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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Boca Fechada, Alma em Paz



(Transcrito)






“O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias.” Pv 21.23



Dizem que o peixe morre pela boca; o homem também. A língua desgovernada põe a vida toda a perder. Quem não domina sua língua envolve-se em muitas encrencas e sofre muitas angústias. Precisamos colocar guardas à porta dos nossos lábios. Dificilmente arrependemo-nos do que não falamos. O silêncio é preferível às palavras tolas. Falar na hora errada, com as pessoas erradas, com a motivação errada e com a tonalidade de voz errada é açoitar a nós mesmos com muitos flagelos. Uma língua destemperada é como uma fagulha que incendeia toda uma floresta. Uma língua maledicente é como veneno mortal.

Uma língua que espalha boatos e promove intrigas é um poço contaminado cujas águas produzem morte e não vida. Quantos casamentos já não foram desfeitos por causa de palavras irrefletidas! Quantos relacionamentos já não foram estremecidos e quebrados por causa de palavras insensatas! Quantas brigas e até mortes já não aconteceram por causa de palavras prenhes de malícia e ensopadas de maldade. Se quisermos preservar nossa alma de angústias precisaremos primeiro dominar a nossa língua.






quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Deliciosos, Mas Perigosos



(Transcrito)


“As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre.” Pv 18.8



O ser humano tem uma atração quase irresistível por fazer comentários maliciosos. Boas notícias não vendem jornais. Os noticiários, porém, que comentam algum escândalo ou trazem à tona alguma notícia particular comprometedora de uma pessoa pública geram um enorme interesse na população. Os mexericos parecem deliciosos ao nosso paladar. Como gostamos de saboreá-los! As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem até o íntimo do homem. Há pessoas que se deliciam em ouvir notícias más acerca do seu próximo. Sentem um imenso prazer em saber do fracasso dos outros.

Olham a queda do próximo como uma espécie de compensação. Comparam-se com aqueles que tropeçam e sentem-se muito bem por não estarem nessa situação de desgraça. Esses aperitivos podem ser doces ao paladar. Podem descer até o mais interior do ventre, mas não são nutritivos. Fazem muito mal à saúde física, mental e espiritual. Saborear a desgraça alheia é um estado de profunda degradação espiritual. É um sinal de decadência dos valores morais. Um atestado de insensatez e entorpecimento espiritual.