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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Aprenda a Esperar



(Transcrito)


LEIA Salmo 40


“Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.” Sl 40.1

Esperar é um dos exercícios mais difíceis que existe. A Bíblia diz que a esperança que se adia faz adoecer o coração (Pv 13.12). O imediatismo que impera em nossa cultura agravou a dificuldade que temos em aquietar a nossa alma em face dos problemas. É necessário reaprender a esperar. Saber esperar é indispensável para quem deseja aprender a viver bem. Somos impelidos a buscar soluções rápidas para tudo o tempo todo. A questão é que nem sempre as encontramos, porque nem sempre elas existem.

Há dores que não passam com um simples analgésico. Acreditar no contrário, traz frustração e danos a quem sofre. Há crises insolúveis e irremediáveis. O salmista diz que esperou e confiou em Deus. Ele confessa que não tem a chave mestra, que não possui a habilidade de abrir as portas que se fecharam diante de si. É impossível acrescentar horas, dias, meses ou anos à própria existência.

A vida não está sob seu controle. Reconheça isso e passe a olhar o tempo como um aliado. Deus é o dono do tempo. A exemplo do salmista, recorra à oração. Clame por socorro. Use os recursos da terra, mas peça ajuda aos céus. Pois o mais sábio a fazer é aquietar o coração e descansar nos braços de quem governa o mundo.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Injeções da Alma



(Transcrito)

LEIA Romanos 8

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus…” Rm 8.28a

O apóstolo Paulo ensina que todas as coisas cooperam para o nosso bem. Isso inclui o que nos causa bem estar e o que nos traz dor e sofrimento, sem exceção. Lembro-me quando minha filha mais nova, ainda recém-nascida, contraiu uma forte infecção. Para poupá-la dos riscos de uma internação no hospital, eu e minha esposa, optamos, com o aval da pediatra, por administrar as doses de antibiótico em casa.

Entretanto, o que parecia ser uma tarefa simples tornou-se um martírio para ela e para nós. Foram várias injeções durante mais de uma semana. Minha esposa aplicando as doses e eu tendo que segurar a pequenina Esther. Uma das piores experiências da vida é testemunhar o sofrimento de um filho. É uma dor compartilhada. Contudo, sabíamos que aquele sofrimento era terapêutico. O choro compulsivo era momentâneo e o caminho para o restabelecimento da saúde dela passava necessariamente pelo seu sofrimento.

Ali pudemos contemplar melhor o que significa dizer que tudo coopera para o nosso bem. Há dores que curam e feridas que saram. Nas mãos de nosso Pai Celeste o sofrimento vira um instrumento poderoso, embora não indolor, de transformação, de quebrantamento e de amadurecimento espiritual.




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Parábola da Picada



Por


Randy Kilgore



LEIA I Pedro 2:9-12


"…observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação". —
 I Pedro 2:12



Ainda posso ver a expressão de susto de meu amigo quando apareci em frente à sua casa, há quase 50 anos, com um “bando” de abelhas ao meu redor. Enquanto eu corria para fora, percebi que as abelhas tinham ido embora. Mais ou menos — eu as tinha deixado dentro da casa! Momentos depois, meu amigo correu para fora, perseguido pelas abelhas que eu tinha trazido até ele.

Levei muitas picadas, sem muitas consequências. Para o meu amigo foi diferente. Mesmo com apenas uma ou duas picadas de “minhas” abelhas, seus olhos e garganta incharam numa dolorosa reação alérgica. Minhas ações causaram muita dor a ele.

Este é o retrato do que acontece em nossos relacionamentos também. Prejudicamos outros quando nossas ações não são como as de Cristo. Mesmo após pedirmos desculpas, a “picada” dói.

As pessoas estariam certas em esperar menos aspereza e mais paciência dos que seguem a Cristo. Às vezes, esquecemos que as pessoas que lutam com a fé, com a vida ou com os dois, observam os cristãos com expectativas. Esperam ver menos raiva e mais misericórdia, menos julgamento e mais compaixão, menos crítica e mais encorajamento. Jesus e Pedro nos orientaram a vivermos de boas obras, para que Deus seja glorificado (Mateus 5:16; I Pedro 2:12). Que as nossas ações e reações reflitam nosso amoroso Pai aos que estão ao nosso redor.

