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domingo, 3 de agosto de 2014

Um Banquete Com Jesus


(Transcrito)


LEIA Salmo 23.1-6


“Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.” Sl 23.5

Jesus é o Supremo pastor das ovelhas. Ele ama suas ovelhas, morreu por elas, vive nelas e voltará para elas. Jesus cuida das Suas ovelhas com tanto cuidado e singularidade, que é capaz de preparar para elas uma mesa na presença dos seus adversários. Aparentemente, essa é uma atitude comum, mas aponta para algo muito mais elevado. O salmista está ensinando que Jesus, o Rei dos reis, o Supremo pastor, veio para servir e não para ser servido.

Ele demonstra Sua riqueza em preparar uma mesa com todos os ingredientes necessários. Essa mesa é na presença dos adversários, para mostrar que o Divino Pastor é por nós e ninguém pode contra nós. Os adversários ficam olhando com ódio, mas quem está cuidando das ovelhas é o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, o Todo-poderoso, que impede os ardilosos ataques do inimigo contra as Suas ovelhas. Toda a arma forjada contra o povo de Deus não prosperará.

O Pastor, que é Jesus, cuida das ovelhas enquanto elas se alimentam. Se você se sente inquieto diante das adversidades da vida, se os ruídos turbulentos apavoram a sua alma, se você está vivendo estressado, cansado das lutas, sobrecarregado, exausto, abalado, fragilizado, é hora de se sentar e banquetear-se com Jesus, pois Ele cuida de Suas ovelhas com amor.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Pastor Incomparável



(Transcrito)


“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.” Sl 23.1


O versículo acima é o texto mais conhecido e recitado da Bíblia. É fonte de consolo para os aflitos e refrigério para os enlutados. É bálsamo para o cansado e remédio para os enfermos. Encerra verdades preciosíssimas. 

Primeiro, a majestade do pastor. O nosso pastor é o próprio Deus autoexistente e soberano. O mesmo Deus que criou o universo, e sustenta todas as coisas, também pastoreia a nossa alma.

Segundo, a relação pessoal da ovelha com o pastor. O Senhor não é apenas um pastor, mas é o meu pastor, diz Davi. A ovelha tem um relacionamento pessoal e íntimo com o pastor. Jesus é o bom, o grande e o supremo pastor. Ele deu Sua vida por nós, vive para nós e voltará para nós. 

Terceiro, o pastor é nosso pleno e suficiente provedor. Nada nos faltará. Ele nos deu vida, perdão, salvação, provisão, proteção, companhia e promessas. Ele está conosco e caminha conosco todos os dias, em todas as circunstâncias, por todos os lugares. Ele jamais nos desampara. Jamais nos abandona. Jamais nos decepciona. Ele não é apenas nosso provedor; é também nossa melhor provisão. Ele é o nosso pastor, a nossa paz, a nossa justiça, o nosso companheiro, a nossa vitória, a nossa recompensa. Nele estamos plenamente salvos, plenamente seguros e plenamente satisfeitos.

sábado, 11 de maio de 2013

Vencendo Gigantes



Por Angela Vauthier


I Sm 17.41-41


Na vida enfrentamos desafios que muitas vezes se apresentam tão grandes que mais parecem GIGANTES, quase que impossíveis de vencê-los. Esses gigantes se colocam à nossa frente de várias maneiras: enfermidades, desemprego, frustração, solidão; e nos sentimos tão pequenos, tão indefesos, que às vezes agimos como os soldados de Saul: ficamos atônitos e apavorados (I Sm 17.11).

Davi, menino do campo, filho caçula, franzino, com certeza também enfrentou vários gigantes em sua vida até se deparar com o gigante Golias.

Um dos primeiros gigantes que ele enfrentou foi o da DISCRIMINAÇÃO. Dos 08 filhos de Jessé, apenas Davi tomava conta das ovelhas, uma atividade nada glamourosa, comparada à de seus irmãos que eram soldados do rei Saul, enfrentando diversas batalhas e voltando vitoriosos.

Os irmãos de Davi eram homens fortes, robustos, formosos, hábeis com a espada e Davi, qual a sua arma? Uma funda. Enquanto os seus irmãos seguiam as estratégias de guerra, Davi seguia a intuição para encontrar água pura e pastos verdes para suas ovelhas; afinal, se elas comessem pasto estragado e bebessem água contaminada morreriam e ele seria o culpado por não ter cuidado com o zelo que era devido.

