quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mesmo que a morte nos separe!




No mundo em que vivemos onde as pessoas estão banalizando o amor, confundem com atração sexual ou paixão, essa é uma história real que nos dá uma grande lição sobre o verdadeiro valor do amor e da pessoa amada. A Bíblia nos diz em Cantares 8: 6b,7: “...porque o amor é forte como a morte... as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.”




A moça da foto se chama Katie Kirkpatrick, de 21 anos. Ao lado dela está o noivo, Nick, de 23. A foto foi tirada pouco antes da cerimônia de casamento dos dois, realizada em 11 de janeiro de 2005 nos Estados Unidos. Katie tem câncer em estado terminal e passa horas por dia recebendo medicação. Na foto Nick aguarda o término de mais uma destas sessões.

A curta, porém rica, história de Katie teve seu primeiro solavanco em 2002, quando ela foi diagnosticada com um tipo de tumor malígno no cérebro. Isso não a abateu, pois ela continuou com os estudos normalmente, até que em 2003, foi diagnosticada novamente com outro tumor. Dessa vez, Kirkpatrick recebeu um diagnóstico de um tumor malígno e inoperável numa das artérias próximas ao pulmão. A jovem Katie, ainda participou de um tour na França para levantar fundos em prol de uma fundação cuida de pessoas com câncer!





No dia 15 janeiro de 2005, depois de 03 anos lutando contra a doença, a moça casou-se com o delegado da cidade de Lapeer, Nick Godwin, na Igreja de Cristo em Hazel Park – Michigan. Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos estarem apresentando falência e ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento e fez questão de cuidar do máximo de detalhes. O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie perdia peso todos os dias devido ao câncer.




Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie. Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também. O outro casal da foto são os pais de Nick, emocionados com o casamento do filho com a mulher que namorou desde a adolescência.



Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio, ouve o marido e os amigos cantarem para ela.



No meio da festa Katie tira um tempo para descansar. A dor a impede de ficar de pé por muito tempo.

Cinco dias depois, Katie Kirkpatrick Godwin faleceu no McLaren Regional Medical Center, em Flint - Michigan. As fotos venceram um concurso americano de jornalismo.
Meses depois foi criado um Spa em Michigan com o nome de Katie, que ajuda pacientes com câncer.



Infelizmente é raro vermos histórias como essa em nossos dias, muitos têm se tornado egoístas, querem apenas curtir o momento, não querem compromisso, acham que casar ou amar é sinônimo de prisão, escravidão. E o pior é quando a pessoa “amada” por alguma razão fica inválida e o outro a abandona no momento que ela mais precisa. Que bom seria se todos pudessem amar sem medo, como Katie e Nick. Que não esqueçamos nunca que: "No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor..." (I João 4:18a)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Difícil Arte de Perdoar




Todos nós passamos por momentos em nossas vidas que precisamos perdoar e sermos perdoados. Quantas vezes nos nossos momentos de discussão dizemos coisas que ofende a quem amamos e voltamos atrás e queremos ser perdoados porque não era aquilo que a gente queria falar naquele momento, estávamos de “cabeça quente” e quando somos perdoados sentimos uma gostosa sensação de alívio.

Mas e quando é o contrário? Será que temos a mesma disposição pra perdoar quando somos ofendidos? É muito difícil não é mesmo? A ofensa é uma dor que não quer passar, sempre fica voltando aquele “filme” em nossa mente e algo mais forte do que nós, nos diz pra não perdoar porque a ferida não sarou ainda.

E ainda existe uma ferida mais complicada que tende a não sarar tão rápido, como uma úlcera nervosa, é quando alguém que nós amamos nos é tirado brutalmente por um assassino. Como é difícil a gente dizer que perdoa essa pessoa, a nossa vontade é querer vingança (justiça para muitos tem esse significado), fazer com nossas próprias mãos o que o criminoso fez com nosso ente querido. Mas aí surge o questionamento: devemos nos rebaixar ao mesmo nível dele? E o que vamos fazer com os ensinamentos de Cristo que nos manda perdoar 70 x 7 a mesma pessoa? Difícil não é mesmo?

A Bíblia nos dá exemplos de pessoas que erraram e foram perdoadas não apenas por Cristo (pois nós podemos dar a desculpa que Ele perdoou porque é um Deus), mas por seres humanos como nós: Esaú perdoou a Jacó seu irmão por ter lhe tomado a primogenitura (Gn 33); José perdoou seus irmãos por terem lhe vendido como escravo (Gn 45) e todas as pessoas que Jesus Cristo perdoou durante o Seu ministério aqui na terra, até mesmo o ladrão que estava ao Seu lado na cruz (Lc 23). Por que será que nós temos a tendência de não querer seguir esses exemplos de perdão? Mas não podemos esquecer que todas as pessoas que foram perdoadas pagaram o seu preço, Jacó sofreu mais de 14 anos a exploração de trabalho por parte de seu sogro Labão; os irmãos de José sofreram a angústia de achar que ele estava morto durante anos e ainda passaram por momentos de tortura psicológica até que José revelasse sua verdadeira identidade; e o ladrão da cruz mesmo recebendo o perdão de Cristo não escapou de sua sentença: a morte.

No nosso país temos as leis penais e as paralelas, infelizmente, pois toda pessoa que passar por um presídio nunca mais conseguirá se livrar dessa mancha, mesmo que tenha pago toda a pena imposta em sua condenação.

O Conselho Nacional de Justiça lançou a campanha COMEÇAR DE NOVO, onde incentiva as empresas darem uma nova chance a um ex-presidiário para trabalhar, evitando assim que ele volte ao mundo do crime. Mas será que os empresários e nós mesmos como cidadãos comuns estamos prontos e dispostos a dar essa segunda chance, se todos nós temos a tendência de nos tornar juízes e decretar sentenças eternas?

Não quero com isso dizer que a pessoa não deve ser presa pelo crime que cometeu e apenas ser perdoada e pronto. Nada disso. Deve pagar sim pelo crime e cumprir a sentença imposta pela justiça, mas depois de tudo pago não precisa carregar eternamente essa condenação. O interessante é que nós só condenamos e perdoamos a quem nos convém.

