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quinta-feira, 16 de abril de 2020

Fé Inabalável

Por Angela Vauthier

"Porque eu sei que o meu Redentor vive e que por fim ele terá a última palavra em minha defesa. E que depois do meu corpo se consumir, ainda neste corpo, verei Deus! Nessa altura Ele estará do meu lado! Sim, eu próprio O verei, e não outros por mim. Olharei para Ele como um amigo, e não como um estrangeiro! Esta gloriosa esperança enche-me duma alegria íntima!"
(Jó 19.25-27) 👑✝️




Quando temos um sonho, o acalentamos em nossa alma para que se realize. Mesmo que as pessoas ao nosso redor nos falem que é impossível, dizemos que conseguiremos porque temos fé. Há aqueles que têm fé na cura de uma enfermidade que para a Medicina já não tem mais jeito. Enfim, são muitas as situações em que a fé é o combustível para seguir crendo, mas é fácil termos fé quando apenas 01 coisa nos acontece. 

Jó num único dia, perdeu todos os seus filhos, seus empregados, seus animais, sua riqueza e o seu prestígio, ele era respeitado em sua região e passou a ser um homem miserável, sem família e cheio de chagas pelo corpo. Sua mulher o questionava, pois
diante de tanta tragédia, ele ainda cria em Deus. Ela não suportava mais vê-lo com o seu corpo repleto de feridas, do couro cabeludo até a planta dos pés e disse para ele blasfemar contra Deus e morrer, porque assim aquele sofrimento terminaria logo.

Geralmente falamos que Jó teve muita paciência, mas creio que o que movia Jó era a sua fé inabalável em Deus, por isso ele não reclamou a sua situação e nem colocou em Deus a culpa de toda a miséria que lhe sobreveio. Jó foi abençoado em dobro em suas riquezas e teve mais filhos porque creu que Deus o tiraria daquela situação deplorável, e ainda que isso não acontecesse, ele cria que O veria face a face. 

Deus é especialista em mudar situações e realizar milagres. Que tenhamos fé, assim como Jó.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Minha Dor Não Vai Passar



(Transcrito)


LEIA Jó 3.1-26


“Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece” Jó 3.25

Jó foi o homem mais piedoso de sua geração. Seu exemplo inspira milhões de pessoas até hoje. Foi um homem aprovado por Deus, questionado por Satanás e acusado pelos homens. Foi amado no céu e fuzilado na terra. Sofreu as maiores perdas, enfrentou as maiores angústias, curtiu as maiores dores. Perdeu bens, filhos e saúde. Perdeu o apoio da mulher e dos amigos. Ficou só no pó e na cinza, amargando sua dor.

Quando estava magérrimo, com a pele necrosada, com o corpo tomado de feridas, ergueu aos céus sua queixa. Do profundo de sua alma clamou, dizendo: “Se eu me calar, a minha dor não vai passar”. O sofrimento de Jó foi atroz. Foi sofrimento físico e emocional. Moral e espiritual. Porém, no meio da noite escura da alma, esse velho patriarca ergue os olhos rumo ao futuro e diz: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19.25,26).

No tempo oportuno de Deus brotou a cura para Jó. Deus restaurou sua sorte. Devolveu-lhe seus bens em dobro. Restaurou seu casamento e deu-lhe mais dez filhos. Sua dor cessou e seu testemunho ainda ecoa nos ouvidos da história. O mesmo Deus que consolou Jó e restaurou sua sorte pode trazer um tempo de refrigério para sua alma.



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Deus Pode Mudar a Sua Sorte



(Transcrito)


LEIA JÓ 42.1-17


“Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos...” Jó 42.10

O sofrimento não é ausência do amor de Deus. O patriarca Jó passou pelo vale da dor. Ele era um homem íntegro e reto. Era um homem rico e próspero. Sua família era piedosa e unida. Mas, houve um dia que Satanás, com a permissão divina, atacou Jó e sua família. Jó perdeu todos os seus bens. Foi à falência. Se não bastasse essa terrível perda, ele também perdeu todos os seus filhos num único acidente.

