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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Criador Onipotente



(Transcrito)


“Os céus por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles.” 

Sl 33.6


O universo não é infinito. A infinitude é um atributo exclusivo de Deus. É sabido, porém, que o universo é majestoso tanto em seu colossal tamanho como em sua complexidade. Qual é a origem do universo? Para os evolucionistas o universo é fruto de uma geração espontânea. Outros dizem que o universo é resultado de uma megaexplosão. Há aqueles que pregam que o universo surgiu de uma evolução de bilhões e bilhões de anos. O universo tem em torno de noventa e dois bilhões de anos-luz de diâmetro.

Demorar-se-ia noventa e dois bilhões de anos, numa velocidade de trezentos mil quilômetros por segundo, para ir de uma extremidade à outra do universo. Teria o universo, com toda essa complexidade, sido fruto do acaso? Sabemos que o universo é composto de matéria e energia. Sabemos, ainda, que o universo é governado por leis. Matéria e energia não criam leis.

Logo, alguém fora do universo criou esses leis, uma vez que leis não criam a si mesmas. Só nos resta uma alternativa plausível: o universo foi criado. O rei Davi, há cerca de três mil anos, fez uma declaração estupenda: O universo foi feito por Deus! Diz a Palavra: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hb 11.3).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eleições 2010


Amigos, leitores e seguidores

Durante todo esse tempo nunca utilizei esse espaço para falar de assuntos que não fossem relacionados com a Palavra de Deus, até porque o intuito deste blog não é ser um blog pessoal, mas um canal de evangelização e conforto espiritual. Porém, nos últimos dias tenho me sentido incomodada com algumas coisas que estão acontecendo no nosso país que envolve diretamente a Igreja de Cristo, seus líderes e membros: as eleições 2010.

Durante muitos anos foi criado um mito pelas Igrejas Evangélicas, em torno da política, que “crente não se mistura com isso”, como se fosse algo que o impedisse de professar a sua fé e exercer a sua cidadania. Mas até então eu entendia essa posição, diante de tudo o que víamos e ainda vemos acontecer no cenário político com alguns que lá estão: conchavos, corrupção, escândalos, desvios de verbas, legislando em causa própria e tantas outras coisas que não condizem com os princípios éticos e cristãos. Claro que ainda existem pessoas sérias. Com o passar do tempo fomos aprendendo que mesmo sendo cristãos podíamos sim fazer acontecer a história de nossa nação, contribuindo para que os brasileiros pudessem ter dias melhores com leis mais justas.

Começamos a ver despontar no cenário político muitos evangélicos que venceram as eleições com os votos das Igrejas, muitos até lançaram-se com os títulos de “Pastor”, “Presbítero”, “Evangelista”, “Missionário”, "Cantor", mas infelizmente nem todos atenderam as expectativas daqueles que depositaram neles o seu voto de confiança. Muitos se envolveram em escândalos e mancharam assim o nome do Evangelho. Por essa razão muitos conservadores ainda continuam levantando a bandeira de que “crente e política não se misturam”. Infelizmente em parte têm razão, os que defendem essa postura, pois o “poder” cega alguns e com isso esquecem-se dos seus princípios e valores e passam a compactuar com os erros dos outros em nome das famosas “alianças políticas”, o famoso “toma lá, dá cá”. Infelizmente nem todos se portam como José, que chegou a ser Governador no Egito sem nunca pecar contra seu Deus (Gn 39) ou Daniel, que mesmo com o decreto do Rei não deixou de orar ao seu Deus (Dn 6).

Eu sempre gostei de política, não nego, o assunto me fascina, gosto de estar informada sobre os rumos políticos de minha cidade, estado e país; mas sempre me posicionei contra tudo o que fosse de encontro à minha fé e os meus princípios éticos e morais. Evitei me expor esse ano sobre minha opção de voto até uns dias atrás. Mas após ver e ouvir tantas acusações, trocas de farpas pela internet, declarações em blogs, vídeos no Youtube resolvi escrever essa matéria.

Nunca votei em ninguém por pensar: “vou votar nesse(a) porque vai ganhar, não quero dar meu voto a perdedor”, eu sempre votei consciente de que aquela pessoa merecia o meu voto, eu estava acreditando em suas propostas, acreditando que ela poderia fazer a diferença, independente de ter chance ou não de vencer. Comigo é assim: pra ganhar ou perder estou com a pessoa até o fim.

Esse ano a situação está mais complicada do que nunca. Em toda a minha vida, nunca vi tantos evangélicos candidatos, que em alguns momentos ao assistir o Guia Eleitoral eu não sabia se estava vendo uma propaganda política ou um culto na TV. Até que ponto isso é bom ou ruim? Depende de quem é o candidato(a), se tem capacidade de fato de ser um representante do povo, se de fato vai contribuir ou se vai ser um fantoche nas mãos dos mais antigos que já estão acostumados com o “ritmo” das coisas.

Mas o que mais me incomoda no pleito desse ano não é quantidade de candidatos evangélicos, mas o rumo que está tomando a campanha eleitoral. Em nome da política partidária líderes evangélicos estão trocando acusações em tudo quanto é meio de comunicação, uns em defesa do atual Governo, outros, contra, e no final de tudo a confusão vai dando lugar ao escândalo, porque foge do âmbito político e chega ao pessoal.