Digo isto porque ao assistir ontem 08/04 na TV a entrevista (se é que podemos chamar de entrevista, pois estava mais pra um novo julgamento) com o ex-ator Guilherme de Pádua no SBT, percebi o quanto isso é real. Pois, por mais que ele tenha mostrado que hoje é uma nova pessoa, que pagou sua pena de acordo com as nossas leis (que sabemos que necessita de reformulações, mas é a que temos que cumprir), e que ao contrário de muitos, ele não voltou a praticar crimes, mas tem trabalhado para recuperar vidas que estão na marginalidade, foi tratado como um assassino frio, calculista, psicopata e acusado de que estava atuando o tempo inteiro na entrevista. Tudo porque a vítima era filha de alguém influente e ele um desconhecido recém-chegado na mídia. Engraçado que essa emissora, o SBT, passou quase 06 meses tentando convencê-lo a romper o silêncio e mostrar quem ele é hoje.

Mas vamos refletir um pouco, por que o Guilherme não pode ser considerado uma pessoa que pode ter uma vida normal na sociedade? Porque ele foi condenado por matar uma pessoa? Ou por causa da forma que a pessoa foi morta? Ou ainda porque a vítima era filha de uma pessoa influente? Não importa qual seja a alternativa, nesse caso, para a maioria dos brasileiros ele vai ser um criminoso sempre.
Porém, outros artistas cometeram crimes e alguns nem chegaram a ser presos e continuam na fama e recebendo os aplausos desses mesmos que condenam mais uma vez o Guilherme. Vejamos:

Em fevereiro de 2000, o cantor Alexandre Pires, na época ainda no grupo SPC, matou um homem atropelado quando dirigia o seu veículo. Foi condenado a pagar R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais) de indenização à família da vítima. 10 anos se passaram e ele continua sendo um cantor de fama internacional, pois já cantou até na Casa Branca (USA). Agora pense comigo, foi preso? Não. A indenização trouxe a vida do rapaz de volta? Também não. E por que ele é ovacionado, se tirou a vida de um ser humano?

Em agosto de 2001 o cantor Renner, da dupla Rick e Renner também se envolveu num acidente de carro e desta vez duas vidas foram ceifadas. Um casal que vinha numa moto foi atropelado pelo carro do cantor e morreu. Foi preso? Não. Continua fazendo sucesso? Claro sim. As pessoas continuam comprando seus CD’s, indo aos seus shows, e ele também tirou a vida de duas pessoas.

O cantor Belo em 2002 foi acusado de estar envolvido com tráfico de drogas e em 2004 foi condenado a 08 anos de prisão. Interessante que em 2009 ele já estava com CD novo na praça e com participação internacional de uma cantora italiana. Como pode 08 anos se passar tão rápido não é mesmo? E aonde o Belo chega os fãs vão ao delírio, está em quase todos os programas de auditório, sua namorada é sempre associada a imagem dele. E as vidas que se perderam no vício e na guerra do tráfico? Tráfico esse que ele era sócio. Esqueceram?

Netinho de Paula em 2005 foi acusado de agredir a esposa com um soco no olho. 01 ano após o ocorrido é a que a Lei Maria da Penha foi sancionada, mas ele sofreu alguma punição? Creio que não. Continua fazendo shows, apresentando programa na TV, é vereador em São Paulo e agora pretende sair candidato a Senador.

Por essas e outras razões eu chego à conclusão que todos nós temos nos tornado juízes para punir e perdoar apenas aqueles que nós queremos, que nos agrada, não tendo de fato deixado que a imparcialidade esteja presente na hora de julgar ou de perdoar. Esquecemos que “A vingança nos torna iguais ao inimigo; o perdão faz-nos superiores a ele."


Angela Vauthier

segunda-feira, 29 de março de 2010

O Sacrifício de Cristo

(Transcrito)







Através dessa mensagem, reflita o verdadeiro significado do sacrifício de Cristo. Não o veja como um megaespetáculo, sob os holofotes das grandes produções cinematográficas, mas sim, como uma dádiva do Deus Todo-Poderoso para a salvação de nossas almas. Deus nos deu de presente o que Ele tinha de melhor: o Seu único Filho.
Dê o seu melhor para Deus: a sua vida para servi-Lo!
(Angela Vauthier)



A AGONIA DE JESUS
Relato de um médico francês Dr.Barbet, professor-cirurgião, sobre a agonia de Jesus Cristo, reconstituindo as dores sofridas por Ele, em nosso lugar.

"Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso portanto escrever sem presunção a respeito de morte, como a de Jesus.

"Jesus entrou em agonia no Getsemani e Seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O único Evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes.

Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e O prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio Lhe impregna a fronte, a cabeça gira e vem uma vertigem de náuseas, calafrios Lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto, pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

Depois do escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

Pilatos, depois de ter mostrado aquele Homem dilacerado à multidão feroz, O entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz; pesa uns cinquenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados O puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, frequentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando Ele cai por terra, a viga Lhe escapa, escorrega, e Lhe esfola o dorso. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a Sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva; ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.

O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as Suas chagas se incrustam de pedregulhos. Depositam-No sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apóiam-nO sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que o homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego, quando o corpo é suspenso na cruz, o nervo esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-O primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-O tombar para trás, O encostam na estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira.

Cada vez que o Mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor. Pregam-Lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, Lhe queima, mas Ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado Lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam titânia, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, Seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.

Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".
Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça.

Foram transmitidas sete frases pronunciadas por Ele na cruz: cada vez que falou, elevou-se, tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!

Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas Ele não pode enxotá-las.

Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as Suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, Lhe arrancam um lamento: "Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado!". Em seguida num grande brado diz: "Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito". E morre.

E morre, no meu lugar e no seu. Não façamos dessa morte, que trouxe nova vida a todos nós, uma morte sem nexo.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ser Mulher

Sempre admirei esse poema, pois retrata de
maneira muito especial o que é Ser Mulher.
E em homenagem a todas as mulheres dedico esta mensagem:






SER MULHER (Silvana Duboc)

Ser mulher é viver mil vezes em apenas uma vida,
é lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora,
é estar antes do ontem e depois do amanhã,
é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.

Ser mulher é caminhar na dúvida cheia de certezas,
é correr atrás das nuvens num dia de sol
e alcançar o sol num dia de chuva.

Ser mulher é chorar de alegria
e muitas vezes sorrir com tristeza,
é cancelar sonhos em prol de terceiros,
é acreditar quando ninguém mais acredita,
é esperar quando ninguém mais espera.

Ser mulher é identificar um sorriso triste
e uma lágrima falsa,
é ser enganada e sempre dar mais uma chance,
é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.