Mas quando Deus escolhe alguém para usar e exaltar, não importa a sua simplicidade, mas sim, o seu coração disposto a Lhe obedecer, amar e servir. E foi isso que Deus viu em Davi  (I Sm 16.7b).

Davi também enfrentou o gigante do DESPREZO (I Sm 17.28-30). Com certeza seus irmãos não devem ter ficado contentes por ele ter sido o escolhido para ser o rei de Israel.

Um outro gigante que Davi precisou enfrentar foi o de ESPERAR EM SILÊNCIO. Nem todo mundo consegue se calar e esperar o momento certo para falar das promessas que Deus lhe fez. Falam precipitadamente e muitas perdem a bênção por não colocar em prática o que diz em Ec 3.7b que existe “o tempo de calar e o tempo de falar”.

Davi foi escolhido por Deus para ficar do lado de Saul lhe servindo como levita para que o espirito maligno fosse expulso sempre que ele tocasse a harpa. Com certeza não foi fácil para Davi, já ungido a rei, ficar lado a lado com o rei Saul e não poder dizer que seria o seu sucessor, afinal, pela linhagem hierárquica o trono pertencia a Jônatas.

Porém o Senhor nos fala em Is 55.8 que “os Seus pensamentos e os Seus caminhos não são iguais aos nossos”. Era necessário Davi ter livre acesso no palácio para assim conhecer toda a logística e os protocolos diplomáticos de um palácio. Davi precisava vencer o gigante da INEXPERIÊNCIA.  

O Deus que escreve a história de cada um, havia preparado uma maneira especial para que Davi fosse instruído a respeito da conduta de um rei e como governar um povo: o tornou amigo de Jônatas (I Sm 18.1-3). Claro que esse foi o meio que Deus planejou para que Davi pudesse estar constantemente no palácio para o seu aprendizado, pois qual o acesso que um simples pastor de ovelhas teria nas dependências do palácio do rei Saul? Como amigo do príncipe e protegido do rei, ninguém podia proibir o acesso de Davi no palácio.

A vida de um guerreiro é uma batalha constante. Enquanto se preparava para se tornar um rei habilidoso, Davi enfrentou um outro gigante: o da INVEJA (I Sm 18.5-9). Com certeza não foi fácil para Davi conviver com alguém possesso, invejoso e que ainda ocupava um lugar que estava reservado para ele. Saul fez de tudo para acabar com Davi, mas quando Deus tem planos para alguém nada e nem ninguém pode atrapalhar (I Sm 18.12-14).

O diabo não desiste fácil de seus intentos e fez Davi enfrentar mais um gigante: o da MALDADE. Saul planejou mais uma vez matar Davi e dessa vez de maneira covarde (I Sm 18.17-30). Por diversas vezes Saul tentou matar Davi, mas o diabo não pode tocar naquele que Deus escolheu e ungiu (Jr 54.17).

Até se sentar no trono como rei de fato e de direito, Davi teve que enfrentar vários gigantes interiores como: medo, angústias, complexo de inferioridade. Após assumir o trono, enfrentou tantos outros, como o do REMORSO pelo pecado com Bate-Seba (II Sm 12.7b-14); o gigante do DESGOSTO por causa do pecado de seu filho Amnon e a vingança de morte feita por Absalão (II Sm 13.30-32,37); o gigante da TRAIÇÃO por parte do próprio filho (II Sm 15.1-12); e por fim, o gigante da FALTA DE VIGOR (I Rs 1.1-4).

Assim como Davi, nós também enfrentamos esses mesmos gigantes, mas cabe a nós vencermos ou sermos vencidos. Diante de Golias, Davi não olhou para a sua falta de habilidade e muito menos para sua estatura, ele apenas confiou no Deus a quem ele servia e sabia que o Senhor estava no comando da batalha.   

Não foi a técnica de Davi ao lançar a funda que matou Golias, mas foi a sua fé de que Deus conduziria a pedra para atingir o ponto certo e mortal.