Jó levou para o cemitério, no mesmo dia, todos os seus dez filhos. Em seguida, Jó foi tomado por uma dolorosa enfermidade. Seu corpo ficou coberto de feridas cheias de pus. Sua pele necrosada exalava um mau cheiro insuportável. Jó raspava sua pele enegrecida com cacos de telha para tentar aliviar a dor insuportável. Sua mulher, revoltada, recomendou-o amaldiçoar a Deus e morrer. Seus amigos assacaram contra ele pesadas acusações.

Jó se queixou de Deus trinta e quatro vezes e fez dezesseis vezes a mesma pergunta: “Por que meu Deus?”. Tudo parecia perdido. Jó estava no fundo do poço. Mas, diz a Bíblia que Deus restaurou a sorte de Jó. Deus restaurou-lhe a saúde, o casamento, as riquezas, as amizades e ainda deu-lhe mais dez filhos. Deus pode também restaurar a sua vida. Ele é poderoso para pegar os cacos que sobraram e fazer de você um vaso novo!



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Espere, Deus Está no Controle





(Transcrito)

“Jó disse: mesmo que ele me mate, nele esperarei...” Jó 13.15

A vida de Jó é uma tremenda inspiração para todos nós. Conhecemos, nem que seja de ouvir falar, um pouco da vida e do sofrimento de Jó. Aqui, ele expressa toda a sua fé, confiança, fidelidade e esperança no Deus todo-poderoso. Jó, mesmo sendo um homem íntegro, justo e temente a Deus, não passou em branco neste mundo.

Num certo dia, “no dia mal,” ele recebeu trágicas notícias, uma após a outra: perdeu os bens, os filhos e a saúde. Seu corpo ficou cheio de chagas, que lhe causaram dores fortíssimas. Com isso aprendemos que andar com Deus, ter o Senhor Jesus em nosso coração, servir a ele apaixonadamente e cumprir sua comissão não nos isenta das tempestades e tribulações.

Estamos sujeitos a muitas aflições. No entanto, com Jesus no barco, triunfamos sobre a tempestade. Deus põe um ponto final na tempestade e nos ventos contrários. Jó permaneceu esperando em Deus na certeza que seu estado final seria incomparavelmente melhor. 

Mesmo que as nuvens estejam escuras, densas, armando um grande temporal, Deus está no controle. Ele é o Deus que tem todo poder para mudar a história de nossas vidas. Espere!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Filhos, herança do Senhor





Por Angela Vauthier



Salmo 127.3-5

Herança é o conjunto dos bens, dos direitos e das obrigações que, à morte de uma pessoa, são transmitidos aos respectivos herdeiros ou legatários, isto é, pela via da sucessão. Herança é, portanto, o direito de herdar (receber algo de uma situação anterior).
Para a Biologia, a herança é composta pelos caracteres fenotípicos e do genoma que os seres vivos recebem dos seus progenitores. Este tipo de herança transmite-se através do material genético que se encontra no núcleo celular e que supõe que o descendente terá características genéticas de um dos parentes (os pais) ou de ambos.
Outro uso do termo herança diz respeito aos hábitos culturais, sociais ou econômicos influentes num momento histórico e que têm origem em etapas prévias.
Por outro lado, a herança também é composta pelas características morais, ideológicas ou de outro tipo que, pelo facto de caracterizarem uma pessoa, é possível constatá-los nos descendentes.

A mulher foi dotada por Deus de um grande privilégio: o de ser mãe! Quando ela descobre que está grávida, ela passa por momentos de preocupação, pois esse novo ser que está se formando em seu ventre depende dela para se alimentar, ter um bom desenvolvimento físico e emocional. Mas também, ela tem momentos de muita felicidade, como: ouvir pela primeira vez as batidas do coraçãozinho dele; sentir seus primeiros chutes; ele se mexer em seu ventre mudando de posição para melhor se acomodar. Mãe e filho têm uma relação forte de amor e carinho que será marcado para toda a vida.

O momento do nascimento é o mais marcante, é quando eles, que já se amam há meses, vão se ver pela primeira vez. É um momento sublime e inesquecível quando sentem o calor um do outro, o cheiro do bebê com “aroma de vida” invade as narinas da mãe e as lágrimas de alegria dela consagram aquele momento tão aguardado. O pai também ama o filho, mas foi com a mãe que ele teve uma ligação intensa durante toda a gestação.