Ser mulher é estar em mil lugares de uma só vez,
é fazer mil papéis ao mesmo tempo,
é ser forte e fingir que é frágil pra ter um carinho.

Ser mulher é se perder em palavras
e depois perceber que se encontrou nelas,
é distribuir emoções que nem sempre são captadas.

Ser mulher é comprar, emprestar, alugar,
vender sentimentos, mas jamais dever,
é construir castelos na areia,
vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim amá-las.

Ser mulher é saber dar o perdão,
é tentar recuperar o irrecuperável,
é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.

Ser mulher é estender a mão a quem ainda não pediu,
é doar o que ainda não foi solicitado.

Ser mulher é não ter vergonha de chorar por amor,
é saber a hora certa do fim,
é esperar sempre por um recomeço.

Ser mulher é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores,
das desilusões, das traições e das decepções.

Ser mulher é ser mãe dos seus filhos
e dos filhos de outros e amá-los igualmente.

Ser mulher é ter confiança no amanhã
e aceitação pelo ontem,
é desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos
e fincar a bandeira da conquista.

Ser mulher é entender as fases da lua
por ter suas próprias fases.
É ser "nova" quando o coração está a espera do amor,
ser "crescente" quando o coração está se enchendo de amor,
ser "cheia" quando ele já está transbordando de tanto amor
e "minguante" quando esse amor vai embora.

Ser mulher é hospedar dentro de si o sentimento do perdão,
é voltar no tempo todos os dias
e viver por poucos instantes coisas
que nunca ficaram esquecidas.

Ser mulher é cicatrizar feridas de outros
e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando.

Ser mulher é ser princesa aos 20,
rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda.

Ser mulher é conseguir encontrar uma flor no deserto,
água na seca e labaredas no mar.

Ser mulher é chorar calada as dores do mundo
e em apenas um segundo já estar sorrindo.

Ser mulher é subir degraus
e se os tiver que descer não precisar de ajuda,
é tropeçar, cair e voltar a andar.

Ser mulher é saber ser super-homem quando o sol nasce
e virar cinderela quando a noite chega.

Ser mulher é ter sido escolhida por Deus
para colocar no mundo os homens.

Ser mulher é acima de tudo um estado de espírito,
é uma dádiva, é ter dentro de si um tesouro escondido
e ainda assim dividi-lo com o mundo!

Hoje Recebi Flores

(Transcrito)







Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial.
Tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite
e ele me disse muitas coisas cruéis
que me ofenderam de verdade.
Mas sei que está arrependido e não as disse a sério,
porque ele me enviou flores hoje.
Não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial.


Ontem ele atirou-me contra a parede
e começou a asfixiar-me.
Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos
e sabemos que não é real.
Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados.
Mas eu sei que está arrependido porque ele
me enviou flores hoje.
E não é São Valentim ou nenhum outro dia especial...

Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me.
Nem a maquiagem ou as mangas compridas
poderiam ocultar os cortes e golpes que
me ocasionou desta vez.
Não pude ir ao emprego hoje porque não queria
que se apercebessem.
Mas eu sei que está arrependido porque ele
me enviou flores hoje.
E não era dia das mães ou nenhum outro dia.

Ontem à noite ele voltou a bater-me,
mas desta vez foi muito pior.
Se conseguir deixá-lo, o que é vou fazer?
Como poderia eu sozinha manter os meus filhos?
O que acontecerá se faltar o dinheiro?
Tenho tanto medo dele!
Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar.
Mas eu sei que está arrependido, porque ele
me enviou flores hoje...

Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral.
Ontem finalmente conseguiu matar-me.
Bateu-me até eu morrer.
Se ao menos tivesse tido a coragem e a força para o deixar...
Se tivesse pedido ajuda profissional...
Hoje não teria recebido flores!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O QUARTO




(Transcrito)




Naquele lugar entre a consciência e o sonho, eu entrei em um quarto. Nele não havia nada de incomum, exceto, por uma parede coberta por um arquivo de fichas. Era como um daqueles de biblioteca, com várias gavetas que listam títulos por atos ou assuntos em ordem alfabética.


Porém, estas gavetas que se estendiam do chão ao teto e aparentavam não ter fim para nenhum dos lados, tinham cabeçalhos um tanto diferentes.


Ao me aproximar da parede, o primeiro a chamar minha a atenção era um que dizia: “PESSOAS DE QUEM GOSTEI”. Eu abri a gaveta e comecei a folhear os cartões. Fechei-a rapidamente, chocado em perceber que reconhecia um dos nomes inseridos ali.

Então, sem que ninguém me dissesse nada, soube exatamente onde estava. O quarto sem vida, com suas pequenas gavetas, era um perturbador arquivo da minha vida. Nele, tinham sido escritos meus atos em cada momento, grandes ou pequenos, em detalhes inalcançáveis à minha memória.

Os títulos iam do banal ao bizarro: “LIVROS QUE EU LI”; “MENTIRAS QUE EU CONTEI”; “CONSOLOS QUE EU DEI”; “PIADAS QUE ME FIZERAM RIR”. Alguns eram quase hilários em sua exatidão: “COISAS QUE EU BERREI PARA MEUS IRMÃOS”. Outros, não tinham graça: “COISAS QUE FIZ NOS MOMENTOS DE IRA”; “MURMURAÇÕES QUE TIVE EM SECRETO SOBRE MEUS PAIS”.

Eu não parava de me surpreender com o que encontrava. Quase sempre havia muito mais fichas do que eu esperava. Algumas vezes, menos do que eu gostaria. Fiquei impressionado pelo enorme volume de minha existência. Seria possível eu ter tido tempo em meus 27 anos para escrever cada um dos milhares ou talvez milhões de fichas?

Mas cada cartão confirmava esta verdade. Todos estavam escritos com minha letra e todos tinham sido assinados por mim.

Quando puxei a gaveta “MÚSICAS QUE EU ESCUTEI”, conclui que as gavetas tinham o tamanho exato dos seus conteúdos. As fichas estavam colocadas bem justas, mas, mesmo depois de dois ou três metros, ainda não tinham conseguido encontrar o final. Fechei de volta, envergonhado, nem tanto pela qualidade da música, mas, mais pela vasta quantidade de tempo que eu sabia que aquilo representava.

Quando vi a etiqueta “PENSAMENTOS LUXURIOSOS”, senti um arrepio atravessar o meu corpo. Abri a gaveta uns poucos centímetros, sem coragem de descobrir seu tamanho, puxei uma ficha. Estremeci ao ler sua descrição detalhada. Me causou náusea pensar que momentos assim, pudessem ter sido registrados. Uma cólera quase selvagem se apoderou de mim.