PENSE:

"Que os outros possam ver menos de mim e mais de Jesus". 




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Família, Lugar de Superação



(Transcrito)


LEIA I Cr 4.1-43

“Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz.” I Cr 4.9

Jabez foi mais nobre do que seus irmãos. Não se conformou com a decretação da derrota. Reagiu diante de tragédia. Seu nome tinha um enorme peso. Sua mãe sofreu muito para lhe dar à luz. Então, ergueu um monumento vivo à sua dor, colocando esse nome no filho. 

Jabez poderia ter se conformado àquele destino inglório. Porém, ele se voltou para Deus e rogou quatro coisas: primeiro, pediu a bênção de Deus. Compreendeu que a dor sem a presença de Deus é insuperável. Porém, com a bênção do Altíssimo, os traumas do passado podem ser superados.

Segundo, pediu a prosperidade de Deus. Rogou que suas fronteiras fossem alargadas. Quis mais influência para ser um maior influenciador. Jabez não se conformou com a limitação que lhe havia sido imposta. Ele subiu nos ombros dos gigantes e teve a visão do farol alto.

Terceiro, pediu a presença de Deus. Pediu que a mão de Deus fosse com ele. Diante dos grandes embates da vida não podemos vencer sem a presença de Deus. É a presença do Altíssimo que remove o medo e tonifica a fé. 

Quarto, pediu proteção do mal. Jabez sabia que a vida se desenrola num campo minado pelo inimigo. Jabez pediu livramento do maligno e também livramento da aflição provocada por ele. Deus atendeu sua oração e fê-lo mais nobre que seus irmãos.



sexta-feira, 2 de maio de 2014

Família, Lugar de Vida



(Transcrito)


LEIA Sl 34.1-22


“Vinde, filhos, e escutai-me; eu vos ensinarei o temor do Senhor.” Sl 34.11

A família é o palco onde se desenrolam as cenas mais importantes da vida. É onde celebramos as maiores vitórias e choramos as dores mais profundas. É onde compartilhamos nossos momentos de glória e dividimos nossas horas mais tristes. É o lugar onde somos aceitos não pelo nosso sucesso, mas apesar dos nossos fracassos. A família é lugar de vida, mas também onde choramos a dor mais aguda do luto.

A família é ideia de Deus. É instituição divina. Deus a estabeleceu para ser uma fonte de alegria, um oásis de amor, um refúgio de paz. É na família que aprendemos as mais importantes lições de vida. É no lar que forjamos o nosso caráter. É no recôndito da família que aprendemos os valores que hão de nortear nossa caminhada. Partimos do lar em busca de sustento e voltamos para o lar em busca de abrigo e refrigério. Saímos do lar para adquirir conhecimento e voltamos ao lar para repartir nosso saber.

A família é lugar de semeadura e colheita. Quanto mais semeamos em nossa família, mais colhemos os frutos sazonados do amor, da amizade e do respeito. Quando investimos generosamente em nossa família, fazemos um depósito robusto em nossa própria conta. Quanto mais valorizamos a família, mais valorizados somos e mais felizes vivemos.





segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Oração, Terapia Divina



(Transcrito)


“Invoca-Me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu Me glorificarás” Sl 50.15


A vida não é uma viagem lúdica nem um passeio turístico, mas uma luta renhida. Aqui atravessamos desertos esbraseantes, entramos em vales escuros e pisamos estradas crivadas de espinhos. Aqui nossa alma geme de dor e nosso peito é fustigado por angústias do inferno. O que fazer nesse tempo de dor, quando a angústia enfia em nós seus tentáculos? Três verdades são apresentadas no texto acima.

Primeira, uma ordem expressa: “Invoca-Me no dia da angústia...”. Devemos invocar a Deus. A oração não é apenas um privilégio, mas também uma ordenança, um recurso divino para nos libertar da angústia. Oração é terapia divina para debelar esse mal que nos atormenta. 

Segunda, uma promessa clara: “... Eu te livrarei....”. O mesmo Deus que nos ordena a invocá-Lo, também nos promete livramento. O nosso socorro vem do alto, vem do céu, vem de Deus. Nossos problemas se tornam pequenos quando colocados na presença do grande Deus.

