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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O Amor Que Celebra


(Transcrito)


“Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida”. Lc 15:6b



Nas três parábolas de Lucas 15: da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho perdido encontramos o mesmo desfecho, a celebração festiva pelo encontro do que estava perdido. Há mais alegria por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove que pensam que não precisam de arrependimento (Lc 15.7). Há júbilo diante dos anjos de Deus por um só pecador que se arrepende (Lc 15.10). Há festa na casa do pai, quando o pródigo volta ao lar (Lc 15.23,24). Deus festeja e celebra a nossa volta para ele. Que sublime o amor de Deus!


Você tem um valor infinito para Deus. O pastor perdeu uma ovelha dentre cem; a mulher uma dracma dentre dez e o pai, que tinha dois filhos, viu um abandonar o lar. O pastor não desistiu da ovelha. Ele foi atrás dela até encontrá-la. A mulher não se conformou em perder uma das moedas. Acendeu a candeia, varreu a casa até encontrá-la. O pai jamais desistiu de esperar o filho voltar para seus braços. Deus se importa com você. Ele ama você com amor eterno.


PENSE:

"Deus não cessa de procurar você para perdoá-lo e celebrar a sua volta".



terça-feira, 18 de maio de 2010

18 de Maio Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil

Araceli Cabrebra Sanches

“Esquecer é permitir. Lembrar é combater”. Este é o slogan do 18 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil. A data reafirma a importância de se denunciar e responsabilizar os autores de violência sexual contra a população infanto-juvenil. Instituído em 2000, o dia faz alusão a um crime, ocorrido no Espírito Santo, há 37 anos, em que Araceli Cabrera Sanches , então com oito anos de idade, foi violentada e assassinada.


O CASO ARACELI



Sequestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.



Os acusados, Paulo Helal e Dante de Bríto Michelini, eram conhecidos na cidade pelas festas que promoviam em seus apartamentos e em um lugar, na praia de Canto, chamado Jardim dos Anjos. Também era conhecida a atração que nutriam por drogar e violentar meninas durante as festas. Paulo e Dantinho, como eram mais conhecidos, lideravam um grupo de viciados que costumava percorrer os colégios da cidade em busca de novas vítimas.



A Vitória daquela época era uma cidade marcada pela impunidade e pela corrupção. Ao contrário do que se esperava, a família da menina silenciou diante do crime. Sua mãe, viciada em cocaína, foi acusada de fornecer a droga para pessoas influentes da região, inclusive para os próprios assassinos.



Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte, contudo, ainda causa indignação e revolta. O Dia Nacional Contra o Abuso e a Exploração Sexual Infanto-juvenil vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.



Lei 9.970 – Institui o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil
Art. 1º. Fica instituído o dia 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.



Texto extraído de: http://www.cedeca.org.br/