Só um pensamento dominava a minha mente:

– “Ninguém jamais pode ver estas fichas, ninguém deve encontrar este quarto! Eu tenho que destruí-lo”.

Num impulso insano, arranquei a gaveta. Seu tamanho já não importava, eu tinha que esvaziá-la e queimar os cartões. Porém, mesmo segurando suas extremidades e balançando com toda a minha força, nenhum saiu do seu lugar. Em desespero, tirei um cartão apenas para descobrir que ele era forte como aço, tentei rasgá-lo.

Sentindo-me derrotado, retornei a gaveta ao seu lugar. Encostei a testa na parede e deixei escapar um longo e profundo suspiro. Então eu vi... o título era: “PESSOAS COM QUEM COMPARTILHEI O EVANGELHO”. O puxador brilhava mais do que os outros ao seu redor, era mais novo, quase sem uso. Puxei-o, e uma pequena gaveta, com uns quatro dedos de comprimento saiu nas minhas mãos. Dentro, havia tão poucos cartões que nem precisei contar.

Aí, as lágrimas vieram. Caí em prantos. Soluçava tão forte que sentia uma dor que começava no estômago e se expandia pelo corpo todo. Caí de joelhos e gritei. Eu gemia de vergonha, da sufocante vergonha de tudo aquilo. As fileiras de gavetas confundiam-se em meus olhos lacrimejantes. Ninguém jamais poderia saber deste quarto. Eu precisava trancá-lo e esconder a chave.

Então, enquanto enxugava as lágrimas, eu O vi. Não! Não Ele! Não aqui! Qualquer um, menos Jesus! Eu O olhava indefeso, enquanto Ele abria os meus arquivos e lia os cartões. Eu não podia suportar ver uma reação.

Nos momentos em que consegui fitar a Sua face, vi um pesar mais profundo que o meu. Ele parecia ir intuitivamente para as gavetas mais podres. Por que Ele tinha que ler cada uma das fichas?

Finalmente, Ele se virou e me encarou do outro lado do quarto. Ele me olhava com pena em Seus olhos. Mas era uma pena que não me zangava. Abaixei a minha cabeça, cobri minha face com as mãos e tornei a chorar. Ele se aproximou e me abraçou. Ele poderia ter dito tantas coisas, porém, nenhuma palavra saiu de Sua boca. Ele apenas chorou comigo. Depois se levantou e se dirigiu à parede de arquivos, começando de uma extremidade, Ele puxou uma gaveta e, um a um, assinava Seu nome sobre o meu nos cartões.

Eu gritei correndo até Ele. Tudo o que eu conseguia balbuciar era:

– “Não! Não!” – enquanto tirava as fichas de Suas mãos. Seu nome não poderia estar nos cartões. Mas, lá estava escrito com um vermelho tão intenso, tão escuro, tão vivo!

O nome de Jesus cobria o meu. Seu nome estava escrito com o Seu sangue. Ele delicadamente tomou de volta o cartão. Ele sorriu, com tristeza, e continuou assinando. Acho que jamais entendei como Ele pode fazê-lo tão rápido, pois no momento seguinte eu O vi fechando a última gaveta e voltando em minha direção. Colocou Sua mão no meu ombro e disse:

– “Está consumado!”

Logo, Ele me levou para fora do quarto. Não havia trancas na porta.

Ainda existem cartões a serem escritos ... depende de cada um de nós o que será escrito lá. Oremos para que não precisemos nos envergonhar do seu conteúdo.

sábado, 19 de dezembro de 2009

JESUS E O PAPAI NOEL





(Transcrito)

Papai Noel mora no Pólo Norte...

Jesus, em todo lugar.
Papai Noel anda num trenó...
Jesus voa no vento e anda sobre as águas.

Papai Noel vem somente uma vez ao ano...
Jesus está sempre presente.
Papai Noel enche nossas meias com presentes...
Jesus supre todas as nossas necessidades.

Papai Noel desce pela chaminé sem ser convidado...
Jesus fica na nossa porta, bate e entra em nosso coração.
Nós temos que esperar numa fila para ver Papai Noel...
Jesus já está próximo quando se menciona Seu nome.


Papai Noel nos deixa sentar no seu colo...
Jesus nos deixa descansar em Seus braços.
Papai Noel não sabe nosso nome, tudo o que ele pode dizer é:
"Olá garotinho ou garotinha, qual é o seu nome"?...



Jesus sabia nosso nome antes mesmo de nós o sabermos.
Ele sabe não só o nosso nome,
Ele conhece nossa história e futuro e ainda
Conhece nosso coração e quantos fios de cabelo
temos em nossa cabeça.



Papai Noel tem uma barriga que balança como gelatina...
Jesus tem um coração cheio de amor,
graças, misericórdia e perdão.
Tudo que Papai Noel pode oferecer é:"HO, HO, HO"...
Jesus diz: "Deixe que eu resolvo seus problemas".



Os ajudantes de Papai Noel fazem brinquedos...
Jesus faz vida nova, consola nosso coração aflito,
repara lares destruídos e constrói esperanças.
Papai Noel pode fazer-nos um agrado mas...
Jesus nos dá alegria com Sua força.



Enquanto Papai Noel coloca presentes sob nossa árvore...
Jesus tornou-se nosso presente e
morreu na cruz por todos nós.
É claro que não há comparações.
Nós devemos lembrar "Quem é" o Natal, na verdade.


Devemos recolocar Cristo no Natal,
Jesus ainda é a razão da comemoração.
Jesus é o melhor, Ele é melhor que Papai Noel.









sábado, 24 de outubro de 2009

TELETON 2009






Começou outra vez!!! O 12º Teleton!!A partir das 23:00h (horário de Brasília) do dia 23.10.2009 no SBT sobre o comando de Silvio Santos com transmissão para todo o Brasil, a maratona de mais de 24h de programação que tem como objetivo arrecadar recursos para a AACD e possibilitar que crianças e adultos com deficiência física tenham a oportunidade de ter uma vida melhor!!!



Em 12 anos de história do Teleton no Brasil, você proporcionou a construção de 7 novos Centros de Reabilitação e a ampliação de 2 já existentes, colocação de 955 deficientes físicos no mercado de trabalho, a produção de quase 500 mil aparelhos ortopédicos, inúmeras cirurgias para crianças com escoliose e o mais importante mais de 4 milhões de atendimentos em todo o Brasil!!