Terceira, um resultado bendito: “... e tu Me glorificarás”. Quando invocamos a Deus, Ele nos tira do miolo da tempestade, firma nossos pés sobre uma rocha e coloca um novo cântico em nossos lábios. Orar, portanto, é falar com Deus e falar com Deus faz bem à alma, alivia o coração e nos abre as portas do livramento. É tempo de orar!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Choro, Nunca Mais!


(Transcrito)

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá...” Ap 21.4

O choro está ligado à nossa vida de forma umbilical. Nascemos chorando, intercalamos nossas alegrias com lágrimas e nos despedimos da vida entre lágrimas. É impossível viver neste mundo sem beber o cálice da dor e sem ter os olhos molhados de lágrimas. Choramos pelos nossos pecados e também pela nossa família. Aqui há choro, pranto e dor.

Mas, quando cruzarmos os umbrais da eternidade e entrarmos na glória; quando o nosso corpo mortal for revestido da imortalidade e recebermos um corpo incorruptível, glorioso, poderoso e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo, então, Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Não haverá mais luto, nem pranto, nem dor. Entraremos no gozo do Senhor. Chegaremos à cidade santa, à nova Jerusalém, ao paraíso de Deus e desfrutaremos de comunhão plena com o nosso Redentor.

Não haverá mais despedida nem adeus. Não haverá mais fraqueza nem enfermidade. Não haverá mais pecado nem maldição. Não haverá mais pesar nem solidão. A alegria, e não o choro, será nossa iguaria permanente no banquete do céu. E isso, para todo o sempre!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ele Jamais Nos Rejeitará




(Transcrito)

“Todo aquele que o Pai Me dá, esse virá a Mim; e o que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora.” Jo 6.37

A pior dor é a da rejeição. E a sociedade nos fere diariamente. Somos rejeitados pela cor da pele, condição econômica, grau de instrução, idade, religião e aparência. A rejeição produz dor, revolta, isolamento e até morte. 

A promessa de hoje nos ensina três lições acerca da cura para a rejeição. Primeira, Jesus veio para acolher os rejeitados. Não veio para os sãos, mas para os doentes e feridos. Ele conhece a dor dos rejeitados. Ele foi o mais desprezado e rejeitado entre os homens. Por isso, veio a este mundo para buscar e acolher aos perdidos. 

Segunda, toda pessoa que vai a Jesus é um presente que o Pai lhe dá. Você não nasceu e não vive por acaso. Você existe pela vontade de Deus. Você é um presente de Deus para Jesus. Certa vez Jesus orou: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são Teus” (Jo 17.9).

Terceira, Jesus jamais rejeitará aquele que crer nEle. Ele garante: “de modo nenhum o lançarei fora”. Ele nunca o mandará embora e Ele jamais o expulsará da Sua presença. Trata-se de uma garantia eterna de não devolução.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Aprendendo Com a Dor






(Transcrito)

“É Ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia [...]”  II Co 1.4

Dor é uma lição esperando ser compreendida e aprendida. Ao nos submetermos ao ensino dessa grande lição, podemos transcender a própria dor. Se você tocar um ferro quente, sentirá uma dor terrível. Se negligenciar o aprendizado desta experiência, a dor voltará todas as vezes que você tocar o ferro quente. 

Quando você aprende a lição de que a dor tem algo a ensinar, certamente não terá que suportar aquela dor novamente. Paulo aprendeu com o espinho na carne a não se ensoberbecer “com a grandeza das revelações” (II Co 12.7). E passou a ter prazer “nas angústias, por amor a Cristo”.

Nesta vida é impossível conseguir algo em troca de nada. Tudo tem o seu preço. A dor é o preço antecipado que muitas vezes temos de pagar por importantes lições. Não menospreze as lições que uma dor pode lhe ensinar. Aprender as lições ensinadas pela dor pode evitar novas dores.


PENSE:
“Você nunca será a pessoa que poderá ser se dores, pressões, tensões e disciplinas forem retiradas da sua vida.” (James G. Bilkey)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Deus Não Desperdiça Sofrimento







(Transcrito)

“... alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo...”.       I Pedro 4.13


Davi foi um homem forjado na bigorna do sofrimento. Por isso, disse: “Foi-me bom ter passado pelo sofrimento para que aprendesse os teus decretos”. Deus não permite que sejamos provados além de nossas forças nem que sejamos afligidos sem um bendito propósito. Todas as coisas cooperam para o nosso bem.