Não devemos desanimar diante da batalha, pois o General de Guerra que nunca perde, está conosco (Êx 14.13a-14) e nem esquecer que 01 com Deus é maioria (II Rs 6.15c-17).




quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A Amizade na Vida do Pastor





Por
 
Angela Vauthier

 

Quem nunca se sentiu sozinho mesmo estando em família ou entre amigos? Quem nunca se sentiu o menor diante de um grupo de pessoas capacitadas? Quem nunca se viu precisando de um ombro amigo pra chorar e dividir as tristezas e frustrações e muitas vezes teve que chorar sozinho porque não encontrou ninguém que pudesse ajudar?
Fomos criados para vivermos em sociedade e uma das coisas que nos alegra e complementa a vida é a amizade. De acordo com o dicionário, Amizade – s. f.Afeição, estima, dedicação recíproca entre pessoas do mesmo sexo ou de sexo diferente: laços de amizade. Sentimento de quem é amigo. Amor. Dedicação. Benevolência.
Estamos vivendo num mundo globalizado, onde o avanço da internet tem facilitado a comunicação entre as pessoas que estão distantes geograficamente aproximando-as cada vez mais, porém ironicamente também tem afastado as que estão próximas já que se perde tanto tempo conectado conversando. O resultado disso tem sido a mudança de comportamento das pessoas, alguns passaram a se isolar no mundo real para viver apenas no virtual; outros querem trazer do mundo virtual vocabulários e comportamentos para o mundo real; alguns se tornaram tão fissurados que tudo o que pensam ou fazem tem como finalidade expor na internet; há ainda aqueles que passam uma imagem de superioridade no mundo virtual, de muita ostentação, mas que não passa de utopia para impressionar a quem tiver acesso; e também existem aqueles dramáticos, que adoram chamar atenção, fazendo-se de coitadinho para que a sua carência afetiva possa ser suprida.
 
