejam um, assim como somos um”. João 17:11.
 

 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A Primavera




Por
Angela Vauthier


“Veja! O inverno passou; acabaram-se as chuvas e já se foram. Aparecem flores na terra e chegou o tempo de cantar”. Cantares 2.11,12


A primavera é a mais bela das estações. É nela que podemos perceber a beleza das flores e sua diversidade de cores, formas, aromas e tipos. É a estação dos românticos, dos enamorados, dos poetas, dos artistas plásticos...

Quem não gosta de admirar a beleza de um jardim bem cuidado, repleto de flores variadas? Quem não gosta de receber um belo buquê de rosas? Quem não gosta de ser comparada a uma rosa, por sua beleza e delicadeza? Ser chamada de flor é um elogio que nos alegra.

Admiramos a Primavera, o que nem sempre paramos para refletir é todo o processo que antecede a essa estação.

Enfrentamos o verão, época quente, muitas vezes faz um calor insuportável que prejudica a nossa pele. Nessa estação é necessário tomar mais líquido que o habitual. No verão, se as plantas, principalmente as flores, não forem bem regadas, murcharão, perderão a beleza e a vida. Se compararmos com a nossa vida espiritual, também passamos por momentos quentes, atribulados, e se não tomarmos da fonte da água viva também morreremos desidratados.  "Mas bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está. Ele será como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Ela não temerá quando chegar o calor, porque as suas folhas estão sempre verdes; não ficará ansiosa no ano da seca nem deixará de dar fruto". (Jeremias 17:7-8.)

Em seguida vem o outono, época de ventania. O tempo começa a esfriar e as plantas começam a perder as suas folhas, flores e a beleza de antes vai se acabando aos poucos, mas algumas plantas de raízes profundas permanecem firmes. Na nossa vida espiritual também passamos por momentos de ventanias e algumas quedas, as assim como as plantas que resistem ao vento, nós continuamos firmes e de pé.

Chega o inverno com suas chuvas fortes, muitas vezes verdadeiras tempestades. Com as chuvas também vêm o frio e a ventania, causando desastres, enchentes, deslizamentos de barreiras. Mas quando chove na medida certa, abastece os reservatórios e irriga as plantações.  No mundo espiritual também passamos por tempestades, há momentos que achamos que é um inverno sem fim, mas o Senhor acalma a tempestade e o vento (Mt 8.23-27) e a chuva de bênçãos sem medidas irriga a nossa fé nos fazendo entender que a tempestade não é eterna e que em breve virá a bonança.

E todo esse processo resulta na primavera, e nós como rosas no jardim do Senhor, podemos exalar o Seu perfume, "porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo" (II Coríntios 2:15) , mostrar ao mundo a nossa beleza e dizer que temos um jardineiro que não nos desampara em nenhuma das estações. Que mesmo no calor, na ventania e na tempestade, Ele, como um jardineiro cuidadoso, está nos protegendo e cuidando para que tenhamos o calor, a brisa e a chuva na medida certa para o nosso crescimento e o resultado Lhe deixa feliz ao ver um colorido tão perfeito de Suas flores no mundo todo: várias nacionalidades e denominações Lhe servindo e seguindo os Seus ensinamentos.

“Porque o Senhor consolará a Sião; consolará a todos os seus lugares assolados, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão como o jardim do Senhor; gozo e alegria se achará nela, ação de graças, e voz de melodia”. (Isaías 51.3)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Tempo de Renovar as Forças




(Transcrito)



“Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.” Is 40.29

Cansaço, desânimo, apatia, estresse e depressão não escolhem cor, classe social, religião ou idade. Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as pessoas são mais exigidas, sobretudo os jovens. Associar trabalho, estudo, família e outros compromissos é uma tarefa árdua que pode resultar em sérios danos à saúde física, mental, emocional e espiritual. Muitos estão no limite da exaustão, amargando um profundo desgaste e sofrimento.


Uma solução para você pode começar na readequação de sua a agenda. Refaça sua lista de prioridades, separe capricho de necessidade. A outra medida é encontrar amparo e descanso em Deus. Talvez toda essa correria se dê pela sua tentativa de controlar o futuro, de acumular tesouros na terra, de obter sucesso profissional sobre as suas próprias ruínas. Recupere suas energias nos braços do Pai. Aquiete seu coração. Ele tem cuidado de você. “Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.30-31)

Leite Derramado

Por



Jay Wollenburg (Ohio, EUA)



LEIA Mateus 5.21-25


"Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens".  Romanos 12.18



Enquanto corria pela casa, meu filho bateu contra o balcão da cozinha derrubando um grande copo de leite com chocolate. Imediatamente, ele se encheu de remorso e correu para limpar o leite o mais rápido que podia. Quando terminou de limpar as últimas gotas de leite, eu pensei em sua reação à situação e fiquei impressionado. Em vez de reclamar que o copo estava perto demais da beirada do balcão ou de dar alguma desculpa, ele assumiu a responsabilidade por suas ações. Fiquei satisfeito.


Todos nós cometemos erros. Espero que, quando cometer um, eu possa reagir da mesma maneira que meu filho. Quando digo algo ofensivo ou faço algo que fere outra pessoa, será que tento encobri-lo, ignorá-lo ou culpar alguém? Ou assumo imediatamente a responsabilidade por minhas ações e procuro corrigir as coisas? Fico imaginando se Deus Se sente como eu me senti ao ver a reação de meu filho à bagunça em nossa cozinha. Não seria ótimo saber que Deus está satisfeito com a maneira como reagimos a um erro? Espero que da próxima vez em que "derramar o leite", eu possa reagir como meu filho e limpar rapidamente minha bagunça.

PENSAMENTO:


"Deus está sempre pronto a nos ajudar a limpar as bagunças que fazemos".