O sofrimento não vem para nos destruir, mas para fortalecer as fibras da nossa alma. O sofrimento do presente redunda em glória no futuro. O sofrimento é pedagógico, pois o próprio Filho de Deus aprendeu pelas coisas que sofreu. Logo, quando Deus nos permite passar pelo vale da dor, Ele esculpe em nós o caráter de Cristo e nos capacita a sermos consoladores. O sofrimento é a academia de Deus onde somos treinados para os grandes embates da vida.

Com o sofrimento vem o aprendizado, o aprendizado dos decretos divinos. Os tolos buscam apenas o alívio da dor. Querem apenas os prazeres. Tapam os ouvidos ao aprendizado. Mas, os sábios ao passarem pelo Getsêmani da dor, alegram-se não porque têm prazer no sofrimento, mas porque o sofrimento é o portal do aprendizado!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Houve Trevas ao Meio-dia



(Transcrito)

“Já era quase a hora sexta, e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona.” Lc 23.44

Quando Jesus nasceu, houve luz à meia-noite; quando Jesus morreu, houve trevas ao meio-dia. Até mesmo o sol escondeu o seu rosto diante das agruras do Calvário. O sofrimento do Filho de Deus não foi apenas físico, mas, sobretudo, espiritual. Mesmo sendo sua dor indescritível, em virtude dos açoites e torturas que precederam a fatídica jornada para o Gólgota bem como em razão da crucificação e das longas horas exposto a câimbras e dores excruciantes, o maior sofrimento de Jesus foi ser abandonado pelo Pai.

Naquele momento, não havia beleza em Jesus. Ele foi feito maldição por nós. Nossas transgressões estavam sobre Ele. A feiura do nosso pecado O cobriu de vergonha e dor. A hediondez das nossas iniquidades foi lançada sobre Ele. Porque foi feito pecado por nós, a lei exigiu Sua morte sumária, pois o salário do pecado é a morte.

Foi na negridão daquele dia que o véu do templo se rasgou e Jesus abriu para nós um novo e vivo caminho para Deus. Por meio de Sua morte fomos reconciliados com Deus. Na cruz, Ele nos abriu a porta do céu!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A "Vacina" de Deus


Por

Daniela Leão Siqueira (São Paulo, SP, Brasil)


LEIA Salmo 139.1-4


"Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois". • João 13.7


Levei minha filha, Juliana, de um ano e quatro meses, para tomar vacinas. Preparei-a no caminho, avisando que iria doer, mas que seria para seu próprio bem. Ao ouvir o choro de minha filhinha, indefesa e imobilizada no meu colo, ao sentir a dor da agulha em sua frágil perninha, não resisti e chorei. Não podia fazer nada para impedir que ela passasse por aquela dor.

Enquanto voltávamos para nossa casa, tentava, sem sucesso, consolá-la: "Eu sei que doeu, mas é para evitar que você fique doente", eu disse, na tentativa de justificar minha "omissão". Mais tarde, enquanto acariciava seus cabelos para que ela dormisse, percebi que é exatamente por esse motivo que Deus permite que eu sofra: para vacinar-me.


Se o organismo de Juliana reagir bem à vacinação (e isso implicará, talvez, febre, dores e mal-estar), ela estará protegida contra a pneumonia e a gripe. Do mesmo modo, se eu enfrentar minhas "dores" de uma maneira eficaz, minha mente e meu coração estarão protegidos da tristeza, da acomodação e do desânimo. Entendi que Deus, que cuida de Seus filhos e filhas melhor do que eu, ao permitir meu sofrimento, está praticando um ato do mais sublime e esplendoroso amor. Deus não está alheio ao meu sofrimento. Ele espera, ansiosa e amorosamente, que eu "reaja", supere a dor e cresça forte e saudável, em sabedoria e graça, na Sua presença.


PENSAMENTO:


"Deus espera, ansiosa e amorosamente, que permitamos que o sofrimento nos traga maturidade. "