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domingo, 29 de janeiro de 2012

Fuja do Mexeriqueiro



(Transcrito)


“O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios.” Pv 20.19



O mexeriqueiro não é um amigo verdadeiro. Quem não sabe guardar segredos não é uma pessoa confiável. Um indivíduo que se deleita em espalhar informações que maculam a honra do próximo torna-se uma companhia perigosa. Devemos nos manter longe de quem fala demais. A língua do mexeriqueiro é pior do que a peçonha de uma víbora, pois o veneno da víbora foi colocado nela pelo criador, mas o veneno da língua do mexeriqueiro foi colocado nele pelo diabo. O veneno da víbora pode tornar-se remédio, mas o veneno da língua do mexeriqueiro mata.

A boca do mexeriqueiro é uma cova de morte, é uma fagulha que provoca incêndios devastadores, é uma fonte poluída que lança de si lodo e lama. O amigo não expõe seu companheiro, mas o protege. O amor cobre multidão de pecados em vez de expô-los. Não há forma mais degradante de autoexaltação do que diminuir os outros. Não há forma mais vil de autopromoção do que espalhar os segredos dos outros com o propósito de envergonhá-los em público. A companhia do mexeriqueiro é uma ameaça; sua língua, uma destruição.



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Escute Para Depois Responder



(Transcrito)


“Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.” Pv 18.13



Falar muito e ouvir pouco é um sinal de tolice. Responder antes de ouvir então é passar vexame na certa. Não podemos falar daquilo que não entendemos nem podemos responder sem ouvir sequer a pergunta. Uma pessoa sábia pensa antes de abrir a boca e avalia as palavras antes de proferi-las. Uma pessoa sensata rumina a pergunta antes de dar a resposta. O apóstolo Pedro, em alguns momentos de sua vida, não seguiu esse padrão. Era um homem de sangue quente. Falava sem pensar e, muitas vezes, falava sem entender o que estava falando. Por ter uma necessidade quase irresistível de falar, tropeçava em suas próprias palavras e se envolvia em grandes encrencas.

Na casa do sumo sacerdote, afirmou três vezes que não conhecia a Jesus, e isso, depois de declarar que estava pronto a ser preso com ele e até mesmo a morrer por ele. Falar do vazio da cabeça e da plenitude da emoção pode ser um enorme perigo. O caminho da sabedoria é ouvir mais e falar menos, é pensar mais e discutir menos, é abrir mais os ouvidos para abrir menos a boca.









sábado, 1 de outubro de 2011

Verificador do Tom



Por

Bill Crowder




LEIA - Colossenses 4:2-6


"A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um". —Colossenses 4:6


Dirigindo de volta para casa após o trabalho, uma propaganda no rádio chamou a minha atenção, pois mencionava um programa de computador que verifica os e-mails à medida que estes são escritos. Eu estava familiarizado com programas de “verificação ortográfica e gramatical”, mas esse era diferente. Ele checava o “tom”. O programa monitora a qualidade do fraseado dos e-mails para certificar-se de que eles não são exageradamente agressivos, desrespeitosos ou ameaçadores.

Enquanto escutava o locutor descrever as características deste programa, imaginei como seria ter algo semelhante para minha boca. Quantas vezes reagi rudemente em vez de ouvir primeiro — e, depois, me arrependi do que havia dito? Certamente, uma verificação de tom teria evitado que eu respondesse tão tolamente.

Paulo enxergou a necessidade de nós, cristãos, verificarmos nossa fala — especialmente ao falarmos com não cristãos. Ele disse: “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Colossenses 4:6). A preocupação dele era que o nosso falar fosse cheio de graça, refletindo a beleza do nosso Salvador. Nosso falar deve ser convidativo. Conversar no tom correto com os não cristãos é vital à nossa capacidade de testemunhar-lhes. A passagem em Colossenses 4:6 pode ser o nosso verificador de tom.

PENSAMENTO:




"Sempre que falamos, mostramos o nosso coração publicamente".


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ouça Mais e Fale Menos



(Transcrito)


“No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente.” Pv 10.19



Principalmente em tempos de tragédia, todos querem deixar seu recado, suas formulações teológicas, acusações e soluções. Mas a Bíblia nos alerta que quem fala muito também tem maior probabilidade de errar. Alguns brincam dizendo que a própria anatomia do corpo nos ensina essa verdade. Não temos dois ouvidos e uma boca por acaso. Precisamos ouvir mais e falar menos. Ou, conforme o ditado popular, “em boca fechada não entra mosca”. Tg 1.19: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”.

Por esta causa é que falar nem sempre é a melhor opção. Sobretudo quando não se sabe o que se fala. “Falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia” (Jó 42.3). Muitas vezes a melhor palavra de consolação é dada sem som, só com lágrimas. “Chorai com os que choram” (Rm 12.15). Em certos momentos é tolice tentar elucidar todos os porquês e dar razões ao inexplicável. É preciso sensibilidade para saber que existe “tempo de estar calado e tempo de falar” (Ec 3.7). Quero desafiá-lo a ouvir mais e a falar menos.