 Não podemos esquecer de falar de como hoje está tão vulgar o verdadeiro valor e sentido do que é ser amigo. Com as redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter e etc.), a facilidade de se fazer amizade é enorme. Para alguns quanto maior o número de “amigos” em seu perfil, melhor, como se isso fosse um troféu, pois mostra o quanto essa pessoa é popular.  
Há aqueles que se comunicam todos os dias com os amigos na internet e quando os encontra pessoalmente nem sabe quem são, não dá atenção, para eles o amigo é um estranho. Há outros que mal foram aceitos num perfil de rede social já se acham íntimos o suficiente para proclamar aos quatro ventos que é amigo daquela pessoa e até se acham no direito de invadir a privacidade alheia. E há ainda aqueles que só procuram ter e/ou manter uma amizade quando o outro tem algo que ele possa usufruir: dinheiro, status, amigos influentes, etc. E quando isso se acaba a amizade vai junto.
Bem diferente da maneira simples e pura que as amizades nasciam antigamente: vizinhos que cresciam juntos e praticamente se tornavam uma família; colegas de classe que ao longo dos anos a amizade ia se fortalecendo e em alguns casos terminava até em casamento; colegas de trabalho que a amizade ultrapassava os limites da empresa...
Enfim, quando alguém abria a boca para dizer que era amigo de alguém é porque tinha intimidade tamanha a ponto de conhecer gostos, costumes, partilhar momentos bons e maus e o mais importante, estar à disposição para ouvir e ajudar quando um amigo estivesse passando por problemas.
A Bíblia nos fala a respeito de um jovem que sofria rejeição em seu lar por seu pai e seus irmãos. Não era tido como forte, valente ou formoso aos olhos, não tinha perspectiva de no futuro se tornar um soldado do rei, já que a sua função era cuidar das ovelhas da família para delas trazer o sustento de casa. Assim era a vida de Davi.
Em I Samuel 16, vemos o relato de como o Senhor direcionou o profeta Samuel até a casa de Jessé para que lá ele pudesse consagrar o novo rei de Israel. Com o olhar estratégico de que a nação necessitava de um rei que defendesse o seu povo dos inimigos que guerreavam contra eles, qualquer um aceitaria a ideia de consagrar um dos filhos de Jessé que eram soldados do rei Saul, inclusive o próprio Jessé fez questão de apresentá-los ao profeta por acreditar que eram capazes de assumir tal posição. Mas como o Senhor mesmo falou ao profeta: “... Não considere sua aparência nem sua altura, pois Eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem, o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”.
Ao ver que todos os filhos de Jessé haviam sido apresentados e reprovados pelo Senhor, Samuel procura ver se ainda restava uma chance de encontrar naquela casa o escolhido pelo Senhor, afinal, ele estava ali porque tinha certeza da determinação do Senhor. É quando se fala de maneira tão desprezível que ainda tinha o caçula mas que estava cuidando das ovelhas. Lógico que essa atividade não poderia ser comparada com a de seus irmãos.  Como um pastor de ovelhas poderia conhecer os armamentos de guerra e suas utilidades? Qual o preparo físico e tático Davi tinha para entrar numa batalha e como reconhecer as estratégias do inimigo se o seu mundo se resumia apenas ao balido das ovelhas, o barulho das correntezas das águas, o aroma das plantas e a sabedoria de guiar o seu rebanho para lugares seguros?
E o que tinha de interessante para contar ao chegar em casa depois de um dia de trabalho? Que salvou uma ovelha de cair no abismo, ou a livrou de um animal feroz, ou ainda que a limpou dos carrapichos que estavam agarrados em seu corpo? Bem diferente de ouvir as grandes aventuras que seus irmãos tinham para contar ao voltar das vitoriosas batalhas com o rei Saul.
Com certeza Davi conseguia superar essa rejeição e encontrava refúgio quando em seu labor com as ovelhas sentava-se na relva e começava a tocar a sua harpa e compor suas belas canções de exaltação ao Senhor. Ali ele podia ter a certeza que era amado, compreendido, aceito e não precisava se sentir inferior. E era ali que Davi tinha o seu momento de comunhão com Deus.
Porém o Senhor em tudo tem um propósito em nossas vidas. Davi passou por tudo isso porque um rei não precisa ter apenas o conhecimento tático para defender seu povo, um rei precisa ter um coração amável para saber cuidar de seu povo de maneira justa e agradável. E Davi enquanto cuidava das ovelhas passou por esse aprendizado, pois ele precisava trazer para o seu reinado o mesmo cuidado que ele tinha com as suas ovelhas.     
Embora ele não fosse querido entre os seus irmãos, e com certeza perseguido, sem direito de se expressar ou opinar, a prova está em I Samuel 17: 28-29 onde lemos: “Quando Eliabe, o irmão mais velho, ouviu Davi falando com os soldados, ficou muito irritado com ele e perguntou: ‘Por que você veio até aqui? Com quem deixou aquelas poucas ovelhas no deserto? Sei  que você é presunçoso e que seu coração é mau; você veio  só para ver a batalha’. E disse Davi: ‘O que eu fiz agora? Será que não posso nem mesmo conversar?’ ”; Deus lhe deu um grande presente: a amizade de Jônatas.
Em I Samuel 18:1-4 A Bíblia nos diz: “Depois dessa conversa de Davi com Saul, surgiu tão grande amizade entre Jônatas e Davi que Jônatas tornou-se o seu melhor amigo. Daquele dia em diante, Saul manteve Davi consigo e não o deixou voltar à casa de seu pai. E Jônatas fez um acordo de amizade com Davi, pois se tornara o seu melhor amigo. E Jônatas tirou o manto que estava vestindo e o deu a Davi, com sua túnica, e até sua espada, seu arco e seu cinturão”.
Com certeza os irmãos de Davi deviam se questionar por que Jônatas agia assim com Davi e nunca agiu com eles antes. A inveja devia estar pairando em seus corações, afinal, Davi sempre foi um simples pastor de ovelhas, qual tipo de vivência ele tinha em comum com Jônatas para ter uma amizade tão sólida como essa?
Mas os planos de Deus não são os nossos. Como Davi poderia se familiarizar com os costumes e rituais de um palácio real se ele não tivesse livre acesso ao ambiente? Como poderia saber se portar à mesa, na sala real, no trato com os empregados e até mesmo nas decisões que eram julgadas ao serem trazidas ao rei se ele estivesse apenas limitado ao convívio dos soldados treinando para as guerras? Todo o tempo que Davi passou entre a sua consagração até assumir de fato e de direito o trono de Israel foi um preparo do Senhor em sua vida, como um diamante sendo lapidado, ele esperou pacientemente e enquanto esperava não perdia a oportunidade de aprender tudo o que iria precisar para ter um reinado bem sucedido. E claro que tudo isso lhe foi permitido por causa de sua amizade com Jônatas.
  Esse é um exemplo belíssimo de amizade sincera e que se manteve a lealdade, mesmo quando um deles já havia partido. Davi e Jônatas eram amigos leais e firmaram um compromisso de se protegerem bem como aos seus familiares mesmo se um deles morresse. Em I Samuel 20:23 nos diz: “Quanto ao nosso acordo, o Senhor é testemunha entre mim e você para sempre”. Jônatas morreu numa batalha e o seu filho Mefibosete ficou órfão e foi criado por sua ama que fugiu com ele ao saber da morte do rei Saul . Quando Davi finalmente assumiu o trono não demorou muito para por em prática o que havia prometido: procurou saber se ainda restava vivo alguém da casa de Jônatas e não apenas devolveu toda a propriedade que era de direito de Mefibosete, como o fez sentar-se à sua mesa tornando-o membro da família real. Talvez algumas pessoas atualmente não tomassem essa mesma atitude, afinal, só quem sabia desse pacto eram eles dois e Jônatas estava morto, mas Davi era íntegro e temente a Deus e tinha certeza que o Senhor tinha visto quando ambos fizeram o juramento, pois de Deus ninguém se esconde e nada fica oculto.
Essa é a prova de que um amigo não é apenas para estar presente nos momentos de alegria, de festa, mas amigo é para socorrer nos momentos de tristeza, necessidade e sufoco. Ser amigo é não olhar posição, mas a real necessidade do outro.
 