Para Doar é simples basta ligar ou acessar a internet.....*R$5,00 – 0500 12345 05**R$ 10,00 – 0500 12345 10**Valores maiores – 0800 775 2009* www.teleton.org.br*
As ligações do numero 0500 são limitadas a 1 ligação para cada valor.
NÃO LIGUE DE CELULAR PRÉ-PAGO


O tema da campanha esse ano é EU ME MOVO, então, você também está convidado a mover-se.



Acima de R$ 60,00 você ganha um boneco Tonzinho ou Nina. São dois bonecos com deficiência para que as crianças possam se acostumar e não fiquem assustadas quando se depararem com crianças deficientes.







Lembre-se que todos nós estamos sujeitos a precisar dos serviços da AACD, eu levanto esta bandeira porque além de me colocar nesta condição que um dia poderei precisar, tenho amigos e parentes que já utilizaram os serviços e foram muito bem atendidos.

Agradeço a atenção e compreensão de todos,
e não esqueçam de contribuir!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

DIA DO PROFESSOR!




"Meu pai me deu este corpo que é efêmero, mas o meu mestre me deu uma alma que é imortal!" (Alexandre, o Grande)

Hoje, 15 de Outubro é uma data especial para todos nós: o Dia dos Professores! Não importa qual profissão sigamos, quão bem sucedidos sejamos na vida, todos nós dependemos de uma pessoa muito especial para nos ensinar.

Talvez para alguns atualmente não seja mais motivo de orgulho, mas de sofrimento, vergonha e até mesmo risco de vida, pois além dos salários baixos e pouca estrutura adequada para trabalhar, os professores também estão sendo agredidos moral e fisicamente por alunos e pais dos mesmos. Situação lamentável.

Lembro-me que quando criança a imagem que fazíamos da professora era outra. Tínhamos um orgulho de trazer para ela um presentinho todos os dias: uma flor, uma maçã, um bombom, qualquer coisa que nos fizesse ser lembrados por ela. Para nós ela era uma segunda mãe, pois tinha uma ternura ao nos ensinar e sempre nos recebia com muito carinho. E o seu cuidado com os alunos de fato era um pouco maternal, pois qualquer acidente em sala de aula conosco ela tomava as providências necessárias.

O professor sem perceber influencia a nossa vida e nos marca para sempre, às vezes com palavras, às vezes com atitudes, mas de alguma forma nos marca. Durante toda a minha vida tive professores que deixaram sua marca em mim e que nunca os esquecerei.

Sou grata a cada um dos meus professores por tudo quanto me fizeram.
Tenho procurado aplicar em minha vida muitos de seus ensinamentos,
gostaria de poder marcar um pouco a vida dos meus alunos assim como a minha foi marcada por meus professores.

COMO VOCÊ É IMPORTANTE!

(Autor Desconhecido)

Como ninguém, você exerce com maestria essa função. Você professora,já foi criança e...
ontem você não entendia muitas coisas, hoje precisa se fazer entender, criar soluções.
No seu dia-a-dia a sua capacidade de amar é colocada à disposição de todos.
Quando você volta para casa, a tarefa ainda não está terminada, mas a sua consciência está em paz.
Você corre em paralelo com o tempo para não ficar ultrapassado. Aceita-se todo por dentro para mostrar a seriedade que é exigida e ainda sorrir para aqueles que precisam de afeto.
Na sua angústia existencial ainda se propõe a ajudar a quem procura.
Você avalia. Que coisa difícil é avaliar.
Aprova , reprova e finalmente recupera.
Pelos caminhos da sua vida você vai encontrando tantas portas...umas quase se fecham, quando deveriam se abrir.
Tantas que se abrem, quando deveriam fechar-se, portas sombrias, enferrujadas, à espera de alguém ansioso por um toque, outras escancaradas pela falta de responsabilidade e amor.
E você, passo a passo, vai contribuindo para cada uma delas.
Você transforma, ilumina, esclarece, compreende e vence o desafio.
É o suave mistério da sua vocação.
Como você é importante!!!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Espelho... Espelho Meu!




"Se a beleza constituísse o único mérito das mulheres, às feias só restaria enforcar-se." (Theophile Gautier)

Lembro-me que quando criança, sofri muitas brincadeiras maldosas por ser muito magra. Naquele tempo quem era gordinho era sinônimo de saúde. Perdi as contas dos inúmeros estimulantes de apetite que ensinavam à minha mãe para que eu tomasse que iria me fazer sentir vontade de comer e engordar. Como era difícil ser a “magricela” do grupo, a “Olívia Palito”, como muitas vezes fui chamada. Mas as pessoas não entendiam que aquele era o meu biótipo, eu me alimentava de acordo com a necessidade do meu organismo e não por vício ou “olho grande”. Interessante que os pais tinham o maior orgulho dos seus filhos gordinhos, diziam que eram crianças fortes e que tinham muito apetite. E eu, continuava a “Olívia Palito”. Não sabiam esses pais que na verdade estavam tornando seus filhos obesos, pois hoje sabemos que gordura não é saudável, provocando hipertensão, diabetes, ataques do coração e outras complicações.

O que mais vemos hoje são pessoas cheias de complexos e mal satisfeitas consigo mesmas por causa dessa maldita ditadura da beleza. A cada dia surgem inúmeras clínicas de estética prometendo tratamentos rejuvenescedores milagrosos, deixando o público feminino em polvorosa para experimentar esse “elixir da juventude”. Nunca se viu tanto programa de TV com quadros de transformações como temos agora, onde as pessoas “transformadas” sentem-se tristes, depressivas, única e exclusivamente por causa da aparência. Quase todos canais de TV têm um programa voltado para esse assunto. Quando termina a transformação até parece um toque de mágica, o sorriso se acende, a pessoa muda repentinamente quando vê a sua imagem refletida no espelho. Esses sorrisos que vemos na TV são verdadeiros, ou são efeito das luzes das câmeras, como se houvesse um botão liga-desliga que lhes obrigam a sorrir?

Fico pensando o que se passa na cabeça dessas pessoas. Será que elas não têm um objetivo de vida? São apenas uma máscara? Não têm sentimentos? A sua vida resume-se apenas na beleza exterior? Por causa dessa ditadura da beleza as pessoas estão se esquecendo de ver o que o outro tem de bom e belo em atitudes e sentimentos, porque para muitos, o que importa, é o que agrada aos olhos. Muitos relacionamentos iniciam e sobrevivem por conta da beleza dos parceiros e isso tem levado muita gente a cultuar o corpo de maneira tão exacerbada que o foco de sua vida tem sido esse.