E o que dizer dos pais adotivos? Embora não tenham passado pelo processo de uma gestação real, em seus corações a gravidez aconteceu, pois durante o tempo de espera para receber em seus braços a criança tão desejada, o amor era tão intenso que não importava se ela iria ter o sangue ou as características deles, mas sim, que iria ser amada incondicionalmente, pois mais que um filho biológico é um filho do coração.

Os filhos são herança do Senhor, são dádivas que o Senhor nos dá para que cuidemos com carinho e zelo em todas as áreas de sua vida: moral, emocional e espiritual. É dever dos pais prover o sustento dos filhos, cuidar de sua educação e saúde, afinal, a criança não tem independência para guiar a sua vida. Além de todo o cuidado com o desenvolvimento intelectual e físico da criança, os pais têm uma responsabilidade de peso incalculável: encaminhá-lo na vida espiritual (Pv 22.6; Dt 6.5-9).

Deus não lhe deu filhos como posse, mas como um presente dEle que você vai cuidar por um tempo, devolvê-lo depois, pois não é seu; assim como Ana que entendeu que Samuel não era seu e o entregou ao Sacerdote Eli para ser criado no templo ( I Sm 1.21-28) e Abraão que levou o seu filho Isaque para o sacrifício (Gn 22.6-8).

A Bíblia nos mostra exemplos de pais, alguns que erraram na educação de seus filhos e outros que acertaram. Vejamos:

·         Isaque e Rebeca (Gn 25.27,28) – Apesar da promessa do Senhor feita a Rebeca que de seus filhos sairiam duas nações e que o mais velho serviria ao mais novo, ambos escolheram o filho favorito para si e isso foi tão claro que Isaque quando sentiu que estava próximo de morrer, chamou apenas Esaú para pedir-lhe que caçasse e fizesse sua comida favorita para depois o abençoar. E Rebeca ao ouvir aquilo, resolveu fazer justiça, pois Esaú havia vendido o seu direito de primogenitura para Jacó. O resultado dessa maneira desastrosa de preferir um filho mais que ao outro, foi a separação dos irmãos antes que houvesse uma tragédia maior.

·         Jacó, agora Israel, cometeu o mesmo erro de sua mãe Rebeca na criação de seus filhos (Gn 37.3). Mesmo sendo um plano de Deus levar José a ocupar o posto de Governador no Egito para que sua família e os povos daquele lugar não perecessem de fome (Gn 45.5,7), Jacó contribuiu para que os seus filhos cultivassem ódio em seus corações e por pouco não matassem José. Deus foi tão misericordioso que todos tiveram a chance de se arrepender e pedir perdão a José pelo que tinham feito. “Fazer comparação entre filhos ou ter predileção por algum, trará consequências amargas” (Transcrito).    

·         Anrão e Joquebede ensinaram aos seus filhos o valor de uma família e o temor ao Deus Todo-Poderoso, pois não permitiram que o seu filho fosse morto, escondendo-o em casa o máximo que puderam; e quando Joquebede preparou o cesto para por Moisés no rio, ela demonstrou todo amor e cuidado com a criança, pois protegeu o cesto para que a água não entrasse nele e o bebê não se afogasse. O mais importante é que Miriam, sua irmã mais velha, ficou vigiando o cesto para protegê-lo e quando a filha do Faraó o tirou do rio, ela com toda esperteza se ofereceu para ir buscar uma hebréia para cuidar dele, e claro que levou a própria mãe na intenção de ter o seu irmãozinho por perto e não ver sua mãe triste por perder o filho (Êx 2.7,8).

·         Eli mesmo sendo um sacerdote e estar constantemente na presença do Senhor, não tinha o controle de sua própria casa, pois os seus filhos eram ímpios (I Sm 2.12;13a;22-24). Quando ele soube o que os seus filhos faziam, os repreendeu, mas de nada adiantou (I Sm 2.25b).