Não podemos esquecer  da atitude de Jônatas ao trocar suas vestes com Davi, foi a prova de que diante do Senhor somos todos iguais e que ninguém é superior, mas principalmente que não devemos deixar que barreiras nos separem, e nosso caso, as denominacionais.
 A vida de um Pastor não é fácil, ele tem que ser um pouco psicólogo, socorrista, advogado, pai, amigo, conselheiro, muitas vezes incompreendido e poucas vezes reconhecido o seu esforço pelas almas que o Senhor lhe confiou.  Assim como Davi, o Pastor precisa saber conduzir suas ovelhas a lugares seguros e defendê-las dos perigos que lhes cercam, lhes dar o alimento saudável para que tenham o crescimento espiritual correto. O Pastor se dedica ao seu rebanho e muitas vezes abre mão de seus próprios interesses para que eles não se percam.
 
E quem vai cuidar do Pastor?  Quem pode lhe dar atenção, chorar com ele, ouvir seus problemas e suas queixas? Quem pode dividir com o pastor as suas cargas? Quem poderá lhe oferecer um ombro amigo? Da mesma maneira que Davi encontrou em Jônatas um amigo leal que lhe proporcionou crescimento para a sua vida como rei, espero que cada Pastor, cada Davi espalhado nesse mundo, encontre o seu Jônatas para que no decorrer de sua caminhada espiritual e pastoral, possa ter o apoio necessário, uma amizade leal, não levantando a bandeira de sua denominação, mas entendendo que como Corpo de Cristo precisamos viver a unidade que o Senhor Jesus pediu em Sua oração sacerdotal: “... para que sejam um, assim como somos um”. João 17:11.
 

 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Tempo de Superar Críticas





(Transcrito)


“Davi disse a Saul: Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele...” I Samuel 17.32


Davi era o filho mais novo de Jessé, nascido numa casa pobre com mais sete irmãos, e era pastor de ovelhas. E foi exatamente esse menino que Deus escolheu para vencer o gigante Golias e chefiar o seu povo durante quarenta anos. No entanto, à medida que Davi se predispôs a encarar o temido filisteu de mais de três metros de altura, muitos se levantaram para desanimá-lo com amargas críticas. Seu próprio irmão, Eliabe, o ofendeu com palavras duras (ISm 17.28). Saul, o seu rei, o desencorajou pela sua juventude e inexperiência em campo de batalha (ISm 17.33). Golias, seu inimigo, o ridicularizou pela sua aparência (ISm 17.42). Mas as críticas que recebeu não fizeram de Davi um derrotado. Assim como as injustiças que José sofreu durante a vida não fizeram dele um derrotado.

Há Eliabe, Saul e Golias em todos os lugares. Eles estão por toda a parte: dentro de casa, no ambiente de trabalho, na sala de aula e até na igreja. Não permita que esses entulhadores de poços, pessimistas de plantão roubem seus sonhos, acabem com as suas esperanças e façam você desistir com críticas destrutivas.