Certa vez vi um artista declarar na TV ao ser questionado se ele namoraria uma mulher “burra do corpão” ou uma feia e inteligente, ele disse que preferiria “a burra do corpão”. Ouvi certa vez um rapaz dizer que se se casasse com uma mulher e ela ultrapassasse os 65 Kg ele a deixaria, porque ele era magro, esbelto, não iria ficar com uma mulher gorda. Aí eu pergunto: onde está o amor? Qual o valor do juramento: “na saúde ou na doença...”? E se a gordura for um caso de saúde ou invés de desleixo? E se fosse o contrário, ele engordasse demais, como se sentiria a mulher deixando ele por causa disso?

Outra coisa que as pessoas não tinham tanta preocupação antigamente, era com as rugas e os cabelos brancos. Isso era motivo de respeito, pois era sinal de experiência de anos vividos. E a moda das roupas era mais recatada, se mostrava menos o corpo. A moda de hoje é exibicionista, roupas minúsculas e apertadas para que se mostre a barriguinha tanquinho e as pernas bronzeadas e torneadas conseguidas ao custo de muita malhação, seios firmes e volumosos à base de solicone. Rugas? Flacidez? Isso é coisa do passado! Agora é a geração botóx que impera! Mas, e por dentro? Será que essas pessoas são felizes de verdade?

Hoje ninguém mais quer viver a sua idade real. As mães hoje disputam lugar com as filhas, freqüentam as mesmas baladas, vestem-se como irmãs ou amiguinhas. Avós? Nem disso querem mais ser chamadas! Parece que envelhecer hoje em dia é um crime.

Não sou contra a pessoa cuidar do corpo, ter uma vida saudável, praticar exercícios, mas da maneira que vemos hoje está se tornando doentio e deixando as pessoas superficiais. São inúmeros os casos de pessoas que morrem por causa de cirurgias plásticas que deram errado ou porque tomaram medicamentos inadequados para modelar o corpo, apenas para se adequar ao mundo dos corpinhos perfeitos e modelados, sem estrias ou celulites.


"Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação." (Madre Teresa de Calcutá)


Angela Vauthier

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Passado, presente ... e o futuro como será?




“ O futuro que daremos aos nossos filhos, depende dos filhos que daremos para o futuro”. (Desconhecido)

Ao me deparar hoje com essa figura no Orkut de uma amiga, fiquei pensativa na situação que estão sendo criadas as crianças de hoje. A princípio, a intenção da figura era descontrair quem a visse, mas se observarmos atentamente tem um fundo de verdade em tudo que foi descrito.

Infelizmente hoje a educação doméstica deixa muito a desejar em muitos lares, os pais não estão mais sabendo impor limites aos filhos e muito menos exercer o seu papel de líder do lar. A inversão de valores está grande. Hoje os filhos mandam nos pais, impõe vontades e caprichos a serem realizados e os pais se tornaram meros espectadores dentro do próprio lar. Claro que os tempos mudaram, mas acredito que respeito e educação não devem ser esquecidos.

Fui educada de maneira diferente, aprendi que os mais velhos devem ser respeitados, que se deve chamar de “senhor” e “senhora”; que “com licença”, “por favor” e “muito obrigado” devem ser usados sempre; que os professores são mestres e merecem todo respeito e consideração, afinal, eles também de alguma maneira contribuem na nossa formação como indivíduo. Aprendi que gentilezas como: ceder o lugar para idosos ou gestantes e bem como a vez numa fila, seja ela qual for, nunca caem de moda. Que se deve avisar para onde está indo e com quem vai de companhia. Não abrir a porta de casa para estranhos e muito menos atender ao chamado deles na rua. Que receber castigo quando se desobedece é para aprender a dar ouvidos aos conselhos que foram dados antes. Que os pais devem ir na escola do filho não apenas quando são convocados para reuniões, mas como hábito para saber como está o rendimento do seu filho. Enfim, aprendi que educação e boas maneiras não é um privilégio dos ricos.

O que mais vemos hoje são pais que perderam as rédeas do lar e que recorrem a ajuda de profissionais para corrigirem os erros que eles próprios cometeram. Quantos casos foram vistos no programa de TV Super Nanny que poderiam ser evitados se os pais soubessem usar a palavrinha mágica “não” no momento certo. Mas infelizmente, muitos acham que os seus filhos não devem ser criados da maneira como eles foram, e ao invés de educá-los de maneira correta, falham, pois satisfazem a todas as vontades da criança. Motivos não faltam: pra evitar o choro insuportável (que a criança já percebeu que essa é a sua “carta na manga” pra conseguir o que quer); pra ter o direito de assistir a TV com mais sossego (livra-se da criança dando o que ela mais quer, mesmo que isso possa prejudicá-la). E há até aqueles que se deixam dominar pelos caprichos dos filhos de dormir a hora que bem quiser e entender, não ir à escola porque não está com vontade ou só comer lanches porque não gosta de comida “de panela” (como se diz aqui em minha terra), não se apercebendo que o organismo da criança está sendo prejudicado e precisa ser reeducado quanto ao horário de sono necessário e à alimentação adequada para o seu crescimento.

Se hoje a situação dos jovens está caótica: meninas sendo mães ainda crianças, adolescentes viciados em todo tipo de drogas, outros na criminalidade, filhos espancando pais e avós, não devemos culpar apenas as autoridades do País. A falha não está apenas na falta de políticas públicas, mas na falta de atitude de muitos pais. E muitos ainda dizem que a culpa é da Lei 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que depois de criada ela tirou toda a autoridade dos pais. Mentira! Isso é uma desculpa boba para encobrir a falta de atitude na criação dos filhos. Fui Conselheira Tutelar e nunca tirei o direito de nenhum pai ou mãe, pelo contrário, sempre mostrei aos filhos que eles tinham direitos legais, mas também tinham deveres e um deles era o respeito pelos pais. Não vamos confundir castigar um filho com espancar, deixar marcas eternas, torturar, ou tirar até a vida. São coisas muito diferentes. Aí sim, nesses casos, merece uma denúncia e receber a punição cabível pela lei.