·         Mardoqueu, embora solteiro, criou sozinho a Ester como sua própria filha (Et 2.7). Ele passou para ela todos os valores morais e espirituais de seu povo e ela o obedecia como a um pai (Et 2.10,20). E foi por obedecê-lo, que conseguiu salvar a si mesmo e ao seu povo das mãos de Hamã.

·         Jó, considerado por Deus como um homem incomparável em integridade e conduta cristã, exercia o papel de um verdadeiro sacerdote do lar (Jó 1.5). É dever do pai, ensinar aos seus filhos a caminhar na presença de Deus, e claro, ser exemplo em casa, para que os filhos possam se espelhar nele, afinal, ele é o cabeça do lar (Ef 5.23).

Se os filhos são herança do Senhor, não podemos criá-los de qualquer maneira (Ef 6.4). Porém, da mesma forma que os pais têm a responsabilidade com os filhos de cuidar, proteger e prover o sustento, e o conforto, os filhos também têm o dever de honrá-los (Ef 6.1-3), afinal de contas, se hoje existimos, foi porque os nossos pais nos deram essa oportunidade.

E como filhos de Deus, estamos nos portando como filhos mimados, rebeldes, querendo ter o favoritismo, chamar a atenção do nosso Pai apenas para nós e ter todos os nossos caprichos satisfeitos, ou estamos mostrando ao mundo que herdamos de nosso Pai o amor, carinho e compreensão que Ele tem por todos e os trata da mesma maneira e os perdoa sem fazer acepção? Temos evidenciado ao mundo as características do nosso Pai ou temos vivido de acordo com a nossa própria vontade?  

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Drama da Dor


(Transcrito)



“e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!.” Jó 1.21


A família de Jó passou por um terrível drama. Jó era um homem rico e um pai exemplar. Sua vida estava certa com Deus e com os homens. Deus testificou de sua integridade, mas Satanás questionou suas motivações. Deus permite a Satanás tocar em seus bens, em sua família e em sua saúde. Deus, então, constitui Jó em seu advogado e Satanás tira de Jó seus bens, seus filhos e sua saúde. Jó vai à falência. Perde seus dez filhos num único acidente e enterra todos eles no mesmo dia.

Assolado por uma dor indescritível, prostra-se, adora a Deus e diz: “O Senhor Deus deu, o Senhor Deus tomou, bendito seja o nome do Senhor”. O sofrimento de Jó não parava aí. Foi afligido também por uma doença terrível. Seu corpo ficou coberto de feridas. Sua pele necrosou sobre os ossos pontiagudos. Perdeu o apoio da mulher e ainda recebeu injustas acusações dos amigos.


Nesse mar revolto de dor, Jó não blasfemou contra Deus. Ao fim, o Senhor restaurou sua sorte, e devolveu-lhe o dobro de tudo quanto possuíra. O Deus de Jó é também o seu Deus. Espera nele e sua restauração brotará sem demora!



 

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aprendendo com as perdas


Por
Philip Polo (Nairóbi-Quênia)

" Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!" Jó 1.21


A alegria e a empolgação de minha visita aos Estados Unidos ficaram toldadas, de repente, pela ansiedade. Duas de minhas malas de viagem tinham sido perdidas. Estava tomado pela preocupação e tornando-me prisioneiro dela, o que não era saudável nem para mim nem para as pessoas à minha volta.


Então, a declaração de Jó, no versículo acima, veio-me à mente. Jó tinha perdido todos os bens que possuía e sua família fora destruída. Apenas podia imaginar o tumulto emocional em que ele devia estar. No entanto, mesmo depois de ter enfrentado tanto sofrimento, Jó ainda conseguia louvar a Deus.


Compreendi que também tinha chegado a este mundo sem nada e partirei sem nada. Ao contrário de Jó, tinha perdido apenas duas malas e os objetos no seu interior. Minha família está bem e saudável. Tenho recebido muitas bênçãos de Deus pelas quais devo ser grato. Esse pensamento trouxe-me a alegria, a paz de espírito e o conforto de que precisava. Refletir sobre o sofrimento de Jó, o servo de Deus, e sua resposta colocou meu pequeno sofrimento em perspectiva.



"Em vez de nos preocupar com o pouco que talvez possamos ter perdido, podemos agradecer a Deus pelo muito que recebemos".