
Primeiro, o amor de seu primo Mardoqueu em criá-la como filha, quando esta ficou órfã. Também seu amor para com Mardoqueu, pois o respeitava e obedecia como a um pai.


Estamos vivendo numa época em que as famílias estão um tanto quanto desestruturadas. Hoje não temos mais o retrato familiar tradicional: pai, mãe e filhos, e isso alcançou até mesmo o nosso meio evangélico, infelizmente. Muitas famílias hoje são compostas de filhos com padrastos e madrastas. Os filhos de hoje são na maioria rebeldes e não ouvem conselhos dos pais e muito menos os obedecem. Outros pais são brutos e agressores. Ainda há aqueles que são piores: abusam e violentam sexualmente. Mas não podemos nos conformar e aceitar essa situação, é preciso além de muita oração para educar os filhos, também dar exemplo e ensiná-los a trilhar o caminho certo (PV 22:6).
Na Bíblia temos alguns exemplos de atitudes familiares que veremos a partir de agora, que nos mostrarão o quanto é precioso ter uma família em harmonia, principalmente com Deus.
LIÇÃO: Para sermos amados e aceitos por Deus, não precisamos “matar” o nosso irmão. No coração de Deus tem lugar e amor para todos, basta que como filhos, possamos obedecê-Lo e seguir os Seus ensinamentos.
LIÇÃO: Idade avançada e cabelos brancos não são sinais de demência ou incapacidade, mas sim, sinais de experiência de quem já viveu diversas situações e soube contorná-las.
LIÇÃO: Devemos respeitar nossos pais até o fim da vida, nossa ou deles, pois quando respeitamos e obedecemos temos vida longa.
LIÇÃO: Quando Deus é o centro de nossa vida, por mais que nos machuquem e tentem impedir os planos que Ele tem pra nós de nada adianta, pois Ele sempre cumpre o que planeja. Ele É Soberano!
Poderíamos mostrar muitos outros exemplos bíblicos, porém o que gostaríamos de enfocar com esses aqui citados é a maneira como os filhos se comportam com relação aos seus pais e familiares. Hoje o que vemos, são filhos que pouco se importam com a opinião ou conselhos de seus pais, não têm respeito nem mesmo quando estes estão em idade avançada. Mas também existe uma grande parcela de culpa dos próprios pais em tudo isso que está acontecendo, hoje, a maioria das crianças estão sendo criadas por terceiros: avós, tios, babás, em creches, porque ou os pais estão trabalhando fora, ou apenas a mãe. Quando estes chegam em casa após um dia de trabalho exaustivo, já não têm paciência para cuidar dos filhos, aí as crianças ao invés de receberem amor, carinho atenção são tratados com brutalidade, indiferença ou espancamento.
Existem também aqueles que tentam recomeçar as suas vidas conjugais tão depressa que nem conhecem bem quem é que estão colocando dentro de suas casas e o que vemos são crianças que estão perdendo a infância e quem sabe até a vida inteira por serem vítimas de traumas que carregarão para sempre após terem sido abusadas e/ou violentadas sexualmente, outras sofrendo torturas físicas e psicológicas que nunca serão apagadas de suas mentes e/ou corpos.
É preciso que nós possamos pedir sabedoria ao Senhor para que nossas crianças sejam educadas no temor de Sua palavra e tornem-se cidadãos que façam a diferença neste mundo que jaz no pecado. Amor, carinho, dedicação e limites são os ingredientes para que tenhamos filhos emocionalmente saudáveis, fazer comparações entre filhos, ou ter predileção por algum trará conseqüências amargas.
Pais, lembrem-se que o tempo passa depressa e se você não acompanhar o crescimento de seu filho ficará uma lacuna que nunca será preenchida, pois o tempo não volta. De nada adianta trabalhar incansavelmente para dar um conforto maior ao seu filho e perder os seus primeiros balbucios, seus primeiros passos, suas primeiras travessuras; não estar presente em seus momentos de tristeza para dar apoio, ou em compartilhar seus momentos de alegria. Prover o sustento é preciso, mas que não se esqueça de cuidar dos filhos.
Filhos, também é preciso que se repense a maneira como estão se relacionando com os pais. Obedecer e respeitar não vai fazer de você o pior de todos os seres humanos, pelo contrário, só se tem a ganhar: o amor, o carinho, e a admiração de seus pais. O lar onde filhos e pais trocam amor e respeito a harmonia impera. Conflitos de gerações existem, mas só reconhecemos que naquele momento nossos pais estavam corretos quando atingimos a maturidade ou quando nos tornamos pais também. Filhos obedientes se tornam cidadãos exemplares, bons funcionários, e cristãos dispostos a trabalhar para o Senhor. Lembrem-se que Deus não se agrada de rebeldes, e o primeiro a se rebelar foi o diabo, então este não é um bom exemplo a seguir.
Que possamos repensar como está nosso lar. Será que temos sido exemplo? E se temos, qual o exemplo que temos dado? Como nossos vizinhos nos vêem? Cristo tem sido o centro de nosso lar?
Os últimos dias estão chegando, é preciso que nós não nos acomodemos, mas que possamos deixar que a nossa luz resplandeça e que o nosso lar seja um lugar de aconchego, amor e principalmente de adoração ao Senhor. Nossa vida é como um livro aberto para que a humanidade possa ler, então, o que será que temos escrito no livro de nossa existência?
Que arvoremos essa bandeira: a minha família é um exemplo a ser seguido porque Cristo é o centro dela e por isso em nosso meio existe amor e harmonia.
“Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar”. (Bertrand Russel)
Angela Vauthier

