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domingo, 29 de janeiro de 2012

Fuja do Mexeriqueiro



(Transcrito)


“O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios.” Pv 20.19



O mexeriqueiro não é um amigo verdadeiro. Quem não sabe guardar segredos não é uma pessoa confiável. Um indivíduo que se deleita em espalhar informações que maculam a honra do próximo torna-se uma companhia perigosa. Devemos nos manter longe de quem fala demais. A língua do mexeriqueiro é pior do que a peçonha de uma víbora, pois o veneno da víbora foi colocado nela pelo criador, mas o veneno da língua do mexeriqueiro foi colocado nele pelo diabo. O veneno da víbora pode tornar-se remédio, mas o veneno da língua do mexeriqueiro mata.

A boca do mexeriqueiro é uma cova de morte, é uma fagulha que provoca incêndios devastadores, é uma fonte poluída que lança de si lodo e lama. O amigo não expõe seu companheiro, mas o protege. O amor cobre multidão de pecados em vez de expô-los. Não há forma mais degradante de autoexaltação do que diminuir os outros. Não há forma mais vil de autopromoção do que espalhar os segredos dos outros com o propósito de envergonhá-los em público. A companhia do mexeriqueiro é uma ameaça; sua língua, uma destruição.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Deliciosos, Mas Perigosos



(Transcrito)


“As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre.” Pv 18.8



O ser humano tem uma atração quase irresistível por fazer comentários maliciosos. Boas notícias não vendem jornais. Os noticiários, porém, que comentam algum escândalo ou trazem à tona alguma notícia particular comprometedora de uma pessoa pública geram um enorme interesse na população. Os mexericos parecem deliciosos ao nosso paladar. Como gostamos de saboreá-los! As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem até o íntimo do homem. Há pessoas que se deliciam em ouvir notícias más acerca do seu próximo. Sentem um imenso prazer em saber do fracasso dos outros.

Olham a queda do próximo como uma espécie de compensação. Comparam-se com aqueles que tropeçam e sentem-se muito bem por não estarem nessa situação de desgraça. Esses aperitivos podem ser doces ao paladar. Podem descer até o mais interior do ventre, mas não são nutritivos. Fazem muito mal à saúde física, mental e espiritual. Saborear a desgraça alheia é um estado de profunda degradação espiritual. É um sinal de decadência dos valores morais. Um atestado de insensatez e entorpecimento espiritual.