Não sou e nunca fui simpatizante do partido do atual Governo, e depois de saber com mais detalhes através da mídia (nada fictício ou difamatório, apenas a realidade) alguns dos seus planos futuros para o nosso país, além claro, de acompanhar tudo o que vem acontecendo nesses 08 anos, me vejo no direito de não votar na candidata indicada e apoiada pelo Presidente. O que me deixa mais chocada é ver que muitos não enxergam defeitos ou problemas nesse Governo, que como eu sempre digo, nem Jesus Cristo conseguiu ser unanimidade como tem sido o Presidente da República. Me choca mais ainda é evangélicos que saem em defesa do partido da situação enviando comunicados via e-mail ou Orkut, dizendo que os evangélicos estão sendo “criadores de boatos difamatórios” pois falam mal da candidata do Governo “sem provas”. Se os meios de comunicação são mentirosos, não entendo porquê ainda estão exercendo o jornalismo abertamente, pois a maioria das informações que foram repassadas, estão no Youtube e foram veiculadas em Telejornais de grande repercussão.

O que sei é que muito me espanta esse ano a UNIÃO EM MASSA de pastores evangélicos dando o seu apoio a candidata do Governo após participarem de uma reunião onde ela “desmente” as suas declarações a favor do aborto e outros planos que ferem a fé cristã. Seria muito bom se esses mesmos pastores se UNISSEM para proclamar o Evangelho sem se preocupar com placa de Igreja, sem destaques para seus “ministérios”, com a mesma força e dedicação que estão se unindo para defender a referida candidata. Durante décadas sempre se viu a famosa “divisão”: “Eu sou de Paulo, e eu sou de Apolo” (I Co 3:4), cada um querendo que a sua denominação seja mais famosa que a outra, que seus templos suntuosos apareçam mais que a mensagem do Evangelho, que a sua denominação seja a “mais pura, a mais certa, a mais santa”, mas em se tratando do PODER preferem provar dos “manjares do rei” do que se servir de “água e legumes” (Daniel 1:8). Por que nunca houve uma união desses mesmos líderes para lançar um candidato que representasse a fé cristã para Presidente? Claro que não pode acontecer isso, porque sempre vai prevalecer a “divisão”, nunca que vão chegar a um consenso.

Não estou votando contra o atual Governo por ser massa de manobra, ou “Maria-vai-com-as-outras”. Sei perfeitamente o que quero, sempre votei consciente e até mesmo quando anulei meu voto, tinha consciência do que estava fazendo. O que eu não quero é ser obrigada a aceitar que tudo o que vai de encontro aos princípios bíblicos se tornem normais, naturais tais como o aborto, a prostituição, a união homossexual, e não me venham me rotular de homofóbica (não odeio o homossexual, só não concordo e nem aceito a sua prática) e nem com o papo de que o nosso país é laico, pois se os princípios bíblicos e cristãos não importam, então pra quê as sessões nas Câmaras de Vereadores ou Assembléias Legislativas dizem que é “em nome de Deus” que elas estão tendo início? Se é um estado laico, por que tem esse preâmbulo na Constituição Federal: “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”.? Infelizmente com o passar dos anos as pessoas estão se distanciando de Deus, do Deus único e verdadeiro e cada um está vivendo de acordo com o deus que idealiza, por isso o mundo está desse jeito. Muito me entristece ver líderes evangélicos firmarem aliança com políticos que defendem veementemente tais práticas como se isso fosse normal. Se hoje não combatem, futuramente não terão do que reclamar, pois fizeram parte da aliança política que levou ao poder essas pessoas.

Sei que a grande tribulação virá, não há como anular esse acontecimento, mas só será vencedor aquele que permanecer fiel: “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Apocalipse 2:10). Não é porque temos que passar pela tribulação que teremos que ser coniventes com o que ela trará.

Não acredito que nos dias atuais possamos proclamar: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmos 33:12) porque não estamos vivendo nos tempos bíblicos, em que TODOS seguiam o que o DEUS TODO-PODEROSO falava através de seus profetas. Vivemos numa nação onde existe a pluralidade de crenças e religiosidade, e cada um quer valorizar a sua. Mas também não sou obrigada a dar o meu voto a quem vai de encontro a minha fé, se tenho liberdade de expressão eu voto em quem eu quero. E também não sou obrigada a aceitar que me “enfiem goela abaixo” todo e qualquer tipo de lei que venha ferir meus princípios éticos e cristãos. Também não voto num evangélico APENAS porque ele é evangélico, preciso ver se ele tem uma conduta de fato de cristão para que eu possa votar nele. Portanto, mesmo que tudo o que hoje o atual Governo “desmente” do que foi noticiado aconteça de fato, as leis sejam aprovadas, cristãos, pastores e Igrejas sejam perseguidos, prevaleça o que o partido defende, eu terei a minha consciência tranquila de que NÃO FOI COM O MEU VOTO que eles chegaram ao poder.

“Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome... Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” Apocalipse 3: 8, 10, 11
Que Deus nos ajude nesse dia 03 de Outubro a votar com a razão e não apenas com a paixão e a emoção. Não por cor de bandeira partidária, mas pela bandeira dos princípios morais e éticos que devem reger a nossa vida.
(Angela Vauthier)