No mundo de hoje, onde as pessoas se preocupam mais com a beleza exterior e cultuam o corpo acima de tudo, deixo essa reflexão para sua meditação:
NÓS E O ESPELHO
(Transcrito)
Alguém muito desanimado, entrou numa Igreja e em determinado momento disse para Deus:
-“Senhor, aqui estou porque em Igrejas não há espelhos, pois nunca me senti satisfeito com minha aparência”.
Subitamente uma folha de papel caiu aos pés, vinda do alto do templo. Atônito, ele a apanhou e nela viu a seguinte mensagem:
“Minha criatura, nenhuma das Minhas obras veio ou ficou sem beleza, pois a feiúra é invenção dos homens e não Minha.
Não importa se um corpo é gordo ou magro, ele é o templo do espírito e este é eterno.
Não importa se braços são longos ou curtos, sua função é o desempenho do trabalho honesto.
Não importa se as mãos são delicadas ou grosseiras, sua função é dar e receber o bem.
Não importa a aparência dos pés, sua função é tomar o rumo do amor e da humildade.
Não importa o tipo do cabelo, e se ele existe ou não numa cabeça, o que importa são os pensamentos que por ela passam.
Não importa a forma ou a cor dos olhos, o que importa é que eles vejam o valor da vida.
Não importa um formato de nariz, o que importa é inspirar e expirar a fé.
Não importa se a boca é graciosa ou sem atrativos, o que importa são as palavras que dela saem.”
Ainda atônito, esse alguém dirigiu-se para a porta de saída, que tinha algumas partes de vidro. Nesse exato momento sentiu que toda sua vida se modificaria. Havia esse lembrete na porta aderido:
“Veja com bons olhos seu reflexo neste vidro e lembre-se de tudo que deixei escrito. Observe que não há uma única linha sobre Mim que afirme que Sou bonito”.

Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível. Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças. Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana. Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles. A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante. O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho. Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias. É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.
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“O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” Deuteronômio 6:4-7. Essas palavras foram ditas por Moisés ao povo de Israel após apresentar-lhes os 10 Mandamentos recebidos por Deus para que eles pudessem cumpri-los.
Em nossos dias é raro vermos um lar onde os pais cumpram o que nos fala o texto acima: ensinar os filhos com persistência. Ultimamente temos visto que essa função tem sido repassada para terceiros, ou seja: avós, babás, empregadas, professores na escola secular ou na Igreja. Infelizmente os lares de hoje não são mais os mesmos, não existe mais o modelo tradicional formado por pai e mãe, e sim, a maioria dos lares hoje é chefiado apenas pela figura materna por várias razões: ficaram viúvas, são mães solteiras, ou separadas do marido. Daí, essa mãe tem que acumular funções, pois ela também tem que ser a provedora da família, e o resultado são filhos que crescem sem referencial paterno e muitas vezes até mesmo materno, pois como passam o dia longe da mãe, ao chegar em casa ou ela está cansada demais para dar atenção ao filho ou se comporta como uma irmã mais velha e tenta compensar a sua ausência sendo mais uma amiguinha de brincadeiras que atende a todos os pedidos do filho do que mesmo uma mãe como ele precisa. Por essas e outras razões temos visto tantos adolescentes que estão perdidos na marginalidade, drogas e prostituição, por causa da falha dos pais em sua educação, pois a fase principal de formação do seu caráter (de 0 aos 7 anos) foi comprometida.
No dia 13 desse mês (Julho) o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) estará completando 18 anos, e ele foi criado justamente para defender os direitos das crianças e adolescentes quando são violados. Então, quando a família falha, o Estado age. Para muitos pode ser uma lei que foi criada para “passar a mão na cabeça” de adolescente infratores, mas a verdade é que o adolescente autor de ato infracional não fica impune. Devemos nos lembrar que após a criação dessa lei, muitos direitos que antes não eram respeitados agora são porque as pessoas estão mais esclarecidas quantos aos seus direitos, até mesmo as crianças.
Que possamos saber educar bem as nossas crianças para que elas não necessitem ser mais uma na estatística dos Conselhos Tutelares e Delegacias Especializadas de Proteção a Criança e ao Adolescente como vítimas de violência familiar, sexual ou psicológica. Mas que as nossas crianças e adolescentes sejam os futuros cidadãos que irão mudar a história de nosso país.
Angela Vauthier.