Que as futuras gerações entendam que nem sempre o que é antigo significa que não sirva para ser utilizado, e nesse caso o ditado popular que diz que “quem vive de passado é museu” não se enquadra. Afinal, tem coisa mais antiga e gostosa do que a receita da vovó?


Angela Vauthier

sábado, 19 de setembro de 2009

A Porta




(MSC)


Um homem havia pintado um lindo quadro e, no dia de apresentá-lo ao público, convidou todo mundo para vê-lo.

Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas e muita gente, pois o pintor tinha fama de grande artista.

Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro. Houve caloroso aplauso. Era uma impressionante figura de Jesus batendo à porta de uma casa. O Cristo parecia vivo. Com Sua mão de dedos longos batia suavemente e, com os ouvidos junto à porta, parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia.

Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. Um observador curioso, porém, achou uma falha no quadro: a porta não tinha fechadura. E foi perguntar ao artista:


- "Sua porta não tem fechadura! Como se fará para abri-la?"


- "É assim mesmo", respondeu o pintor. "Esta é a porta do coração humano: só se abre pelo lado de dentro!"

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Toque do Mestre


(Myra Brooks Welch)


Batido e riscado estava e o leiloeiro

Não deu muito valor ao violino,

Achou que não valia muito a pena

Mas mesmo assim o segurou sorrindo.


"Quanto me dão por ele?" - gritou

"Quem começa a oferta? Vamos ver:

um dólar, um dólar, quem dá mais?

Dois dólares, quem dá três? Três dólares!

Dou-lhe uma, dou-lhe duas ..."


Mas do meio da multidão

Um senhor de cabelos grisalhos

Veio e pegou o arco então,

Tirou o pó do velho violino

As cordas soltas apertou

E tocou uma doce melodia,

Que a todo mundo cativou.


A música parou e o leiloeiro

Agora falando de mansinho,

Disse: "Quanto dão pelo violino?"

E o segurou com muito carinho.

"Mil dólares, quem dá mais?

Dois, dois mil! E três, quem dá?

Tres mil! dou-lhe uma, dou-lhe duas,

Vendido!" - disse ele pra fechar.


"Mas leiloeiro, o que mudou o seu valor?

Foi algo que disseste?"

Mas bem clara é a resposta:

"Foi o toque do mestre!"


Muita gente triste e perdida

Surrada pelo pecado, em desatino

É menosprezada no leilão da vida,

Como o velho violino.

Mas quando vem o Mestre,

A multidão não consegue supor

Que uma vida possa mudar tanto

Com um toque da mão do Senhor.


Ó Mestre! Estou desafinado

Toca-me Senhor com a Tua mão,

Transforma-me, dá-me uma melodia

Para cantar a Ti o meu coração!



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A Dor do Adeus...


“É difícil suportar, a dor da despedida. Principalmente quando a partida, é para nunca mais voltar. (Jair de Assis)


Ultimamente tenho refletido muito nesse tema: despedida. Seja uma despedida breve, por uma viagem a passeio; longa, por uma mudança de vida; ou eterna, por morte. E esse ano, fiz algumas despedidas eternas. É uma situação que ninguém consegue evitar, mas que podemos, enquanto temos vida, escrever a nossa história da melhor maneira possível.

Ao longo de nossa vida, além de nossa família, aumentamos o nosso círculo de amizades. Alguns amigos nós conquistamos, outros, nos conquistam. Em minha vida fui conquistada por pessoas especiais que me marcaram de alguma maneira. Algumas pelo exemplo, outras pela alma sensível, outras ainda pela força e garra para enfrentar os obstáculos que a vida impõe sem se intimidar.

O tempo passa, nos afeiçoamos as pessoas, nos divertimos, conversamos, planejamos tanta coisa juntos, mas de repente é chegado o momento da despedida e aí nos damos conta que não fizemos ainda o suficiente por elas. Então começamos a pensar quanto tempo perdemos com aborrecimentos bobos, com a famosa “falta de tempo” por estar tão ocupado com “nossas coisas”, quando podíamos ter dedicado um pouco mais de atenção as pessoas que amamos. Mas aí é tarde demais, o tempo acabou! Sei que algumas pessoas das quais me despedi esse ano, eu não dediquei o tempo necessário, até por razões alheias a minha vontade, mas elas com certeza partiram deixando uma marca especial em minha vida. Numa de minhas despedidas esse ano deixei escrito para meu amigo:
“Os céus se alegram com tua chegada e nós choramos com a tua partida; não porque estás indo para o céu, mas porque estás nos deixando na terra”.

Tenho procurado tentar também marcar a vida das pessoas que me cercam, não sei se tenho conseguido, mas tenho me esforçado. Não quero me tornar mártir ou heroína, só não quero que a minha existência passe em branco.
Angela Vauthier

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amor Especial



"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis...". (Fernando Pessoa)


Essa semana tive a oportunidade de ver uma cena que muito me tocou. Estava no metrô indo trabalhar e como de costume, estava de cabeça baixa lendo, quando ao parar na estação seguinte entra no vagão onde eu estava, uma senhora empurrando uma cadeira de rodas com uma criança especial. O som que aquela criança emitia era assustador, tanto que quando a mãe parou a cadeira junto a uma das crianças que estava no vagão, ela saiu correndo com os olhos arregalados e foi sentar-se do outro lado próximo a babá que a conduzia com seus irmãozinhos.


Fiquei perplexa com essa cena por várias razões. A primeira, foi a reação da criança. Lógico que para ela era algo temível, talvez nunca tenha tido um contato com uma criança especial, então em sua visão infantil não era “normal” alguém ser daquele jeito e por isso, a sua maneira de se “livrar” do desconhecido foi sair correndo depressa. A mãe da criança especial (um menino) ao perceber a atitude da menina reagiu de maneira amigável e perguntou se ela estava com medo. Acredito que para ela isso já virou rotina, as crianças temerem a aproximação com seu filho.


Depois entendi que todo aquele barulho que o garoto fazia, era manifestação de alegria por entrar num metrô refrigerado, como chamamos aqui em Recife, o famoso “geladinho”. A temperatura estava ótima e a mãe comentou que ele sentia muito calor, então pra ele deve ter sido um verdadeiro presente.


Enquanto o metrô seguia seu curso, eu fiquei analisando o quadro em minha frente. Se a menina reagiu daquele jeito, é porque nunca foi ensinada sobre a existência de crianças especiais e que não devemos ter medo de nos aproximarmos delas. A babá também mostrou-se ser uma pessoa leiga sobre o assunto pois em momento algum tentou aproximar a menina do garoto e nem mesmo ela tomou a iniciativa de se aproximar ensinando com o exemplo que a criança especial não deve ser temida. Desceram na próxima estação.


Mas o que mais me surpreendeu foi o carinho e a dedicação daquela mãe com o garoto, o sorriso dela era contagiante, o tempo todo a conversar com ele como se houvesse um diálogo entre os dois. O carinho era tanto que não tinha como a gente não se sentir tocado.


Comecei a refletir na vida, tantas mulheres que geram crianças sadias e as abandonam das mais diversas maneiras: enroladas em saco de lixo, jogadas em esgotos e em rios, deixadas em portas de prédios e etc., e essa mãe cuida do filho em tempo integral com a maior felicidade e amor. Aquela criança estava se dirigindo para AACD, com certeza a cada dia que se passa, pra sua mãe é uma vitória cada movimento novo que ele consegue fazer. Para a mãe seu filho é um herói, mas ela também é uma heroína, por ser mãe de uma criança especial.


E o que dizer de nós que nos lamentamos das coisas que temos que realizar porque nos fatigam? Basta olhar uma criança especial e vamos entender como nós somos mal agradecidos pela vida que temos.


Chegou a minha vez de descer. Saí daquele metrô com um misto de emoções, triste com a desinformação de alguns de como tratar uma criança especial, feliz por ver que ainda existe o amor incondicional de mãe e agradecida a Deus por ter tido a chance de presenciar aquela cena e ter meus movimentos perfeitos.
Angela Vauthier

sábado, 9 de maio de 2009

POEMA PARA AS MÃES


(Giuseppe Ghiaroni)

Mãe! hoje eu volto a te ver na antiga sala, onde uma noite te deixei sem fala, dizendo adeus como quem vai morrer. E me viste sumir pela neblina, porque a sina das mães é esta sina: amar, cuidar, criar e depois perder. Perder o filho é como achar a morte. Perder o filho quando, grande e forte, já podia ampará-la e compensá-la. Mas nesse instante uma mulher bonita, sorrindo, o rouba, e a velha mãe aflita ainda se volta para abençoá-la.
Assim parti, e nos abençoaste. Fui esquecer o bem que me ensinaste, fui para o mundo me deseducar. E tu ficaste num silêncio frio, olhando o leito que eu deixei vazio, cantando uma cantiga de ninar.
Hoje volto coberto de poeira e te encontro quietinha na cadeira, a cabeça pendida sobre o peito. Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo. Quero acordar-te, mas não sei se devo, não sinto que me caiba este direito.
O direito de dar-te este desgosto, de te mostrar nas rugas do meu rosto toda a miséria que me aconteceu. E quando vires e expressão horrível da minha máscara irreconhecível, minha voz rouca murmurar:''Sou eu!"
Eu bebi na taberna dos cretinos, eu brandi o punhal dos assassinos, eu andei pelo braço dos canalhas. Eu fui jogral em todas as comédias, eu fui vilão em todas as tragédias, eu fui covarde em todas as batalhas.
Eu te esqueci: as mães são esquecidas. Vivi a vida, vivi muitas vidas, e só agora, quando chego ao fim, traído pela última esperança, e só agora quando a dor me alcança lembro quem nunca se esqueceu de mim.
Não! Eu devo voltar, ser esquecido. Mas que foi? De repente ouço um ruído; a cadeira rangeu; é tarde agora! Minha mãe se levanta abrindo os braços e, me envolvendo num milhão de abraços, rendendo graças, diz: "Meu filho!", e chora.
E chora e treme como fala e ri, e parece que Deus entrou aqui, em vez de o último dos condenados. E o seu pranto rolando em minha face quase é como se o Céu me perdoasse, me limpasse de todos os pecados.
Mãe! Nos teus braços eu me transfiguro. Lembro que fui criança, que fui puro. Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta que eu compreendo o que significa: o filho é pobre, mas a mãe é rica! O filho é homem, mas a mãe é santa!
Santa que eu fiz envelhecer sofrendo, mas que me beija como agradecendo toda a dor que por mim lhe foi causada. Dos mundos onde andei nada te trouxe, mas tu me olhas num olhar tão doce que, nada tendo, não te falta nada.
Dia das Mães! É o dia da bondade maior que todo o mal da humanidade, purificada num amor fecundo. Por mais que o homem seja um mesquinho, enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho cantará a esperança para o mundo!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

POSSO REPETIR A ORAÇÃO DO SENHOR?


(M. W. Gass)

Não posso dizer
PAI, se não demonstro diariamente minha relação de filho.
Não posso dizer NOSSO, se vivo num compartimento espiritual de onde nada sai e onde nada penetra; se penso que no céu está reservado um lugar especial para a minha denominação.
Não posso dizer QUE ESTÁS NO CÉU, se estou tão ocupado com a terra que não ajunto tesouro lá.
Não posso dizer SANTIFICADO SEJA O TEU NOME, se eu, que sou chamado pelo Seu nome, não sou santo.
Não posso dizer SEJA FEITA A TUA VONTADE, se estou discutindo, ressentido e desobediente à Sua vontade para comigo.
Não posso dizer NA TERRA COMO NO CÉU, se não estou preparado para dedicar minha vida aqui ao Seu serviço.
Não posso dizer DÁ-NOS HOJE O PÃO DE CADA DIA, se estou vivendo na experiência do passado ou se não faço muita questão de ter o que pedi.
Não posso dizer
PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS TAMBÉM TEMOS PERDOADO AOS NOSSOS DEVEDORES, se guardo rancor contra alguém.
Não posso dizer
NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO, se não estou preparado para lutar no reino espiritual com a arma da oração.
Não posso dizer LIVRA-NOS DO MAL, se eu deliberadamente me ponho a mim mesmo, ou fico, onde provavelmente poderei ser tentado.
Não posso dizer TEU É O REINO, se não concedo ao Rei a obediência disciplinada de súdito fiel.
Não posso dizer
TEU É O PODER, se temo o que os homens me possam fazer, ou o que os vizinhos possam pensar de mim.
Não posso dizer TUA É A GLÓRIA, se estou procurando a minha glória.
Não posso dizer
PARA SEMPRE, se meu horizonte está limitado pelas coisas do tempo.
Não posso dizer
AMÉM, se eu também não acrescento CUSTE O QUE CUSTAR
.
Porque dizer esta oração honestamente, equivale a consagrar tudo a Deus.